Curso sobre EFCs em Brasília

No início dos anos 90, durante 4 anos, ministrei vários cursos em Brasília, DF, sobre Experiências Fora do Corpo em uma instituição da qual era colaborador.

Agora, em parceria com meu amigo, o terapeuta Marcus Evandro do Lin-chi, iníciamos a um curso livre sobre essa temática. O Curso Permanente sobre EFCs e Técnicas de Mobilização Energética está sendo ministrado toda segunda-feira, das 20 às 22 horas no espaço Lin-Chi.

Dentre os assuntos abordados, destacam-se:

-Perspectiva Histórica das EFCs

-O Ciclo Projetivo

-Relações transdimensionais do projetor lúcido

-Técnicas projetivas

-Técnicas de Mobilização Energética

Com entrada franca, o objetivo principal do curso é promover o esclarecimento das pessoas sobre esses assuntos. Como objetivo secundário, pretendemos coletar dados estatísticos sobre o desenvolvimento das habilidades projetivas e bioenergéticas dos participantes para respondermos de forma mais apropriada questões como: Quanto tempo é necessário para obter-se a primeira EFC lúcida? Quanto tempo é necessário para aprender a promover o EV – Estado Vibracional.

Para mais informações, publique um comentário ou envie e-mail para info@metaconsciencia.com

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

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Doutrinação e Lavagem Cerebral

Existem muitas formas de estudar as EFCs. Uma delas é no seio de algum grupo, instituição espiritualista ou, muito raramente, uma instituição acadêmico-científica.

Participar de um grupo de estudos ou pesquisas tem muitas vantagens. Podemos trocar experiências, relatos, fazer experimentos conjuntos. Enfim, se o trabalho for bem conduzido, pode ser muito enriquecedor. Afinal de contas, precisamos de outras pessoas para evoluir, pois a evolução é grupal. Ninguém evolui sozinho.

Infelizmente, é muito difícil encontrar-se um grupo assim onde as pessoas sejam mais isentas, mais universalistas. Existem muitos grupos que baseiam-se em princípios místicos e religiosos, gerando uma série de limitações sobre o que pode ser feito e como devem ser conduzidos seus trabalhos. Por exemplo, lembro-me de certa vez quando, participando de um evento em uma instituição, todos foram convidados a escolher um tema para produzirem artigos. O tema que escolhi foi rejeitado pela organização sob a justificativa de que somente o “guru” da instituição era evoluído o suficiente para escrever sobre aquele assunto.

Existe muita doutrinação e lavagem cerebral em grupos e instituições. As pessoas são levadas, via de regra, a crer em uma série de concepções errôneas.

Uma dessas concepções eu ouvi de um espiritualista ha poucos dias. Segundo ele afirmou, “Não é a nossa instituição que precisa das pessoas… são as pessoas que precisam da nossa instituição”. Embora isso possa ser, até certo ponto, filosoficamente correto, em termos práticos, não se pode fazer esse tipo de afirmação. Para ser sincero, nem creio que o autor da frase tenha ciência das implicações envolvidas nessa sentença.

Na realidade tem que existir um sinergismo entre grupo (ou instituição) e nossa vida pessoal. Um tem que complementar o outro para dessa relação surgir algo maior. Tem que haver uma relação de troca igualitária com a instituição de tal forma que a pessoa sinta-se bem. Existem grupos e instituições que proporcionam isso.

Mas então, qual é o problema de afirmar que uma pessoa precisa mais da instituição do que essa precisa da pessoa? Isso implica que a pessoa em questão, em algum momento, ou, conforme o caso, por muitas vezes ou, até mesmo, o tempo todo, terá que abrir mão de seus projetos pessoais, de seu tempo, de sua energia, de seu dinheiro, de seu emprego e até de sua família em prol da instituição. Claro que precisamos abrir mão de algo se desejamos fazer algum tipo de trabalho, mas, tudo dentro de um limite.

Assim, com base na cultuada relação de dependência da pessoa com a instituição, surgem as manipulações, de tal forma que, quando alguém reluta ou se nega a abrir mão de coisas que são importantes para si, é mal visto, mal falado, discriminado, tratado como assediado, imaturo, incapaz, fraco. Por outro lado, às vezes, por mais que ele faça, por mais que abra mão de si, acaba sendo tratado de uma forma pelos demais participantes que sente que está sempre devendo algo para a instituição.

Os exemplos clássicos são o emprego e a família. Desconfie de insinuações para abandonar seu emprego ou sua família para “buscar sua evolução”, “seguir sua missão” ou coisas do gênero, para “internar-se” em alguma instituição. Quase sempre isso termina mal.

Exemplificando mais uma vez, conheci duas pessoas que, independentemente, ingressaram em um certo trabalho espiritualista durante algum tempo acreditando que iriam aprender grandes coisas que ajudariam em seu processo evolutivo (projeções conscientes eram uma dessas coisas) aproveitando inclusive a companhia do guru do local, pessoa tida como muito evoluída e detentora de elevados conhecimentos espirituais. O fato é que elas tinham de fazer tantas coisas, tinham que trabalhar tanto para manter o tal lugar que, quando sobrava algum tempo para poderem ver uma palestra do tal guru, estavam tão cansadas que só tinham em mente dormir ou descansar um pouco. Dentro da hierarquia da instituição havia aqueles cuja função era monitorar o seu trabalho e garantir que tudo corresse de acordo com os objetivos traçados pelo guru. Qualquer coisa que fizessem que não fosse considerado adequado chegava, por meio desses colaboradores, aos ouvidos do guru que então fazia-lhes as cobranças. Felizmente, elas acabaram percebendo que algo estava errado e acabaram por “pular fora” e retomaram suas vidas.

Como de praxe, foram tratadas como assediadas, evolutivamente inferiores e, seus nomes, foram registrados, ainda que informalmente, no index de dissidentes/desertores. Toda instituição que pratica a doutrinação/lavagem cerebral tem esse index.

Concluindo, se você desejar participar se algum estudo ou trabalho em grupo, ou ainda tornar-se colaborador ou seguidor de uma instituição espiritualista, estabeleça limites para seu envolvimento; procure o “caminho do meio” entre vida pessoal/dedicação a instituição; faça seus investimentos em tempo, energia e até dinheiro na instituição, mas com muito discernimento.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

EFC de Consciência Contínua

EFC de consciência contínua é aquela em que a pessoa realiza todas as etapas da projeção, incluindo a saída e o retorno ao corpo físico sem que ocorra lapso na lucidez. Trata-se de uma experiência de incidência reduzida, mesmo entre projetores.

Em um artigo publicado na revista digital Conscientia em 2002, o psicólogo Ulisses Schlosser discorre sobre técnicas que podem ser empregadas para obter-se EFCs de consciência contínua.

Segundo o autor, fatores internos e externos a consciência levam a ocorrência de EFCs assim, sugerindo 4 hipóteses ou explicações para sua produção:

 1. A estrutura multicorporal – o holossoma* – da consciência propriamente dita.

2. A qualificação das energias conscienciais do projetor quanto a sua ressonância e nível vibratório.

3. A qualificação dos atributos conscienciais e a maturidade consciencial do projetor.

4. As influências energéticas externas, conscienciais, paratecnológicas ou não.

Dois aspectos devem ser considerados por serem de maior relevância para o controle técnico do projetor: a elevação dos níveis de energia consciencial e o uso vontade.

A fim de obter a EFC de consciência contínua, baseado em experiências pessoais e em pesquisa na literatura projetiva, o autor propõem duas técnicas que podem ser empregadas para realizar esse tipo de projeção. Ambas pressupõe que o experimento será a noite, antes do adormecer.

A primeira técnica é chamada de Flutuação Hipnagógica. Resumidamente funcionada da seguinte maneira. Deve-se deitar e relaxar, deixando que a hipnagogia** surja normalmente. Ao invés de cair no sono, ao sentir que a hipnagogia instalou-se, deve-se voltar ao estado de vigília usando a vontade. Feito isso, deve-se repetir o procedimento, deixando a hipnagogia instalar-se novamente e, mias uma vez, retornar a vigília. Ao longo desse processo, repetido várias vezes, o experimentador aprofunda-se cada vez mais na hipnagogia e,  num dado momento, ele sentirá que está descoincidindo do corpo físico e, a partir dai, estará projetado.

A segunda técnica consiste em deitar-se, relaxar e promover um EV – Estado Vibracional*** – antes que o sono se instale.

Ambas técnicas precisam ser praticadas várias vezes até que o projetor obtenha sucesso – promover uma EFC de consciência contínua. Naturalmente outros tipos de EFCs podem surgir ao realizar-se essas técnicas.

Já tive EFC de consciência contínua usando a técnica do EV. Quanto a flutuação hipnagógica, ainda preciso verificar.

Mais detalhes sobre essas técnicas estão disponíveis no artigo do autor.

* O Holossoma é o conjunto de todos os veículos de manifestação (corpos) da consciência – soma, energossoma, psicossoma e mentalssoma.

** Hipnagogia é uma estado diferenciado de consciência que surge entre a vigília física e o sono caracterizado pela semiconsciência e pelo surgimento de imagens e sons na tela mental.

*** EV – Estado Vibracional é uma técnica empregada para provocar a dinamização máxima das energias do energossoma (o corpo energético), através da impulsão da vontade.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

Estatísticas sobre a incidência de EFCs

 

Pesquisas de opinião com objetivo de avaliar estatisticamente quais são os percentuais da população quando a produção de projeções conscientes remontam aos anos 50.

As diversas pesquisas evidenciaram dois aspectos importantes sobre a projeção consciente.

1 – O percentual de pessoas que tiveram pelo menos uma EFC era baixo

2 – O percentual variava muito conforme o público alvo da pesquisa.

No livro Projeciologia – Panorama das Experiências Fora do Corpo, escrito por Waldo Vieira, publicado em 1986, são citados os seguintes percentuais:

Projeção Consciente: 1,2%

Projeção Semiconsciente: 9,8%

Sem projeção: 89%

Esses índices corresponderiam a “índices médios” obtidos pela compilação de todas as pesquisas realizadas até aquela época. Coloco essas aspas por não haver maiores detalhes sobre como foi feito esse cálculo. Em todo caso, são estatísticas muito antigas. Não teriam se modificado esses percentuais nos dias atuais?

É o que parece indicar as mais recentes pesquisas. Levantamentos recentes (2011) realizados pelo Pesquisador Carlos Alvarado sobre pesquisas de opinião realizadas a partir de 1997, dão conta que, de um modo geral, 16% da população teve pelo menos uma experiência de projeção lúcida.

Esse aumento do percentual de incidência de EFCs pode estar relacionado a um número maior de pesquisas realizadas desde então, ou, por outro lado, talvez o número de pessoas que admitem as EFCs tenha aumentado (o assunto tornou-se mais conhecido) e isso pode ser um fator que contribui para ao surgimento de mais casos.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos