Eficiência da Técnica de LaBerge

 

Stephen LaBerge é um respeitado psicofisiologista que dedicou-se ao estudo científico sobre sonho lúcido. Formado como bacharel em matemática em 1967, começou pesquisar sobre sonhos lúcidos em seu Ph.D. em psicofisiologia na Universidade Stanford, concluído  em 1980.

Técnica. LaBerge desenvolveu técnicas para permitir que ele mesmo e outros pesquisadores entrassem num estado de sonho lúcido à vontade. Uma dessas técnicas que passou a ser conhecida como “Técnica de Laberge”, consiste em o experimentador acordar antes do seu horário habitual de sono noturno, levantar-se, caminhar pela casa e fazer algumas outras atividades de menor importância por um período de 20 a 30 minutos. Depois o experimentador retorna para a cama e volta a dormir até a hora habitual de despertar. As ocorrências de sonhos lúcidos durante esse período final de sono demostraram ser maiores.

O estado de sonho lúcido é notoriamente difícil de alcançar. O pesquisador Daniel Erlacher, da Universidade de Berna, na Suíça, vem trabalhando em maneiras de induzi-los. Em suas últimas tentativas de produzir sonhos lúcidos em laboratório, ele aplicou uma variante da “Técnica de Laberge”, acordando os participantes de sua pesquisa nas primeiras horas da manhã e pedindo-lhes para pensar sobre os sonhos que tiveram e os sonhos que eles gostariam de ter. Depois eles eram conduzidos de volta para a cama para continuar com o experimento.

Segundo Erlacher, embora apenas 10 por cento dos sonhos dos participantes sejam lúcidos antes que eles tentassem a técnica, esse índice subiu para taxas de sucesso de mais de 50 por cento com a aplicação dessa técnica.

Esses resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Sono na Alemanha  em 2011. Elarcher comenta: “Uma vez que você ter o controle de seus sonhos, por que parar aí? Sonhadores lúcidos que são capazes de sonhar que jogam uma moeda em um copo tem uma pontaria melhor no dia seguinte em comparação com aqueles que não treinam em seus sonhos”.

Para saber mais: Consulte a Olympic extremes: Thought control de Jessica Hamzelou, publicada no número 2874 da revista New Scientist em 18 de julho de 2012.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

Sonhos Lúcidos para Eliminar Pesadelos de Atletas

“O Pesadelo” – Obra de Johann Heinrich Füssli – 1781

O pesquisador Victor Spoormaker do Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, na Alemanha,  vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos formas diferentes para eliminar pesadelos recorrentes.

Uma das formas criadas é por meio do sonho lúcido, um estado onde, durante o sono, uma pessoa se torna consciente, lúcida de que está sonhando.

A ideia é passar para um estado de sonho lúcido durante o estado pesadelar, alterando esse último da maneira que que se desejar. O método foi desenvolvido por Spoormaker, que, aplicando-o a si mesmo superou os seus próprios pesadelos. Trata-se, portanto, de uma autopesquisa que acabou mostrando-se útil para outras pessoas.

Bons sonhos podem fornecer os atletas impulso extra necessário para ter sucesso. Em um estudo realizado na década de 1970, as ginastas americanos esperando para fazer a equipe olímpica foram convidados participar de uma pesquisa para avaliara frequência com que sonharam com ginástica e sobre a natureza desses sonhos. Das 12 candidatas para a pesquisa, seis disseram ter tido de antemão mais sonhos sobre o sucesso de teriam durante as competições.

O pesadelo, por outro lado, prejudica o sono e pode provocar mau humor durante o dia. Para os atletas que confiam tanto em seu lado mental como na força física, isso pode significar um desastre. No entanto, a técnica de Spoormaker vem em socorro aos atletas, garantindo-lhe bons sonhos de forma a produzir um impulso extra necessário para terem sucesso durante as competições.

Em um estudo recente, a equipe de Daniel Erlacher, da Universidade de Berna, na Suíça questionou 800 atletas alemães sobre seus hábitos de sonhar. Vinte por cento deles disseram que tinham sonhos lúcidos com frequência, e aqueles que praticaram seu uso teriam aumentado o seu desempenho.

Embora a prova de que a técnica melhora o desempenho atlético possa parecer uma anedota, Elarcher conta que muitas pessoas já estão usando-a nos esportes, que já tem certo número de atletas profissionais batendo em sua porta para obter conselhos.

Qualquer pessoa com problema de pesadelos recorrentes, e não somente atletas, pode beneficiar-se do emprego do sonho lúcido para eliminar esse estado indesejado.

Para saber mais: Consulte a matéria Olympic extremes: Thought control de Jessica Hamzelou, publicada no número 2874 da revista New Scientist em 18 de julho de 2012.

Para saber mais – Livros:

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O Sonho Lúcido e a Base Neural da Consciência

Crédito da imagem: Max Planck Institute of Psychiatry

Sonhadores lúcidos são pessoas que estão cientes do estado em que se encontram e que podem, deliberadamente, realizar ações, direcionar os eventos e controlar seus sonhos.

Em março desse ano publiquei um post sobre a pesquisa de Martin Dresler e Michael Czisch, ambos do Instituto Max Planck de Psiquiatria sobre sonhos lúcidos.

O trabalho dos pesquisadores foi publicado em um artigo em outubro de 2011 na revista Current Biology e foi citado em um número de março da Readers Digest.

A pesquisa de Dresler, agora publicada pelo Journal Sleep, descreve como os recentes dados obtidos por meio de suas pesquisas possibilitaram associar a ativação em sonhadores lúcidos de áreas que são normalmente desativados durante o sono REM proporcionando aos autores uma visão melhor sobre a base neural da consciência humana.

Este padrão de atividade pode explicar a recuperação, durante o sonho comum, da reflexão e das capacidades cognitivas que são a marca registrada do sonho lúcido.

Segundo o artigo, os pesquisadores estavam interessados ​​em comparar os cérebros de sonhadores lúcidos e sonhadores normais com o objetivo de determinar os correlatos neurais que permitem que a sensibilização lúcida ocorra. A abordagem combinada de escaneamento EEG/fMRI foi usada para investigar o fenômeno.

“Nos sonhos normais temos um nível de consciência muito basal, experimentando percepções e emoções, mas não estamos conscientes de que estamos apenas sonhando”, explicou Martin Dresler, principal autor do novo artigo. Prosseguindo ele afirma que “É apenas em um sonho lúcido que o sonhador adquire um meta-conhecimento sobre o seu estado.”

Os dados de neuroimagem do estudo mostraram uma rede das regiões frontais do cérebro que são responsáveis ​​pela maior parte do controle cognitivo do processamento das emoções e da lucidez foi acentuadamente ativada em poucos segundos na medida que os experimentadores atingiram o sonho lúcido. No post anterior, descrevo o procedimento usado pelos pesquisadores para constatar quando os experimentadores estavam passando por um sonho lúcido.

Como os investigadores estudaram apenas quatro sujeitos, sendo que apenas um deles tinha um sono REM lúcido com duração suficiente para ser analisado por ressonância magnética, mais pesquisas terão que ser realizadas para verificar os padrões observados repetem-se com outras pessoas.

O córtex dorsolateral pré-frontal direito (veja figura acima) foi uma das principais áreas do cérebro onde se verificou ativações relacionadas ao sonho lúcido. Esta região, acredita-se, tem um papel relevante em uma série de capacidades cognitivas superiores, incluindo a memória, a tomada de decisão e a auto-conscientização. Os pesquisadores explicaram que a atividade nesta área, combinada com estimulação dos lobos parietais, é provavelmente o que dá acesso aos sonhadores lúcidos a sua memória de trabalho. O precuneus uma parte do lóbulo parietal superior ligada à auto-percepção também foi especialmente ativada durante o sonho lúcido.

Os pesquisadores sugerem que, com maior investigação, o sonho lúcido poderia ser utilizado como um tratamento para as pessoas com uma variedade de desordens, tais como pesadelos recorrentes e alucinações hipnagógicas.

Para saber mais: The seat of meta-consciousness in the brain – Max Plack Institute of Psychiatry

Livros:

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Antitécnica Projetiva

 

Antitécnica é uma ação ou procedimento equivocado, errôneo, desnecessário, que não produz os resultados esperados, podendo inclusive dificultar mais ainda sua obtenção.

Presentes nas mais diversas áreas da vida humana, antitécnicas são comuns no campo do parapsiquismo devido ao baixo nível de discernimento e criticidade, assim como a deficiência nas pesquisas e autopesquisas.

Com relação à Experiência Fora do Corpo, elencamos 10 antitécnicas que, exceto pelo ponto de vista meramente psicológico, não ajudam em nada quanto a realização dos experimentos projetivos. São, portanto, dispensáveis.

1-Água fuidificada;

2-Amuletos;

3-Apanhador de Sonhos;

4-Cristais;

5-Colchão ou travesseio com magnetos;

6-Dia do mês ou do ano;

7-Fase da lua;

8-Incenso;

9-Pirâmides;

10-Posição do corpo físico quanto ao eixo magnético ou geográfico da Terra.

Você leitor desse post, o que acha? Pode ajudar a enriquecer essa lista? Ou você teve uma experiência que o leva a discordar de algum desses itens como uma antitécnica?

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EFCs na Discover Magazine

A edição especial da Discover Magazine de junho – A ciência que você não vê – trás na matéria 5 Ways to Leave Your Body (5 maneiras de deixar o seu corpo) onde são abordadas, dentre outros assuntos, as experiências projetivas.

Conforme a revista, segundo indicam as pesquisas, nosso conceito de identidade não precisa estar vinculado aos nossos corpos físicos.

São descritos vários experimentos realizados ao longo dos últimos anos, principalmente por Olaf Banc, pesquisador que se especializou em simular EFCs por meio de dispositivos eletrônicos.

Dentre os experimentos citados estão:

1 – A terceira mão: A indução da sensação de que existe uma terceira mão e a ter percepções com ela;

2 – O emprego de realidade virtual para criar a ilusão de que se está fora do corpo: o experimentador se desloca por uma sala usado um visor de realidade virtual que cria a ilusão de  que seu corpo está em outra parte.

3 – A indução de que o corpo do experimentador foi transplantado para um manequim: por meio de um visor o experimentador observa o manequim ser tocado por um pesquisador no mesmo momento em que a mesma parte do seu corpo é tocada por outro pesquisador.

4 – Autoscopia: a indução, por meio de um visor, de que o experimentador está vendo o próprio corpo de uma perspectiva externa ao conectá-lo a uma câmera de vídeo posta na cabeça de um pesquisador que observa o corpo do primeiro.

Essas pesquisas demonstram como é possível iludir o cérebro, levando-o a ter percepções equivocadas da realidade e, dessa forma, tentar explicar as experiências fora do corpo, reduzindo-as a meras alucinações ou erros de percepção, desprezando uma série de outros aspectos do fenômeno que demonstram que ele é real e objetivo.

Infelizmente, essa talvez seja a única forma dos pesquisadores obterem recursos para suas pesquisas sobre EFCs uma vez que uma demonstração da objetividade do fenômeno jamais receberia financiamento.

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Estatísticas sobre a incidência de EFCs

 

Pesquisas de opinião com objetivo de avaliar estatisticamente quais são os percentuais da população quando a produção de projeções conscientes remontam aos anos 50.

As diversas pesquisas evidenciaram dois aspectos importantes sobre a projeção consciente.

1 – O percentual de pessoas que tiveram pelo menos uma EFC era baixo

2 – O percentual variava muito conforme o público alvo da pesquisa.

No livro Projeciologia – Panorama das Experiências Fora do Corpo, escrito por Waldo Vieira, publicado em 1986, são citados os seguintes percentuais:

Projeção Consciente: 1,2%

Projeção Semiconsciente: 9,8%

Sem projeção: 89%

Esses índices corresponderiam a “índices médios” obtidos pela compilação de todas as pesquisas realizadas até aquela época. Coloco essas aspas por não haver maiores detalhes sobre como foi feito esse cálculo. Em todo caso, são estatísticas muito antigas. Não teriam se modificado esses percentuais nos dias atuais?

É o que parece indicar as mais recentes pesquisas. Levantamentos recentes (2011) realizados pelo Pesquisador Carlos Alvarado sobre pesquisas de opinião realizadas a partir de 1997, dão conta que, de um modo geral, 16% da população teve pelo menos uma experiência de projeção lúcida.

Esse aumento do percentual de incidência de EFCs pode estar relacionado a um número maior de pesquisas realizadas desde então, ou, por outro lado, talvez o número de pessoas que admitem as EFCs tenha aumentado (o assunto tornou-se mais conhecido) e isso pode ser um fator que contribui para ao surgimento de mais casos.

Para saber mais – Livros:

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Como Acabar com o Medo da Projeção Astral


E se alguém cortar meu cordão de prata ?????????

Nos últimos dias, surgiram algumas pessoas questionando como controlar, evitar ou acabar com o medo que surge quando o projetor está prestes a sair do corpo ou quando já se vê projetado, fora do corpo.

Vejamos um caso ilustrativo, relatado a mim essa semana.

“- Estava deitada na cama, a noite, para dormir. Senti que seu corpo inflava e se expandia. Após alguns momentos, senti que estava saindo fora do corpo e que haviam várias consciências ali. Sabia que estavam ali para auxiliar-me a sair fora do corpo. Então fui desencaixando fazendo movimentos com meu corpo espiritual para deixar o corpo físico para trás. Quando estava a um palmo do corpo, comecei a sentir medo. O que aconteceria dali em diante? E essas consciências que estava ali, eu iria vê-las? Quem seriam? O que aconteceu em seguida foi que, imediatamente, voltei para o corpo físico e despertei. Não sei porque senti tanto medo. Qual será a causa? Quando eu era criança tinha projeções com certa frequência e não sentia medo algum. As projeções cessaram e somente agora voltaram.”

O medo é uma emoção básica de todos os seres vivos superiores e ele existe para garantir a sobrevivência da espécie. Está, portanto, implantando em nossos genes. Os animais superam o medo com a experiência ou, por extinto, quando acuados, como um último recurso de sobrevivência. O ser humano faz mais do que isso. Além da experiência ele pode empregar também o raciocínio.

A dimensão extrafísica, tudo o que existe lá, são desconhecidos para nós. Experiências fora do corpo não são ensinadas em casa (geralmente), muito menos nas escolas. Então é natural que surja muita insegurança e medo quando surgem as primeiras projeções conscientes. É nosso instinto de preservação que está atuando.

Quando somos crianças, a inocência, a ingenuidade da criança que ainda não foi moldada pelo meio social pode ser o motivo de não haver emoções como o medo. No caso da projetora acima, como houve uma interrupção nas suas experiências, agora que elas recomeçaram, ela já está condicionada para sentir medo de situações sobre as quais não tem domínio.

O que deve ser feito nesses casos são três coisas:

1 – Continuar estudando mais e mais sobre o assunto, lendo livros, artigos, etc. Quanto mais informações tivermos sobre tudo o que for relacionado a EFCs, menos dúvidas e, portanto, menores serão os receios e medos de todos os tipos.

2 – Estudar e praticar o controle das suas próprias energias (absorção, exteriorização e estado vibracional). O controle das bioenergias são nossas autodefesas. Um projetor, por ser encarnado, tem muito mais energia que um desencarnado, pois tem energossoma (duplo etérico). Se souber usar bem essas energias, dificilmente aparecerá um desencarnado que seja páreo para ele. Some-se a isso a atuação dos amparadores do projetor que vão ajudá-lo, na medida que suas ações intrafísicas e extrafísicas estejam alinhados com bons preceitos éticos e morais.

3 – Continuar a ter projeções pois, quanto mais experiências tiver, mais conhecimento terá e, portanto, menor será qualquer tipo de medo. No início é assim mesmo. Surge o medo, a insegurança, o descontrole emocional. Com o tempo, o projetor vai ganhando confiança e desenvoltura em suas jornadas fora do corpo.

Concluindo, é bom lembrar que no passado recente, devido a falta de informação, as pessoas tinham muito medo das EFCs, achando que poderiam até morrer se tivessem essa experiência. Não custa repetir, portanto, que riscos são inerentes a todas as atividades humanas. Posso, por exemplo, ir trabalhar amanhã, contrair um vírus de gripe mutante de um colega e morrer dias depois.  EFCs não são exceção, existem riscos sim, mas não tanto quanto alguns querem que sejam (morrer por exemplo).

Por exemplo, cortar o cordão de prata do projetor, fazendo seu corpo físico morrer, usando uma “paratesoura” está totalmente fora de cogitação. Isso não existe!  Eu diria que o maior risco da EFC não é para o projetor mas para aqueles que querem mantê-lo com as viseiras da ignorância. Sobre isso teceremos mais considerações noutro post.

Para saber mais – Livros:

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Sonhos Lúcidos para Inferir a Ativação do Córtex Cerebral

Polisonografia do sono REM com o EEG destacado na caixa vermelha e os movimentos rápidos dos solhos sobre a linha vermelha (fonte: Wikimedia Commons).

No post anterior mencionei o trabalho de dos neurocientistas Martin Dresler e Michael Czisch, ambos do Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, Alemanha, citado no último número da Readers Digest.

Agora vou entrar em mais detalhes sobre sua pesquisa, publicada em um artigo em outubro de 2011 na revista Current Biology.

Dresler e Czisch queriam encontrar uma maneira de usar técnicas de varredura de imagens cerebrais para observar o que as pessoas estavam fazendo em seus sonhos. Em outras palavras, quais áreas do córtex cerebral seriam ativadas durante o sonho.

Para interpretar essas neuroimagens durante os sonhos, no entanto, era preciso saber primeiro como o cérebro aparece na varredura quando ele está executando uma determinada tarefa durante um sonho. Esse era um desafio difícil porque a maioria dos sonhadores não pode controlar o que estão fazendo.

Entrou em cena, então, o sonho lúcido, um estado diferenciado de consciência em que uma pessoa que dorme fica, ainda que momentaneamente, consciente de que ela está sonhando e durante o qual ela tem algum controle sobre as ações que desenrolam-se no sonho.

Segundo Dresler “Cerca de metade das pessoas já teve um sonho lúcido, mas muito poucos têm eles em uma base regular.” Contudo, algumas pessoas podem aprender a sonhar lucidamente com mais frequência.

O treinamento para obter-se sonhos lúcidos, segundo o neurocientista Daniel Erlacher da Universidade de Berna (que não estava envolvido na pesquisa de Dresler) envolve técnicas como, por exemplo, registrar por escrito os próprios sonhos.

Dresler e Czisch recrutaram seis pessoas que haviam sido treinadas para ter sonhos lúcidos, instruindo-as para sonhar que estavam cerrando os punhos de ambas as mãos, colocando-as para dormir conectadas aos scanners cerebrais.

Quando os voluntários estavam dormindo, eles próprios informavam que estavam vivenciando um sonho lúcido, pois haviam sido treinados para mover os olhos da esquerda para a direita duas vezes sempre que percebessem que estavam vivenciando essa experiência. Os movimentos realizados no sonho lúcido reproduziam-se no corpo físico onde podiam ser monitorados. Os pesquisadores checavam nesses momentos os padrões de atividade cerebral para se certificar de que eles realmente estavam na fase do sono conhecida como “movimento rápido dos olhos” (sono REM).

A equipe, então, gravava a atividade do cérebro usando ressonância magnética funcional (fMRI), que mostra imagens de alta resolução da atividade cerebral em todo o cérebro, e com espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS), que mostra a atividade na superfície do cérebro.

Apenas dois dos participantes foram capazes de ter sonhos lúcidos em duas tentativas, conectados aos scanners, que, por sinal, são equipamentos muito ruidosos. Mas, em cada uma delas, sendo um em fMRI e outro em NIRS, os pesquisadores viram a área do córtex motor, que controla a mão esquerda da mesma maneira como em alguém que está acordado.

Dessa forma, conforme avançam as pesquisas, novas aplicações vão surgindo para os sonhos lúcidos. Quem sabe o que poderá surgir daqui para frente?

Para saber mais – Livros:

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Classificação das Projeções Baseada no seu Alcance

Boletim Metaconsciência Número 10

À medida que a base de conhecimentos acerca das EFCs – Experiências Fora do Corpo – vai aumentando, é de se esperar que as informações sobre o fenômeno sejam enumeradas, organizadas e sistematizadas de diversas maneiras. Essas atividades ajudam a aumentar o entendimento sobre a rica fenomenologia associada e também a divulgar aquilo o que foi constatado sobre ela.

Nesse sentido, os esforços para caracterizar a fenomenologia projetiva ainda são poucos e limitados. Ainda há muito por ser feito.

Com objetivo de caminhar nessa direção, publiquei mais um Boletim Metaconsciência onde apresento uma classificação das EFCs baseada no seu alcance, em outras palavras, a distância que o projetor atinge do seu corpo durante uma EFC. A seguir transcrevo os principais pontos do artigo.

A classificação baseia-se nos relatos disponíveis na bibliografia das EFCs e propõe cinco níveis, identificados pelos alfanuméricos “D1” a “D5”, sendo “D1” referente às EFCs mais próximas ao corpo físico e “D5” as mais distantes. O emprego dessa identificação torna dispensável a utilização de termos como “nível”, “classe” ou “tipo“ que seriam obrigatórios caso fossem empregados apenas os algarismos 1 a 5. A letra “D” refere-se à palavra “distância” (português) ou “distance” (em inglês).

Classificação

D1 – EFCs com alcance limitado à esfera extrafísica de energias do projetor.

A “esfera extrafísica de energias” é um campo energético que circunvolve o projetor e que se estende a uma distância de 4 metros em todas as direções a partir do seu corpo físico. De um modo geral, pode-se dizer que esse espaço refere-se ao recinto físico onde se situa o corpo físico do projeto mas, conforme as circunstâncias, pode estender-se além desse local.

D2 – EFCs com alcance limitado a um raio de 400 metros da base física.

Muitas projeções limitam-se as dependências da casa, apartamento ou local físico onde se encontra o corpo do projetor, ou se estendem as suas proximidades imediatas. Assim, a distância de 400 metros foi arbitrada por ser 10 0vezes o raio da esfera extrafísica de energias.

D3 – EFCs onde a consciência atinge qualquer parte do planeta, seja na dimensão intrafísica, seja em qualquer dimensão situada na superfície terrestre ou em suas cercanias.

A maior parte das experiências descritas na bibliografia das EFCs ocorrem nesse nível, quando o projetor manifesta-se em locais mais ou menos distantes de sua base física que podem situar-se em qualquer lugar na dimensão intrafísica: outro bairro, cidade, estado, país ou continente. Esse nível também abrange EFCs onde o projetor manifesta-se sob as águas do oceano, voando pela atmosfera ou no subterrâneo. Também abrange as EFCs onde o projetor manifesta-se em dimensões extrafísicas crostais, localizadas nas proximidades da dimensão intrafísica, tratando-se, portanto, de distritos extrafísicos pouco evoluídos.

D4 – EFCs onde a consciência atinge dimensões extrafísicas mais evoluídas, situadas em faixas acima da dimensão extrafísica crostal terrestre.

Essas experiências caracterizam-se pelo acesso do projetor a distritos extrafísicos mais evoluídos do que a média dos padrões aceitos hoje pela humanidade.  São dimensões povoadas por consciências equilibradas e que apresentam padrões energéticos mais sutis e claramente superiores aos encontrados nas dimensões crostais.

D5 – EFCs onde a consciência atinge outros planetas (exoprojeção) ou onde ela manifesta-se, por meio do mentalsoma, em dimensão completamente desvinculada do cenário terrestre.

Nesse nível ocorrem às projeções a outros planetas, sejam de nosso sistema solar sejam  em exoplanetas. Nessas experiências, raras, o projetor emprega o psicossoma muito sutilizado, quase sempre guiado por amparadores extrafísicos ou emprega apenas o mentalsoma. Esse nível também se aplica as EFCs de mentalsoma quando a consciência se manifesta em dimensões cuja localização talvez não possa ser determinada, mas que tem como característica a dissociação com qualquer cenário ou padrão de energias da superfície terrestre.

Aplicando a Classificação

Para demonstrar a aplicação dessa classificação, selecionamos os relatos do livro Projeções da Consciência, escrito por Waldo Vieira e publicado em 1981. Esse livro trás os relatos bem detalhados de 60 experimentos projetivos realizados por esse autor no ano de 1979. O gráfico apresentado a seguir mostra o resultado da classificação do alcance para os relatos desse livro.

Análise das Experiências do Livro Projeções da Consciência

Conclusão

A aplicação da classificação das EFCs com base no seu alcance foi criada para facilitar a pesquisa e a comunicação de eventos projetivos. O emprego dessa classificação em outras obras ou nas  EFCs dos próprios leitores (autopesquisa) evidenciará ou não sua utilidade.

Para saber mais – Livros:

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O Tempo durante uma Projeção é o Mesmo Tempo Real?

Sensação da passagem do tempo

A sensação da passagem de tempo durante uma EFC – Experiência fora do Corpo, em um sonho Lúcido ou mesmo em um sonho comum pode não ser a mesma do tempo real, transcorrido na dimensão intrafísica.

Isso pode ser facilmente constatado por meio da consulta da bibliografia relativa a esses estados diferenciados de consciência. Durante uma projeção consciente, percebemos que a sensação de tempo transcorrido pode ser igual ou muito maior do que o tempo real. O leitor nem precisa ir muito longe. Em um post recente que fiz no último Natal, relato uma experiência assim.

Para ilustrar esse efeito, podemos recorrer ao filme Inception, onde os personagens podem alcançar horas ou até mesmo dias de atividades durante um sonho lúcido no período de poucos minutos te tempo real.

Mas, então surge o seguinte questionamento: pode a sensação de tempo, durante esses estados diferenciados de consciência seguir no sentido contrário também, fazendo com que durante uma experiência percebida como normal tenha transcorrido durante um tempo real bem maior?

Pesquisas realizadas em 2004 por Daniel Erlacher na Universidade de Berna (Suiça) indicam exatamente isso.

Erlacher realizou experimentos onde um grupo de 15 pessoas recebeu a tarefa de, inicialmente, fazer pequenas caminhadas dando 10, 20 e 30 passos. Depois, os participantes tinha que, durante um sonho lúcido, reproduzirem a caminhada. Por meio de movimentos oculares previamente combinados, os sonhadores informavam aos pesquisadores que monitoravam seus sonhos sobre o progresso que faziam ao dar cada passo. Foram utilizados diversos instrumentos para coleta de dados: EEG (C3-A2, C4-A1), EOG (eletro-oculograma), EMG submental e ECG.

Os resultados do experimento mostraram que embora a sensação de tempo transcorrido para os sonhadores tenha sido normal, comparando o tempo que eles empregaram para caminhar com o realizado durante os sonhos lúcidos, constatou-se que nessa última condição levaram 30% mais tempo para contar e 50% mais tempo para caminhar do que quando estavam acordados. Então, segundo Erlacher, pode ocorrer no mundo dos sonhos o oposto ao mostrado no filme Inception, ou seja, um retardamento da capacidade cognitiva.

Mais detalhes sobre os experimentos estão disponíveis nesse link.

Essa pesquisa e seus resutados levam-me a supor o seguinte. A causa do retardamento da capacidade cognitiva poderia ser causada pela proximidade dos experimentadores com o corpo físico, situação em que a atuação energética desse, assim como do energossoma, sobre o psicossoma (o corpo astral) é muito grande.

Em EFCs lastreadas pelo energossoa, o projetor sai do corpo carregando muita energia densa proveniente desse corpo. Seus movimentos são lentos e custosos, como se o corpo extrafísico estivesse muito pesado (e de fato está), a capacidade cognitiva e as percepções ficam limitadas. Sei disso tanto pela teoria quanto pela prática pois já tive experiências assim.

Para saber mais – Livros:

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