No último dia 27 publiquei um post sobre a eficiência da técnica projetiva conhecida como Técnica de LaBerge.
Conforme expliquei, já tive várias EFCs empregando essa técnica. Como todas as demais, seu emprego não garante o sucesso mas sua efetividade é considerável, conforme relatado nesse post.
Para não me deixar mentir, segue o relato de minha penúltima EFC.
15 de setembro, sábado. Despertei no horário de costume, pouco depois das 6 horas da manhã. Levantei-me e, após realizar um trabalho de mobilização de bioenergias, retornei para cama às 7 horas. Por esses dias o clima em Brasília está quente e seco, de tal forma que liguei o ar condicionado e o mantive o humidificador do ar ligado. Adormeci rapidamente e tive inúmeros sonhos. Em meio a esse processo de sonhos, em dado momento estava em meu apartamento. O ambiente não estava, até onde percebi, exatamente igual ao intrafísico, mas, isso pode ter sido causado por deficiência da minha paravisão. Em dado, momento, olhei para o chão onde havia alguns pequenos objetivos indefinidos. Nesse momento conscientizei-me que estava projetado, fora do corpo físico. Eu estava flutuando a poucos centímetros do chão. Esquecendo-me dos tais objetos, divisei uma janela próxima. Era a janela de minha sala que fica, durante a noite, coberta por uma cortina de tom bege. Usei então a vontade para dirigir-me até essa janela Minha intensão era sair do apartamento. Estendendo as mãos, deslizei lentamente através da sala até o ponto onde estava a janela. Minha paravisão estava como que afunilada de tal forma que do meu psicossoma, eu percebia apenas as mãos a minha frente por ter estendido os braços num movimento natural de reforço a intensão de me deslocar. Chegado a janela, ao tentar atravessa-la para chegar ao exterior, algo estranho ocorreu: fiquei com o psicossoma envolto na cortina sem conseguir me desembraçar dela. Se ela fosse puramente intrafísica, eu deveria ter simplesmente atravessado-a. Então ela devia ser uma contraparte extrafísica da cortina física. Essa situação inesperada levou-me a despertar. Rememorei os detalhes da experiência e voltei a dormir. Não tive mais projeções nessa manhã.
Observações
Atualmente, a maioria de minhas EFCs são de breve duração pois rapidamente retorno a coincidência. Nesse sentido, elas se encaixam bem no modelo do sonho lúcido.
A situação de embaraço pode ter sido causada por mim mesmo. Ao atravessar a cortina um pequeno pensamento que tive pode ter feito a matéria extrafísica aglutinar-se naquele ponto e criar a “paracortina”. Dá-se a isso o nome de formas-pensamento.
A sucessão dos eventos demonstra que, embora estivesse consciente, o nível de lucidez não era lá grande coisa, pois, se assim fosse, sairia dessa situação facilmente. Classifico o nível de lucidez dessa EFC como L40 (40% de lucidez extrafísica).











