Mais sobre os Cátaros

Mais sobre os Cátaros. Os leitores do Post anterior onde citava os Cátaros talvez não tenham entendido porque o trabalho assistencial realizado por meu amigo estava relacionado com minha EFC. Cabem então alguns esclarecimentos.

Meu primeiro contato com os Cátaros ocorreu nos anos 90 por meio da leitura do livro “Os Cátaros e a Reencarnação” de Arthur Guirdham. Em 1999, esse mesmo amigo que realizou o trabalho assistencial a poucos dias, apresentou-me uma pessoa de sua relação, um Juiz de Direito que reside em Brasília e que, anos antes, fizera uma viagem ao sul da França para visitar os lugares onde os Cátaros viveram. Ele mostrou-me vários livros sobre esse povo que adquira naquela região. Um desses livros, descrevendo castelos e personagens daquela época, despertou-me a atenção e a leitura de algumas páginas causou-me particular curiosidade quanto a um castelo e a um personagem em particular.

Com o passar dos anos, eu viria a descobrir que, de fato, eu, assim como vários amigos e pessoas conhecidas teríamos vivido naquela região e vivenciado vários episódios registrados na história relacionados aos Cátaros. Isso explica, portanto, o interesse desse amigo pelo assunto e como a realização do trabalho espiritualista acabou repercutindo em mim. Estamos interligados por conta dos mesmos episódios do passado.

A última experiência que vivenciei, relacionada a esse povo, ocorreu poucos dias atrás. Provavelmente, foi mais uma repercussão decorrente do trabalho assintencial realizado no início do mês. Na madrugada de 26 de agosto passei por várias experiências extrafísicas. Por volta de 3 horas da manhã despertei, mudei de posição na cama e adormeci por breves momentos, acordando novamente em seguida. Nesse ínterim, passei pela experiência descrita a seguir.

Eu estava numa sala que parecia ser um local de estudos. Junto a uma parede havia uma estante de madeira envelhecida. Caminhei até a estante e rapidamente peguei um livro pequeno, com capa azul que ali estava depositado. Rapidamente o abri e folhei-o, passando por várias páginas. Aquele livro, senti, eu já conhecia de algum lugar. Conforme folheava o livro, observava as imagens gravadas nas páginas. Não havia texto, somente imagens, mas, conforme eu as olhava, a história referente aquele capítulo do livro vinha a minha mente. As imagens, como que pintadas com um traço rápido, um pouco tremidas, eram estáticas. Todas tinham como característica o predomínio de tons de azul, tal como a capa do livro.

O livro tratava das inúmeras aventuras de um jovem casal e passava-se na idade média, provavelmente no período final dessa era. Esse casal havia entrado numa fase de suas vidas repleta de viagens e de muitas aventuras. Cada capítulo referia-se a uma dessas aventuras.

Ao despertar, minha primeira surpresa foi como tudo aquilo acontecera em apenas poucos minutos de sono. Fenômenos de compressão de tempo são comuns em EFCs. Em seguida surgiu-me a impressão de que esse livro relate, na realidade, uma de minhas existências passadas. Com base em experiências projetivas anteriores, o insistente predomínio do azul no livro, para mim, indica uma conexão com os Cátaros. Agora pretendo acessar esse livro mais vezes para continuar a ler seus capítulos até poder transcrevê-lo completamente e, quem sabe, até publicá-lo.

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Mais uma EFC Comprovada

Pierre volitando sobre Carcassone

Mais uma EFC comprovada. Na noite do dia 7 de agosto comprovei mais uma EFC, passando pela experiência descrita a seguir. Estava na companhia de duas outras pessoas num thriller que mesclava terror e ficção científica. Estávamos num prédio abandonado e na penumbra. Eu sabia que, no andar superior, estavam os corpos de dois homens que haviam sido decapitados. Uma criatura, algo que para mim era uma espécie de alienígena, era a responsável por isso. A aparência dessa criatura, eu sabia, era medonha. Sem tê-la visto, eu sabia que ela era bípede, da altura de um homem e que tinha uma pele na forma de carapaça de caranguejo, dura e cinzenta, com uma cabeça na forma de bola de futebol americano deitada. No lugar das mãos ele tinha garras como às de um caranguejo. Em dado momento “vi” os dois sujeitos cujas cabeças foram cortadas, com um forte jorro de uma densa massa avermelhada que fazia às vezes de sangue e que saia em abundância de seus pescoços. Tudo aquilo parecia como um filme que eu já havia visto, então, eu sabia de tudo o que se passou e o que se passaria por esse motivo. Em dado momento, a criatura aproximou-se da porta da sala do andar onde estávamos. Percebi sua sombra e sabia que não seria bom encará-la de frente. Quando ela finalmente ia entrar na sala houve um corte na cena e me vi num outro local, como se houvesse despertado daquele sonho. Encerro esse relato nesse ponto, pois, a partir daí, os eventos tomaram outro rumo.

Dias antes dessa experiência, mais precisamente, em 27 de julho, um amigo solicitou-me alguns de meus arquivos acerca dos Cátaros (1), pois ele iria participar de um trabalho em uma instituição espiritualista na qual trabalha, em benefício das consciências ligadas aos episódios envolvendo esse povo.

No dia 9 de agosto, esse amigo ligou-me para contar algo do que se passara durante o trabalho assistencial, realizado na instituição no dia anterior. Foram atendidas muitas consciências extrafísicas em graus variados de perturbação, inclusive algumas que aparentavam ser cavaleiros sem cabeça, um dano causado em seus corpos espirituais aparentemente por terem eles cortado a cabeça de muitos cátaros (2). O trabalho foi intenso e certamente deve ter auxiliado a várias consciências que a séculos padecem em função dos crimes cometidos a quase 800 anos.

A princípio, não notei que o relato de meu amigo tinha vários detalhes semelhantes ao episódio que eu vivenciara no dia 7, na véspera do trabalho, em especial para a questão de um conflito que resultou em pessoas com as cabeças decepadas por alguém. Somente alguns dias depois, quando tive tempo de registrar a experiência acima é que me dei conta dos pontos em comum.

Para mim, essa foi mais uma comprovação de que as experiências fora do corpo são reais e que por meio delas podemos travar contato com outras realidades, ter acesso a informações de forma privilegiada e trazê-las para a dimensão intrafísica onde, eventualmente, podemos usá-las de forma proveitosa.

Notas:

(1) Cátaros: Literalmente, “Os Puros”. Denominação dada a uma população que viveu no sul-sudoeste da França entre os séculos XI e XIII. Os Cátaros eram considerados hereges pela Igreja Católica por cultivarem crenças diversas as impostas na época, tais como a reencarnação. Para perseguir e eliminar os Cátaros, a Igreja criou a Inquisição e mobilizou um vasto exército na forma de uma cruzada. A “Cruzada Albigense” realizada entre os anos de 1209 e 1244, de forma brutal e definitiva, eliminou completamente os Cátaros e praticamente todas as referências a eles.

(2) Não raro, pessoas que realizam atos de crueldade acabam fixando sua mente nos episódios do qual foram protagonistas de tal forma que, após a morte do corpo físico, essas idéias fixas acabam por deformar seus corpos extrafísicos, assumindo formas por vezes mutiladas ou deformadas, permanecendo por longo tempo nessa condição.

(3) Carcassone (foto acima), no sul da França, era uma das principais cidades do antigo “País Cátaro”. Restaurada no século XIX, é hoje maior castelo medieval existente na Europa. Tirei essa foto em 2007 quando visitei a cidade. Quanto ao Pierre, naturalmente apareceu na foto por obra e graça dos recursos do Photoshop.

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Espiritualista X Religioso

Um espiritualista ou um Religioso? Recentemente ouvi falar num livro escrito por um espiritualista sobre evolução, um assunto que a muito tempo me cativa. Não o encontrei a venda em Brasília, de forma que resolvi encomendar um exemplar pela Internet. Recebi o exemplar a duas semanas e, assim que pude, comecei a leitura. O autor é um projetor consciente e médium. O livro foi escrito a partir das suas vivências, muitas das quais projetivas e, segundo ele, inspirado por vários espíritos amparadores.

Logo no início do livro, um capítulo é dedicado a transmitir uma mensagem de um amparador que, segundo o autor, é muito evoluído.

Para minha decepção, já nas primeiras linhas, o “amparador” refere-se a Jesus como a consciência mais evoluída, perfeita e sublime que jamais nasceu nesse planeta e etc. Isso mais uma série de citações sobre o “status” e “feitos” de Jesus mostraram-me que essa entidade não podia ser tão evoluída assim.

Uma coisa que aprendi após tantos anos na lida espiritualista é respeitar as crenças de cada um. Por dois motivos, alguém que se autodenomine espiritualista não pode afirmar que Jesus era melhor, superior ou mais evoluído do Moises, Buda, Krishna e vice versa.  Em primeiro lugar, tudo o que sabemos sobre essas pessoas são relatos verbais limitados e de autenticidade inverificável que, em algum momento, foram registrados pelos seus fieis seguidores. Em segundo lugar, quando afirmamos que Jesus foi à consciência mais evoluída e superior as outras que jamais viveram na Terra para um budista, por exemplo, esse não vai concordar de forma alguma, resultando disso um desentendimento entre as partes. O mesmo se aplica se assim nos referirmos a qualquer outra personalidade.

Um espiritualista não pode, portanto, cometer essa gafe, senão ele será apenas mais um religioso que deseja promover suas crenças pessoais em detrimento das crenças de outras pessoas. Imaginem então se uma consciência extrafísica amparadora, ou seja, com nível evolutivo acima da média humana, vai se prestar a esse papel.

Outra coisa que chamou-me a atenção no livro foi que na apresentação o autor afirma que resolveu escrevê-lo após inúmeras experiências projetivas onde “ir a galáxia de Andrômeda foi a coisa mais simples”. Pois bem, quanto ao conteúdo, embora bem escrito, não trás absolutamente nada que eu já não tivesse lido em vários outros livros do gênero.

Então o que aprendi com esse livro? Que umas poucas palavras mal refletidas que expressam as crenças pessoais do autor podem comprometer todo o conteúdo de uma obra.

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Transfigurações do Psicossoma

Transfiguração do Psicossoma. Nessa última sexta-feira tive uma noite bem movimentada onde participei de diversos encontros e reuniões extrafísicas.  Cheguei ao local de uma dessas reuniões onde havia muitas consciências presentes. Em dado momento, mais um grupo de consciências chegou sendo que um de seus componentes causou surpresa nos presentes. Ele era bem mais alto que seus companheiros e sua cabeça enorme, com uns 60 cm de comprimento. De onde estava não pude reparar no restante de seu corpo para saber se apenas a cabeça estava maior ou se todo o seu psicossoma(1) era assim. No mais, ele era normal. Era um jovem de pele muito branca, aparentando uns vinte e poucos anos, tinha cabelos claros em cachos e seu semblante estampava um leve sorriso. Com o início da reunião deixei de prestar atenção nesse gigante…

A transfiguração do psicossoma na dimensão extrafísica é algo bastante comum. No que diz respeito ao tamanho relativo, existem três motivos para vermos uma consciência com aparência maior:

1 – Ela está, conscientemente, com o uso da sua vontade, inflando seu psicossoma para ficar maior. Geralmente só conseguem manter-se assim por curtos intervalos de tempo, pois essa não é sua condição normal, exigindo concentração para se manterem assim. Eu mesmo já fiz esse tipo de coisa.

2 – Ao percebermos a consciência, fazemos isso com a visão extrafísica ampliada, dando a ilusão de que alguém tem uma aparência maior ou distorcida.

3 – A consciência em questão é muito evoluída e, numa condição de semiconsciência, nossa psiquê traduz a sua condição evolutiva superior na forma de uma estatura elevada. Já tive esse tipo de experiência também.

No caso do relato anterior, a situação descrita parece se encaixar na explicação número 1.

(1) Psicossoma é um dos nomes do corpo astral da consciência. Outros nomes para ele são perispírito, corpo das emoções, corpo espiritual.

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ByBy Curso Intermissivo


Dando um tempo com meu Curso Intermissivo. 18 de junho de 2011. Acordei cedo, por volta de 6 horas da manhã. Permaneci na cama e, após algum tempo, voltei a dormir. Comecei a sonhar. Estava na companhia de meu pai resolvendo algo. Chegamos então no que parecia ser o pátio de um prédio ou casa. Havia ali várias pessoas, algumas sozinhas, outras em pequenos grupos, conversando. Um desses grupos chamou-me a atenção. Eram três homens que trajavam casacos vermelhos. De repente, houve um clarão e meu pai sumiu. Achei aquilo muito estranho… para onde ele havia ido? Olhei para um lado, para outro e não o via. Conscientizei-me então que estava projetado, fora do corpo físico. Afastei-me do grupo de “casacos vermelhos” e comecei a observar o ambiente e as demais pessoas ao redor. Chamou-me a atenção um sujeito pequeno, adulto, mas do tamanho de uma criança, sentado num banco próximo. Aproximei-me dele. Parecia que ele não percebera minha presença. Tinha a pele branca, cabelos compridos até os ombros, pretos e lisos. Trajava uma camisa clara e, numa mesinha a sua frente, havia um papel com algo impresso em azul claro e algumas coisas escritas a mão, com uma caneta. Peguei o papel e observei-o por alguns instantes (não consegui reter na memória o conteúdo dessas palavras). As atitudes desse sujeito indicavam que ele era um sonâmbulo extrafísico (1), provavelmente desencarnado. Afastei-me dali, passando para um terreno anexo ao daquele prédio, separado desse por um pequeno muro. Minha atenção voltou-se então para o alto. Nesse local, parecia que sob minha cabeça havia telhas de vidro semitransparentes por onde a luz externa penetrava. Comecei a flutuar enquanto observava essa cobertura. A partir desse ponto, houve uma queda no nível da lucidez. Então, veio-me a mente uma idéia-alvo: “Curso Intermissivo” (2). Passei então a repetir para mim mesmo seguidas vezes, num esforço de concentração: Quero ir ao local do meu curso intermissivo…. Minha visão foi tomada por uma intensa claridade e milhares de pequenas faíscas passaram a fluir por todos os lados… senti que meu psicossoma, flutuando, se inclinava, como se estivesse deitando. Momentos depois, ao invés de chegar ao Curso Intermissivo,…. despertei. Eram 7: 41.

Algumas Conclusões: Recentemente, fiz várias tentativas de retornar ao local do meu curso intermissivo. Para isso, empreguei um técnica de autoprogramação mental durante vários dias e, depois, priorizei outras coisas. Pelo visto, pela primeira vez, terei que “desprogramar-me” e dar byby para o curso intermissivo por ora, pois, em uma EFC como essa que vivenciei, o melhor aproveitamento teria sido continuar observando o local e as consciências ali presentes para entender quem eram e o que me levara, inconscientemente, até esse local. Ao focar a vontade em deslocar-me para outro alvo, particularmente difícil de ser atingido, provavelmente acabei por encurtar a experiência.

A realidade dos projetores é assim. Todas as experiências resultam em aprendizado, quer acertemos quer cometamos erros.

(1) O sonambulismo (inconsciência) extrafísica é a condição comum para a maioria das pessoas que passam por EFCs. Muitos desencarnados também permanecem nesse estado após a morte do corpo físico.
(2) Intermissão é o período entre duas vidas (cada vida corresponde a uma missão). Curso intermissivo é um curso que algumas pessoas fazem antes de reencarnar para poderem realizar sua missão.

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Por que nos lembramos de alguns sonhos, mas não outros?

Sono

“Quanto mais entendermos os mecanismos que envolvem os

sonhos, assim como outros estados difedenciados de

consciência, melhor será nossa compreensão sobre as EFCs”

Por que nos lembramos de alguns sonhos, mas não outros? A resposta para essa pergunta, a princípio é óbvia: algum mecanismo do cérebro deve controlar o que vai ser lembrado e o que vai ser esquecido. Mas que mecanismo seria esse? A resposta não é simples. Fatores como a fisiologia e a psique com todas as suas peculiaridades, variam de pessoa para pessoa e eles podem afetar a lembrança dos sonhos de várias maneiras. Mas então, o que a ciência pode nós dizer sobre isso?

Abordagem psicológica: Freud teorizou que as pessoas não se lembram de seus sonhos devido a desejos reprimidos, proibidos e  que, por esse motivo, a própria psique se encarrega de apagá-los da memória por, conscientemente, não aceitá-los. L. Strumpell, um pesquisador dos sonhos contemporâneo de Freud, acreditava que sensações físicas e imagens vagas e pouco significativas que ocorrem nos sonhos são esquecidas por não serem importantes para a pessoa. Para Strumpell, aprendizado e lembrança ocorrem tanto por associação quanto por repetição. Como os sonhos geralmente são únicos e um tanto vagos, pela lógica sua lembrança poderia ser difícil. Por exemplo, se uma pessoa pronuncia uma frase para você que não tem relação imediata com qualquer coisa da sua experiência rotineira, talvez seja necessário para a pessoa a repeti-lo, a fim de que você possa lembrá-la ou até mesmo para que você possa entendê-la. Da mesma forma, os detalhes dos sonhos que estão fora de nosso domínio de experiência, muitas vezes nos escapam.

Abordagem neurofisiológica: Pesquisas indicam que somente no estágio de sonho REM (Rapid Eye Movement – Movimento Rápido dos Olhos) é que podemos sonhar. Numa noite de sono normal é comum a ocorrência de quatro a seis fases de sono REM. A pessoa, contudo, provavelmente só vai se recordar do último sonho, o que ocorre no último sono REM. Quando acontece da pessoa lembrar-se de mais de um sonho, isso ocorre devido a microdespertares que ocorrem depois que o sonho acabou, provocando, com isso a ativação da memória no meio da noite (2).

Mas isso não é tudo.  Estudos sobre os processos de sono demonstram que 5 minutos depois de termos um sonho, esquecemos 50% do seu conteúdo e, após 10 minutos, esquecemos 90% do seu conteúdo. Isso estaria relacionado ao fato da memória ser uma função do consciente, ao passo que os sonhos, são uma função do subconsciente. A memória, portanto, não conseguiria reter as lembranças dos sonhos após certo período de tempo. Nesse sentido, as pessoas que mais se lembram de seus sonhos são, portanto, as de sono leve, que despertam facilmente (2).

Finalmente, em uma recente pesquisa realizada com estudantes da Universidade de Roma, Itália, por Luigi De Gennaro (3), indicou que a mesma área do cérebro que controla aquilo o que lembramos ou esquecemos durante a vigília também faz essa função durante o sono. Para chegar a essa conclusão, De Gennaro e sua equipe monitorou com um EEG o sono de 65 alunos divididos em dois grupos conforme o momento em que despertavam,se durante o sono REM ou após o segundo estágio de sono não-REM.

Aqueles que acordaram durante o sono REM e conseguiram recordar seus sonhos eram mais propensos a demonstrar um padrão de oscilações de ondas teta nas áreas do córtex frontal e pré-frontal. Essas são as partes do cérebro onde ocorre o nosso pensamento mais avançado e são responsáveis pelas recordações de memória em indivíduos acordados. Nas pessoas que acordaram durante o sono não-REM, aqueles que se lembraram de seus sonhos tinham padrões de ondas alfa no lobo temporal direito, uma área relacionada ao reconhecimento de eventos emocionais e que se assemelhavam à atividade conhecida por ser essencial para a memória quando acordado.

Conclusão: São vários os fatores que determinam a lembrança dos sonhos. Além da pessoa presisar de um microdespertamento durante o sono, ele tem que ocorrer aluns minutos após a ocorrência do sonho para que, na região do córtex frontal e pré-frontal assim como no lobo temporal direito, seja feito o registro na memória consciente.

Referências:

(1) The Scientific Literature of Dream Problems (UP 1900), disponível em psychclassics.yorku.ca/Freud/Dreams/dreams1a.htm

(2) mundoestranho.abril.com.br disponível em http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-as-vezes-nos-lembramos-de-nossos-sonhos-e-outras-vezes-nao

(3) New Scientist magazine 5 de maio 2011, disponível em http://www.newscientist.com/article/mg21028114.300-why-do-we-remember-some-dreams-but-not-others.html

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Sonho, Sonambulismo e EFCs

EFC na Messier 8

Sonambulismo e Projeção Lúcida. Durante uma conversa com um colega de trabalho, mencionei a criação desse blog. Ele aproveitou para questionar-me se haveria alguma relação entre o sonambulismo e uma EFCs lúcida. Sua curiosidade vinha do fato de sua esposa, ocasionalmente, passar por estados de sonambulismo.

A teoria

Procurando esclarecer sua dúvida, primeiramente, discorri sobre a conceituação de sonho, sonambulismo e experiência fora do corpo. Depois, para escrever esse post, pesquisei um pouco mais (1).

Sonho: É uma experiência onde prevalece a imaginação de sons, imagens e outras sensações produzidas pelo subconsciente durante o período de sono. Tudo o que percebemos nos sonhos é carregado de um forte sentido simbólico e arquetípico, refletindo cargas emocionais que armazenamos no subconsciente. Todo esse conteúdo gera impressões muito fortes na psique humana. Outra característica marcante dos sonhos é o caos: as situações mais absurdas se sucedem, não existe um sentido lógico ou cronológico claro naquilo o que percebemos ou sentimos.

Sonambulismo: É considerado um transtorno comportamental do sono, durante o qual uma pessoa pode empregar suas habilidades motoras de uma forma simples ou complexa. O sonâmbulo pode sair da cama e andar, comer, realizar tarefas comuns e até mesmo sair de casa, movido pelo inconsciente. Nessas circunstâncias, o sonâmbulo fica suscetível a sofrer acidentes e até mesmo morrer em função disso. Pode ser difícil acordar um sonâmbulo, mas, contrariamente à crença popular, não é perigoso fazê-lo, podendo inclusive ser perigoso não acordá-lo! Porém esse despertar deve ser feito com cautela, pois, alguns sonâmbulos podem ser violentos.

EFC: Durante a EFC lúcida, ou, em outras palavras, quando temos uma experiência fora do corpo consciente, ocorre o predomínio da lucidez, do juízo crítico. Dessa forma, sabemos exatamente onde estamos (na dimensão extrafísica) e o que está se passando (que estamos fora do corpo) de forma que não temos dúvidas sobre qual tipo de experiência estamos vivenciando. Mais ainda, às vezes, a objetividade (a realidade) da EFC pode ser comprovada uma vez que tenhamos experiências em conjunto com outros projetores e, depois, um ou mais desses lembrarem-se das mesmas experiências que tivemos.

A prática

Para exemplificar para meu colega, relatei o único caso de sonambulismo vivenciado por mim mesmo. Foi em 1974 quanto contava 10 anos.

Nessa época, morava com minha família em uma casa no Rio de Janeiro. Eu e minha irmã dormíamos em camas que ficavam no mesmo quarto. Certa noite, já em horário adiantado, eu e minha irmã dormíamos quando minha mãe, que assistia a um programa na TV sentada numa poltrona da sala, percebeu, pela porta que dava para nosso quarto, que eu pulara da cama, caminhara até a cama de minha irmã e a sacudira com as mãos, ao mesmo tempo em que pronunciara palavras irreconhecíveis. Intrigada, minha mãe questionou-me, dali mesmo onde estava, o que eu estava fazendo. Sem nada responder, retornei para minha cama, deitei-me e continuei a dormir como se nada houvesse acontecido. No dia seguinte, minha mãe contou-me o ocorrido e perguntou-me o porquê daquela atitude. Lembrei-me então que, naquela noite, tivera um sonho onde, aflito por algum motivo, tentava despertar minha irmã que dormia em sua cama e, por mais que sacudisse e chama-se pelo nome, ela não acordava.

Então, como pude constatar, o sonâmbulo é aquela pessoa que sonhando, de alguma forma, adquire o controle das suas faculdades motoras.

Concluindo, na medida em que as pessoas amadurecem, física e psicologicamente, alguns estados diferenciados, tais como o sonambulismo e os pesadelos, tendem a desaparecer, ao passo que outros, como as EFCs, podem surgir.

Notas:

(1) Wikipedia: Verbetes sonho e sonambulismo.

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Encontro Extrafísico com Amigos

Viagem Astral

Encontro extrafísico com amigos. Já era tarde da noite quando em 11 de junho eu li o artigo da U.S. News e que acabou levando-me a escrever, no  mesmo dia o post “EFCs são Reais?”. Fui dormir por volta de 1 hora da manhã. Em algum momento, no meio da madrugada, fui parar num distrito extrafísico usado pelos colaboradores da Conscienciologia(1) para prosseguirem suas atividades intrafísicas ligadas a essa ciência. Encontrei ali algumas pessoas que conheço no intrafísico, assim como outras que conheço apenas extrafisicamente.  Dessas últimas, algumas são encarnadas como eu e outras não. O que levou-me ali? Obviamente o fato de passar algumas horas lendo o artigo e, depois, escrevendo o post. Sou ligado a esses companheiros de evolução desde o curso intermissivo(2) quando fomos treinados em diversos procedimentos de pesquisa científica para podermos desempenhar melhor nossas missões, em torno do estudo e divulgação das EFCs. Mesmo tendo deixado a Conscienciologia à 15 anos, vínculos poderosos ainda me unem a esse grupocarma(3) que muitas consciências que vem evoluindo conjuntamente nesse planeta a milhares de anos.

Notas

(1) Conscienciologia: É uma das diversas abordagens sobre as EFCs.

(2) Curso Intermissivo: Um treinamento altamente especializado que algumas pessoas fazem antes de reencarnar.

(3) Grupocarma: Um grupo de consciências que mantém vínculos muito próximos e que se seguem a mesma trilha evolutiva.

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EFCs são Reais?

Exemplo de EFC

O início da EFC

EFCs são reais? No final de abril desse ano deparei-me em uma revistaria com um número especial da U.S.News & World Report sobre Secrets of Your Brain. Abri a revista e comecei a folheá-la até encontrar um artigo “Divining the Secrets of the Soul” (Adivinhando os Segredos da Alma) onde as EFCs eram abordadas. Comprei a revista para ler o artigo mais tarde.

Quando finalmente pude fazê-lo, sem surpresa, constatei que a revista optou pelo costumeiro caminho de atribuir a causa das EFCs a um mau funcionamento do cérebro, uma doença mental. Segundo a revista, as EFCs e as EQMs (Experiências de Quase-Morte) podem ser explicadas pela confusão do cérebro ao interpretar diferentes sensações. A maioria das publicações, inclusive no Brasil, adota essa mesma linha editorial, preferindo ignorar os incontáveis casos de pessoas que descrevem experiências impossíveis de serem explicadas como um simples mau funcionamento do cérebro.

Naturalmente, existem pessoas que sofrem de distúrbios da mente variados e que tem alucinações em função deles. Mas não é esse o caso de nós, projetores, que gozamos de perfeito equilíbrio físico e mental. Eu diria até que somos mais saudáveis do que os editores de que tentam impor uma visão de mundo baseada nas meias verdades que publicam.

As EFCs podem ser comprovadas de várias formas:

-Experiências conjuntas: duas ou mais pessoas vivenciam as mesmas experiências fora do corpo e, depois, tem as mesmas lembranças sobre esses eventos. Um exemplo pessoal: Sai do corpo, assumi a aparência de uma existência pregressa e, na mesma noite, minha irmã também saiu do corpo, me viu com essa aparência modificada, relatando-me o ocorrido na manhã seguinte.

-EFCs Précognitivas: O projetor capta uma informação sobre um evento que ainda não aconteceu na dimensão intrafísica e, tempos depois, o evento ocorre tal qual ele previra. Um exemplo pessoal: Em uma EFC, um amigo do Rio de Janeiro dizia-me que iria mudar-se para Brasília, onde resido. Meses depois, recebi uma ligação onde ele avisava-me que vinha a Brasília para uma entrevista de emprego.

-Percepções: O projetor, fora do corpo, verifica a existência de algo, um objeto, local ou situação na dimensão intrafísica e, depois, comprova que aquilo o que percebeu correspondia a realidade. Um exemplo pessoal: Em uma EFC soube que o irmão de uma pessoa conhecida participava de uma série de negócios escusos e que estava se envolvendo com pessoas muito perigosas. Dias depois relatei o ocorrido a essa pessoa sem sequer saber se ela tinha um irmão. Sua reação foi de estupefação, pois, além de ter um irmão, sabia que ele estava envolvido em esquemas ilícitos e andando com más companhias.

Casos como esses existem por ai em profusão. Sequer é preciso que a pessoa seja um “projetor de carteirinha”. Quantas são as pessoas que experiências como essas e as tomam como simples sonhos? Ignorar esses casos, fingindo que não existem é, no mínimo, faltar com a verdade.

E você amigo(a)? O que acha?

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Relatos Projetivos por Santo Agostinho

Santo Agostinho

Primeira imagem de Santo Agostinho Sec VI D.c.

Relatos projetivos por Santo Agostinho. Noutro dia, (21 de maio) pouco antes de despertar, estava pensando comigo mesmo algo sobre EFCs quando me veio à mente que Santo Agostinho havia escrito algo acerca desse assunto…. Acordei com essa lembrança e, naturalmente, fiquei curioso. No mesmo dia fiz uma pesquisa na Internet e…..voilá, não é que, sem que eu intrafisicamente soubesse, existe mesmo uma passagem de Santo Agostinho(1) falando sobre isso!

Agostinho relata em um de seus livros(2) um caso que foi-lhe contado por um amigo seu de nome Gannadius, médico que residia em Cartago e que era querido por muitas pessas, um homem de espírito devoto e compaixão infatigável. Contou-lhe Gannadius que com o tempo, apesar das inúmeras obras de caridade que praticava, fora assaltado por dúvidas acerca da vida após a morte. Segundo Agostinho, como Deus não poderia abandonar um homem tão compassivo no temperamento e ações, certa noite, apareceu-lhe em sonho, enquanto ele dormia, um jovem de notável beleza e porte imponente, e disse-lhe: “-Segue-me”. Ele o seguiu e chegou a uma determinada cidade, em que ele começou a ouvir uma música que superou toda a doçura do conhecimento comum. Ouvindo a melodia atentamente, perguntou o que era aquela música e foi-lhe dito: “-São os hinos dos bem-aventurados e santos.”

Passados alguns dias, o mesmo jovem apareceu para ele novamente em um sonho. O que segue é um relato desse encontro que eu (Cesar) transcrevo como um diálogo.

Jovem: “-Você me reconhece? “

Gannadius: “-Sim, lembro de você perfeitamente bem.”

Jovem: “De onde você me conhece?”

Gannadius: “-Você guiou-me até uma cidade onde ouvi uma doce melodia. Perguntei que melodia era aquela e disseram-me que eram hinos dos bem-aventurados e santos…”

Jovem: “-E agora, você está dormindo ou acordado?”

Gannadius:-Estou dormindo.”

Jovem: “-Sua memória é boa, você está certo, você estava dormindo quando você ouviu isso, mas você deve saber que, agora mesmo você está dormindo… Onde está o seu corpo agora?”

Gannadius: “-Na cama em minha câmara”

Jovem: “-Você sabe que naquele corpo franzino seus olhos estão neste momento fechados e que com eles você não está vendo nada?”

Gannadius: “- Eu sei”

Jovem: “-Que olhos então são esses com os quais você me vê?

Gannadius: “….( silêncio)”

Jovem: “-Assim como os olhos de seu corpo que está a dormir na cama estão inativos e não fazem nada e, ainda ssim, você tem esses olhos com que tu me vê, quando você estiver morto e os olhos da vossa carne tiverem deixado de fazer qualquer coisa, você ainda terá olhos pelos quais você verá assim tmabém como terá um corpo para viver…”

Daí em diante Gannádius nunca mais teve dúvidas sobre a vida após a morte.

Notas:

(1) Santo Agostinho – Aurelius Augustinus Hipponensis (13/11/354 D.c. – 28/08/430 D.c.)

(2) Select letters / St. Augustine ; with an English translation by James Houston Baxter. Publisher: London : W. Heinemann ; New York : G. P. Putnam’s, 1930.

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