Nova pesquisa demonstra como enganar a mente para simular uma EFC

Pouco se sabe sobre a forma como as informações sensoriais dos órgãos internos do corpo contribuem para a autoconsciência e o quanto elas podem ser manipulados para induzir uma sensação de EFC – Experiência Fora do Corpo. Essa questão está sendo investigada pela Dra. Jane Aspell, professora de Psicologia da Anglia Ruskin University no Reino Unido e Lukas Heydrich, estudante de Phd do Laboratório de Neurociência Cognitiva da Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL).

Seguindo o caminho de outros pesquisadores dessas instituições, realizaram experimentos com objetivo de enganar as percepções sensoriais a fim de simular uma EFC, cujos resultados estão sendo divulgados no artigo Visualized heartbeats alter bodily self-consciousness and tactile perception. Psychological Science da edição de outubro da Psychological Science um jornal da Association for Psychological Science.

Os experimentos são incrivelmente simples. Em essência, consistem em colocar uma pessoa para assistir a um vídeo de si mesma com o seu próprio batimento cardíaco projetado para ela. De acordo com o estudo, é fácil enganar a mente, fazendo-a pensar que ela possui um órgão externo e manipular sua auto-consciência pela externalização dos ritmos dos órgãos internos do corpo. Segundo os pesquisadores, as descobertas podem levar a novos tratamentos para pessoas com distúrbios de percepção, como anorexia.

Em uma típica experiência fora-do-corpo uma pessoa experimenta uma sensação de flutuar para fora do seu corpo físico ou de vê-lo do lado de fora do mesmo. A maioria de nós não experimentam EFCs porque nossos cérebros estão constantemente filtrando informação de todos os nossos sentidos para nos ajudar a identificar o que somos e o que não somos.

Por exemplo, sabemos que o reflexo do corpo físico em um espelho não é, na verdade, parte de nós. No entanto, os processos que nos dão a sensação de estar em nossos corpos pode ser interrompido naturalmente (uma pessoa que sofre de convulsões) ou artificialmente (alimentando o cérebro inputs com sensoriais conflitantes). Por exemplo, na conhecida “mão de borracha”, uma ilusão criada em laboratório, uma pessoa começa a identificar uma mão de borracha como sendo sua quando alguém a acaricia na sua frente, enquanto a mão real era acariciada fora do seu campo de visão.

É possível expandir essa sensação para incluir todo o corpo, como demonstrado em experimentos onde uma pessoa pode identificar-se mais com um duplo virtual do que o seu próprio corpo, ao usar óculos de realidade virtual. Todas estas experiências baseiam-se na manipulação dos sentidos externos, tais como visão e toque.

Os experimentos realizados pelos pesquisadores foram realizados com 17 participantes. Os voluntários foram equipados com um HMD (Head-Mounted Display) que serviu como “óculos de realidade virtual” enquanto eram filmados em tempo real por uma câmera de vídeo conectada ao HMD, o que permitia a cada um ver seu próprio corpo de pé de tal forma que esse parecia estar cerca de dois metros a sua frente. Enquanto assistiam a exibição do vídeo, seus batimentos cardíacos eram monitorados por um eletrocardiograma e visualmente projetados sobre  seus “duplos virtuais” na forma de um ponto luminoso piscando que pulsava em sincronia com o pulsar do coração.

Depois de alguns minutos, muitos dos participantes relataram ter experimentado uma forte identificação com o corpo virtual, relatando que o sentiam mais do que seu próprio corpo.

Segundo a Dra. Aspell, esta pesquisa demonstra que a experiência de si mesmo pode ser alterada quando confrontado com informações sobre o estado interno do próprio corpo, como num piscar de olhos. Isso é compatível com a teoria de que o cérebro gera a nossa experiência de autoconsciência fundindo informações sobre o nosso corpo a partir de múltiplas fontes, incluindo os olhos, a pele, as orelhas, e até mesmo uma parte dos órgãos internos.

No futuro, a Dra. Aspell espera que a pesquisa possa ajudar as pessoas que sofrem com problemas de autopercepção, incluindo anorexia e transtorno dismórfico corporal.

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Relato Projetivo

Gehe ins Licht - Gold Gelb

Diário Holossomático. Anotação de 29 de setembro de 2013, domingo. Fui dormir por volta de 1 da manhã. Acordei às 6 horas, sem despertador.

Não houve qualquer rememoração. Por mais que tentasse, nada. Levantei-me para realizar algumas tarefas rotineiras e depois, por volta de 7 horas e trinta minutos, resolvi voltar para cama.

Adormeci rapidamente e pouco depois estava em uma projeção semiconsciente. Era noite. Dirigia um veículo pequeno pelas ruas estreitas de uma cidade. As paredes das construções ao redor da rua pareciam ser feitas de blocos de pedra cinza-claro. O mesmo se dava para as ruas e estreitas calçadas também feitas com blocos das mesmas pedras.

Ao chegar em certa rua, percebi que ela dava para o que parecia ser um cemitério, pois vi enormes lápides feitas de pedra. Por um momento vacilei: “ – Vou por ali ou não?” Acabei decidindo ir e avencei por uns 15 metros que me separavam daquele ponto onde estavam as lápides.

Nesse ínterim, minha atenção voltou-se para os pés. Percebi que eu como que pedalava para o veículo andar. Dai tive um estalo: “ – Como pode ser isso? Como posso estar pedalando para mover esse veículo?”. Conscientizei-me então que estava projetado, fora do corpo físico.

Nisso eu já estava dentro do tal cemitério. Pequeno, de um lado havia as construções de pedra e do outro uma área vazia, um descampado escuro pois era noite no local.

Sai do veículo e percebi que as lápides eram altas, algumas com até 2 metros de altura e que haviam coisas escritas nelas. Fui até uma dessas lápides, das mais altas, que ficava bem na entrada daquele local. Queria ler o que estava escrito ali. Instintivamente pensei: “- Quem sabe tem algo escrito sobre uma pessoa que eu fora no passado?”

Mas, ao me aproximar dela, a vista turvou-se e não quis voltar, Tudo ficou claro e embaçado. Tentei me controlar pois sabia que nessas circunstâncias voltaria logo ao corpo físico, mas não consegui fazer isso e acabei despertando. Rememorei esses eventos para fossem fixados na memória e voltei a adormecer. Despertei de vez às 9 horas da manhã.

Conclusão: Porque minha visão turvou-se? Seria um efeito da minha emoção (ansiedade)? Seria um efeito produzido pela proximidade com aquela lápide (ou seja lá o que fosse)? Ou foi algo propositadamente promovido por uma consciência extrafísica para que eu não pudesse ler o que estava escrito ali? Uma forma de descobrir é projetar-me e voltar a esse local para investigar novamente.

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Sonhos Lúcidos entre o povo Achuar

FA04102013

A criança, menino ou menina, sai da aldeia cedo, ao amanhecer. Em jejum caminha pela floresta cantando ou assobiando músicas especiais para evocar os espíritos e pedir-lhes uma boa visão. Após andar por várias horas, acabam atingindo uma fonte de água onde ela constrói um pequeno alpendre onde irá passar a noite. Em seguida, ela limpa a vegetação e abre um caminho em linha reta partindo do alpendre em duas direções. Finalmente, a criança vai tomar um banho na fonte.

Quando a noite cai, a criança ingere suco de tabaco, previamente preparado por um dos anciãos da comunidade. O ancião prepara o tabaco mastigando-o a fim de liberar o seu poder e as visões que ele teve em sua infância para que sejam passadas para a próxima geração através do contato com sua saliva.

A ingestão desse suco provoca sonhos vívidos; sonhos com os espíritos dos antepassados ​​Achuar conhecidos como Arutam. Os Achuar creem que o o Arutam vem caminhando ao longo do trajeto aberto na mata, por isso, é importante que nem uma única vara seja esquecida bloqueando o caminho para que ele não tropece.

De todos os lugares na floresta, cachoeiras são os melhores lugares para ir procurar uma visão pois é onde o Arutam reside. Esses lugares são considerados sagrados e tratados com respeito especial.

O Arutam aparece nos sonhos da criança como um animal poderoso ou perigoso, como um jaguar, uma anaconda, um jacaré ou uma águia. A criança não deve ter medo, mas deve acolher o espírito, que, em seguida, vai mostrar-lhe a visão do seu futuro.

As visões proporciondas pelo Arutam dependem da forma que assume quando aparece. Pode ser que de preveja uma vida longa, que ela terá o poder de liderar, que vai tornar-se um guerreiro destemido, que demonstrará muita bravura, que fará muitas viagens ou que constituirá uma grande família. Na manhã do dia seguinte, a criança prossegue com esse ritual de passagem retornando para sua aldeia.

Experiências como essa envolvem o fenômeno das EFCs. A ingestão de beberragens contendo substâncias psicoativas como o suco de tabaco e a Ayahuasca facilitam o desprendimento do corpo, com a desvantagem de reduzirem a lucidez, mesclando as parapercepções com imagens psicodélicas criadas pela própria consciência.

Fazendo parte do Jivaroan, grupos de povos indígenas nas cabeceiras do rio Marañon e seus afluentes, no norte do Peru e leste do Equador, o povo Achuar congrega 18.500 indivíduos que residem em pequenas aldeias espalhados pela região e que resistiram ao contato com colonizadores brancos até meados do Século XX.

Para o Achuar, um sonho não é simplesmente uma passagem, um ilusão noturna sem relação com a vida de acordar. Pelo contrário, os sonhos são portais que permitem a comunicação com os espíritos de seus ancestrais, que vêm visitá-los e falar-lhes sobre a vida, dando-lhes conselhos e uma visão de seu futuro para que possam trilhar um caminho claro em suas vidas.

Os sonhos são, portanto, essenciais para o Achuar tanto pelo caráter revelador como por trazerem preságios. Antes de se envolver em qualquer forma de comportamento predatório, quer seja guerra contra outras aldeias, a caça, ou algumas formas de pesca, os homens muitas vezes insistem em ter um sonho que lhes mostrem o que esperar ou o que vai acontecer.

Referências

http://en.wikipedia.org/wiki/Achuar_people

http://www.culturalsurvival.org/ourpublications/csq/article/meeting-arutam

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