Sonho, Sonambulismo e EFCs

EFC na Messier 8

Sonambulismo e Projeção Lúcida. Durante uma conversa com um colega de trabalho, mencionei a criação desse blog. Ele aproveitou para questionar-me se haveria alguma relação entre o sonambulismo e uma EFCs lúcida. Sua curiosidade vinha do fato de sua esposa, ocasionalmente, passar por estados de sonambulismo.

A teoria

Procurando esclarecer sua dúvida, primeiramente, discorri sobre a conceituação de sonho, sonambulismo e experiência fora do corpo. Depois, para escrever esse post, pesquisei um pouco mais (1).

Sonho: É uma experiência onde prevalece a imaginação de sons, imagens e outras sensações produzidas pelo subconsciente durante o período de sono. Tudo o que percebemos nos sonhos é carregado de um forte sentido simbólico e arquetípico, refletindo cargas emocionais que armazenamos no subconsciente. Todo esse conteúdo gera impressões muito fortes na psique humana. Outra característica marcante dos sonhos é o caos: as situações mais absurdas se sucedem, não existe um sentido lógico ou cronológico claro naquilo o que percebemos ou sentimos.

Sonambulismo: É considerado um transtorno comportamental do sono, durante o qual uma pessoa pode empregar suas habilidades motoras de uma forma simples ou complexa. O sonâmbulo pode sair da cama e andar, comer, realizar tarefas comuns e até mesmo sair de casa, movido pelo inconsciente. Nessas circunstâncias, o sonâmbulo fica suscetível a sofrer acidentes e até mesmo morrer em função disso. Pode ser difícil acordar um sonâmbulo, mas, contrariamente à crença popular, não é perigoso fazê-lo, podendo inclusive ser perigoso não acordá-lo! Porém esse despertar deve ser feito com cautela, pois, alguns sonâmbulos podem ser violentos.

EFC: Durante a EFC lúcida, ou, em outras palavras, quando temos uma experiência fora do corpo consciente, ocorre o predomínio da lucidez, do juízo crítico. Dessa forma, sabemos exatamente onde estamos (na dimensão extrafísica) e o que está se passando (que estamos fora do corpo) de forma que não temos dúvidas sobre qual tipo de experiência estamos vivenciando. Mais ainda, às vezes, a objetividade (a realidade) da EFC pode ser comprovada uma vez que tenhamos experiências em conjunto com outros projetores e, depois, um ou mais desses lembrarem-se das mesmas experiências que tivemos.

A prática

Para exemplificar para meu colega, relatei o único caso de sonambulismo vivenciado por mim mesmo. Foi em 1974 quanto contava 10 anos.

Nessa época, morava com minha família em uma casa no Rio de Janeiro. Eu e minha irmã dormíamos em camas que ficavam no mesmo quarto. Certa noite, já em horário adiantado, eu e minha irmã dormíamos quando minha mãe, que assistia a um programa na TV sentada numa poltrona da sala, percebeu, pela porta que dava para nosso quarto, que eu pulara da cama, caminhara até a cama de minha irmã e a sacudira com as mãos, ao mesmo tempo em que pronunciara palavras irreconhecíveis. Intrigada, minha mãe questionou-me, dali mesmo onde estava, o que eu estava fazendo. Sem nada responder, retornei para minha cama, deitei-me e continuei a dormir como se nada houvesse acontecido. No dia seguinte, minha mãe contou-me o ocorrido e perguntou-me o porquê daquela atitude. Lembrei-me então que, naquela noite, tivera um sonho onde, aflito por algum motivo, tentava despertar minha irmã que dormia em sua cama e, por mais que sacudisse e chama-se pelo nome, ela não acordava.

Então, como pude constatar, o sonâmbulo é aquela pessoa que sonhando, de alguma forma, adquire o controle das suas faculdades motoras.

Concluindo, na medida em que as pessoas amadurecem, física e psicologicamente, alguns estados diferenciados, tais como o sonambulismo e os pesadelos, tendem a desaparecer, ao passo que outros, como as EFCs, podem surgir.

Notas:

(1) Wikipedia: Verbetes sonho e sonambulismo.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

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3 comentários sobre “Sonho, Sonambulismo e EFCs

  1. Caro Cesar,

    Obrigado pelo artigo. Tenho uma dúvida.

    No caso do sonambulismo o corpo mecanicamente age sem que nossa consciência tenha conhecimento disso? Da mesma forma um sonho do qual nos lembramos pode ter se passado dentro de nosso cérebro sem que a consciência tenha tido conhecimento dele, enquanto o corpo astral está projetado? Nesse caso como a memória decide o que recordar, o sonho ou a projeção? Nas suas pesquisas encontrou algo a respeito desse mecanismo?

    Obrigado,
    Edson

    • Olá Edson.

      Em primeiro lugar, sim, o corpo pode agir mecanicamente sem que nós tenhamos consciência disso. Isso ocorre o tempo todo, são os processos automatizados. Logo, isso pode ocorrer durante o sonambulismo. No caso do sonambulismo, especificamente, a consciência (ou seja nós), estando inconscientes ou semiconscientes, ativamos as áreas do cérebro responsáveis pelas atividades motoras. Isso é potencialmente perigoso. Podem acontecer acidentes. Por isso o cérebro tem seus próprios mecanismos para impedir que isso ocorra. Contudo, as vezes esses mecanismos falham.

      O sonho é a produção de imagens e outras sensações mentais, intraconscienciais, pela consciência. Então, se a consciência está projetada, o sonho ocorre dentro de sua mente e, portanto, fora do corpo. Como existe o cordão de prata interligando os veículos, impressões físicas podem seguir do corpo físico para o psicossoma projetado e vice-versa. Isso pode acabar influenciando o desenrolar do sonho onde as criações mentais se misturam com sensações percebidas pelos diferentes veículos.

      Sendo assim ou você recorda o sonho ou a projeção, pois ou você está num estado ou noutro. Eles são mutuamente excludentes, embora possam um suceder ao outro muito rapidamente. A rememoração vai depender de inúmeros fatores. Tudo o que sabemos sobre memória ainda não consegue nos fazer entender como a rememoração ocorre exatamente e, portanto, como termos ela plenamente controlada.

      Se não estiver claro ainda, continue questionando.

      Abraço

      Cesar Machado

  2. Obrigado pela resposta Cesar. Creio que entendi um pouco mais. Na minha concepção inicial, a mente era algo próprio do cérebro e não da consciência.

    Parabéns pelo livro recém-lançado, espero adquiri-lo em breve.

    Abraços,
    Edson

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