10 Aplicações Práticas das EFCs – 2ª Parte

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Prosseguindo o texto do post anterior, são elencadas a seguir mais 5 aplicações práticas das EFCs.

5 – Auxiliar pessoas com problemas

Podemos auxiliar pessoas com problemas, estejam no intrafísico, estejam, na condição de consciências extrafísicas, habitando outra dimensão. Essa ajuda pode ocorrer de várias formas.

Exemplo Pessoal: Certa vez tive uma projeção onde me foi mostrado um rapaz que eu não conhecia pessoalmente. Sabia apenas que era irmão de uma pessoa conhecida. Durante a projeção mostraram-me que esse rapaz estava envolvido com más companhias e que isso poderia acabar resultando inclusive na sua morte. Dias depois entrei em contato com sua irmã para explicar-lhe o que percebera, sem sequer saber se ela tinha, de fato, um irmão. A conclusão dessa história é que ela não só tinha um irmão como ele estava vivendo exatamente aquela situação, de tal forma que, talvez, esse recado tenha servido para alertá-lo para que mudasse seu comportamento. Não acompanhei o desdobramento dos acontecimentos e nunca mais toquei nesse assunto com ninguém.

6 – Adquirir uma autoconscientização multidimensional

Por meio das projeções lúcidas pode-se perceber que todas as coisas e todas as consciências são interligadas, que as ações realizadas em uma dimensão repercutem em outras, que somos influenciados na dimensão intrafísica por um grande número de fatores extrafísicos que normalmente não percebemos e que determinam, sob diversos aspectos como a vida intrafísica transcorre.

Exemplo Pessoal: Por meio do registro detalhado de todas as experiências extrafisicas venho aumentando progressivamente minha autoconscientização multidimensional, baseando-a em vivências pessoais e não somente em leituras e informações de terceiros.

7 – Reencontrar-se com amigos e entes que já faleceram

É possível, embora muitas vezes difícil, encontrarmos com amigos ou entes queridos que já faleceram, ou, por outro lado, que ainda não nasceram, pois nossa família espiritual é muito maior do que a família intrafísica.

Exemplo Pessoal: Há muitos anos um colega do segundo grau afogou-se vindo a falecer em uma praia em Recife. Na época (década de 1980) o fato foi inclusive noticiado na TV. 10 anos depois, tive um rápido reencontro com esse colega durante uma projeção. Ele parecia estar bem. Muitas vezes não é o que acontece. Um grande número de fatores levam as pessoas que morrem a ficarem em um estado de sonambulismo extrafísico por largos períodos de tempo, as vezes, até o próximo renascimento.

8 – Fazer pesquisas e experimentos

Por meio das EFCs pode-se comprovar in loco afirmações feitas sobre uma infinidade de situações, fenômenos e eventos.

Exemplo Pessoal: Vários projetores afirmavam que usando as paramãos dos psicossoma puderam tocar no seu próprio cordão de prata. Após algumas tentativas pude comprovar por meio de uma EFC lúcida que isso, de fato, era possível.

9 – Preparar-se para a próxima intermissão

Por meio das EFCs lúcidas podemos descobrir de qual comunidade extrafísica viemos e se vamos ter condições de voltarmos para lá quando nosso corpo morrer. Para que isso aconteça, precisamos cumprir nossa programação existencial com certo grau de completismo, sem grandes desvios ou aquisição de novos débitos evolutivos.

Exemplo Pessoal: Recentemente estive no Ceaec em Foz do Iguaçu onde fiz vários laboratórios. Em um deles, o Laboratório do Estado Vibracional, tive alguns flashes retrocognitivos do local onde participei de um curso intermissivo. Antes disso, já havia visitado esse local durante projeções lúcidas.

10 – Conhecer seus amparadores extrafísicos

Muitas pessoas gostariam de saber se tem amparadores ou não. As vezes temos a percepção de suas existência ou presença, mas, não sabemos quem são ou como nos comunicarmos com eles. Por meio das projeções lúcidas podemos encontrar nossos amparadores pessoais e nos comunicarmos com eles, colhendo assim importantes informações que podem nos ajudar em todos os sentidos pois eles nos conhecem profundamente.

Exemplo Pessoal: Após tantos anos tendo EFCs, naturalmente, já encontrei-me com vários amparadores, eventuais e mais permanentes (amparadores pessoas) , alguns dos quais conheço até pelo nome. Isso está ao alcance de qualquer pessoa que pratique a projetabilidade lúcida.

Assim concluo esse post na esperança que a exemplificação pessoal possa inspirar os leitores a perseguirem objetivos projetivos. Quem ler meus posts perceberá que não dou muita ênfase a minhas experiências projetivas pessoais pois não quero passar para os leitores uma visão equivocada sobre minhas possibilidades e habilidades, muito menos me autopromover. Nada vem de graça. Tudo o que conquistarmos em termos evolutivos por meio da projeção consciente demanda esforço, persistência e discernimento.

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10 Aplicações Práticas das EFCs – 1ª Parte

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As EFCs – Experiências Fora do Corpo – proporcionam uma série de oportunidades para promovermos nossa evolução. Nesse sentido, são relacionadas a seguir 5 aplicações práticas das EFCs. No post seguinte serão relacionadas outras 5.

1 – Apoio a tomada de decisão.

Existem ocasiões em nossas vidas em que temos dúvida sobre qual caminho seguir. Podem ser situações relacionadas à mudança de emprego, de residência, de cidade (ou estado/país), sobre se devemos nos relacionar com uma pessoa ou não, se devemos executar determinado trabalho ou ação. Nesses casos as EFCs podem nos ajudar fornecendo informações para subsidiar a tomada de decisão.

Exemplo Pessoal: Há muitos anos fui convidado para participar de um trabalho assistencial em um grupo espiritualista. O trabalho era muito interessante, mas, era realizado a noite em um local muito distante de minha residência, fora do Distrito Federal onde resido, de tal sorte que, participar dele envolveria uma série de questões que eu ponderava. Em situações como essa, considero o seguinte: houve alguma EFC prévia onde eu me visse realizando esse trabalho, extrafisicamente?  Se houve, é porque já existe algum tipo de conexão importante com essa situação/pessoas/consciências, senão… Conclusão: agradeci o convite e decidi não participar do trabalho.

2 – Pesquisa acerca dos trafores, trafares e trafais.

Trafores são nossos traços forte, positivos, nossas competências, as coisas que sabemos fazer direito. Trafares são nosso traços fardos, nossas fraquesas, defeitos, vícios, dificuldades. Trafais são os trafores que deveríamos estar usando mas que estão adormecidos em nosso íntimo. Alguns desses traços que apresentamos são facilmente perceptíveis por nós mesmos, mas outros não. Durante as EFCs, sem as camuflagens inerentes a vida intrafísica, somos o que somos. Nossos trafores e trafais se manifestam em sua plenitude em diversas situações. Quando isso ocorre, podemos percebe-los com clareza. Estar consciente dos seus traços pessoais é fundamental, seja para usar melhor os trafores, seja para trabalhar na superação dos trafares. Existem ainda os trafais, discutidos no item 3.

Exemplo Pessoal: Há muitos anos tive uma EFC retrocognitiva onde pude ver como me manifestava em outra vida. Eu tinha então um trafar que ainda manifestava na presente existência. Ficou claro, portanto, que trabalhar para eliminar essa trafar era algo muito importante. É o que venho fazendo nos últimos 20 anos. Eliminar um trafar, por vezes, consome uma ou mais vidas. Pretendo acabar com esse até o fim dessa existência.

3 – Recuperação de cons

Cons são unidades conscienciais. Cada competência que temos é um con. Os cons mais simples seriam a habilidade de caminhar, de se expressar por meio de palavras, etc. Os cons mais sofisticados são os que adquirimos na última existência ou até no período intermissivo. Esses cons são os mais difíceis de serem recuperados, e são, naturalmente muito importantes. Chamamos esses cons que nos faltam de trafais (os traços que faltam). Durante EFCs é possível, sob certas cisrcuntâncias, acessar a holomemória e recuperar esses cons.

Exemplo Pessoal: Tive pelo menos duas EFCs onde usei minha capacidade energética para induzir outras consciências a entrar em um processo de retrocognição para lembrarem-se de uma existência anteior. Ponderei então que essa habilidade que manifestar no extrafísico poderia ser um trafal e que talvez pudesse repetir esse desempenho na dimensão intrafísica, usando essa habilidade para prestar assistência. Comecei então a realizar experimentos para testar essa hipótese.

4 – Pesquisa sobre as retrovidas

Por meio das EFCs podemos ter projeções retrocognitivas e lembrar de existências anteriores, tal como relatei no item 2. Não basta sairmos do corpo para termos esse tipo de experiência sempre que desejarmos. Vários fatores interferem nisso. Deve-se observar, contudo, que muitas situações que vivenciamos fora do corpo têm ligações insuspeitas com nossas existências pregressas. É preciso atenção e reflexão sobre todos os eventos que vivenciamos durante essas experiências para percebermos essas ligações.

Exemplo Pessoal: Recentemente fiz uma viagem passando por vários países da Europa. Registrei em detalhes todas as experiências que rememorei durante o período do sono, fora outras, ocorridas durante a vigília. Embora não tenha rememorado nenhuma EFC lúcida nesse período, ao rever minhas anotações do período, pude perceber como as vidas passadas que tive naquele continente estavam se manifestando através de sonhos, projeções semiconscientes e até em coisas que pensava durante o dia.

5 – Obter informações inéditas

Durante EFCs podemos obter informações inéditas. O ineditismo pode ser pessoal ou total. No primeiro caso, tratam-se de informações que outras pessoas conhecem, que estão registradas em algum lugar no intrafísico, mas, que nós não conhecíamos. No segundo caso, não existem pessoas que tenham registrado as informações que obtermos.

Exemplo Pessoal: Foi por meio de EFCs que descobri a relação de Plotino e Santo Agostinho com as projeções conscientes. O primeiro era um projetor e o segundo deixou um relato sobre um médico chamado Gannadius que teve projeções conscientes e as relatou por meio de cartas a Agostinho. Sobre isso escrevi um dos primeiros posts desse blog.

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Colônias Espirituais x Comunidades Extrafísicas

Imagem do Filme Nosso Lar - Divulgação

Imagem do Filme Nosso Lar – Divulgação

Em 1944, foi publicado pela Federação Espírita Brasileira o livro Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier. Naquela ocasião, o livro causou comoção no meio espírita brasileiro, até então praticamente restrito a leitura das obras de Allan Kardec de descrevem as dimensões extrafísicas de forma extremamente superficial. As pessoas acreditavam que após a morte do corpo físico os espíritos ficavam vagando pela dimensão extrafísica até reencarnarem novamente.

Nosso Lar mostrava os espíritos organizados em torno de comunidades com um elevado grau de organização social e política, em certos aspectos semelhantes aos existentes na Terra e em outros indo um pouco mais alem. Posteriormente, muitos outros livros espíritas foram escritos onde outras colônicas espirituais também eram descritas.

Para os leitores de hoje, livros como Nosso Lar ainda causam muitas dúvidas e estranheza. Coisas como Bonus Hora, Ministérios, espíritos comendo carne e outras coisas do gênero dão “nós” na cabeças das pessoas.

Agora vamos abordar essa questão sob a ótica da projeção lúcida. Vamos classificar as comunidades extrafísicas em tipos genéricos:

Tipo 1: Comunidades extrafísicas baratrosféricas*, existentes em dimensões extrafísicas crostais, habitadas por consciências pouco evoluídas, puco lúcidas, completamente presas as emoções e sentimentos desequilibrados e doentios. O padrão médio de pensamentos, sentimentos e energias existentes nessas comunidades equivale ao que há de pior na dimensão intrafísica. A infraestrutura dessas comunidades tornam-nas semelhantes a primitivos vilarejos medievais.

Tipo 2: Comunidades extrafísicas habitadas por consciências mais equilibradas, mais lúcidas, mas, ainda ligadas a dimensão intrafísica sob vários aspectos. A infraestutura dessas comunidades são parecidas com as que conhecemos na Terra.  Algumas dessas comunidades assemelham-se as nossas grande cidades. O padrão médio de pensamentos, sentimentos e energias existentes nessas comunidades equivale aos melhores valores da dimensão intrafísica.

Tipo 3: Comunidades extrafísicas  habitadas por consciências muito mais evoluídas que aquelas encontradas na dimensão intrafísica. A infraestutura dessas comunidades guarda pouca semelhança com as da dimensão extrafísica. O padrão médio de pensamentos, sentimentos e energias existentes nessas comunidades transcende em muito os verificados nos seres humanos.

Certamente, outras classificações são possíveis. Assim como podemos medir a qualidade de vida em um cidade na dimensão intrafísica pelo IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – certamente, deve ser possível classificar as comunidades extrafísicas com um IDC – Índice de Desenvolvimento Consciencial e diferenciá-las entre si. Provavelmente, algum dia alguém fará isso.

Isso é o que os projetores lúcidos constatam em suas experiências projetivas. Na semana passada, por exemplo, tive uma EFC lúcida onde me foi mostrada uma dessas comunidades, tipo 2, muito parecida com uma cidade intrafísica  brasileira de médio porte. Perguntei a consciência extrafísica que estava comigo qual era o nome dessa comunidade ante o que ela me respondeu com uma palavra que nunca ouvira antes. Tive que consultar um dicionário especializado na Internet para descobrir o significado da palavra, inexistente no português. Foi, de certa forma, uma comprovação de que essa EFC lúcida foi real, senão, como poderia obter essa informação?

Voltando a questão de Nosso Lar, ela seria, dentro dessa classificação, uma comunidade do tipo 2, isso em 1944. Não sei o quanto ela pode ter evoluído nesse meio tempo.

Outra questão importante é que as obras mediúnicas, tais como Nosso Lar, são fontes limitadas de informação sobre essas comunidades. Normalmente, suas características são descritas “en passant” em meio a um romance espírita ou “obra de cunho doutrinário”. Mesmo que o autor extrafísico tenha a intenção de esclarecer mais sobre essa questão e o médium consiga captar e registrar isso, existe a censura das editoras que, não raro, retiram das obras psicografadas tudo aquilo que acham ser “viagem na maionese” do médium ou ainda que contrarie os interesses religiosos vigentes.

Por esse motivo, os relatos de projetores extrafísicos são a melhor fonte possível sobre as características e peculiaridades das comunidades extrafísicas.

Assim, no caso de Nosso Lar, caso o leitor dessa obra ache estranho algo que ler sobre as características essa comunidade, deve considerar três coisas:

1 – Que muitas coisas ali existentes deviam-se ao grau de maturidade deficiente de seus habitantes;

2 – Que as características daquela comunidade podem ser muito específicas e não serem as mesmas de outras comunidades, mesmo as de nível evolutivo semelhante e

3 – Que seria necessário conferir os originais psicografados (se é que ainda existem) para verificar o que foi alterado quando o livro foi publicado.

Notas:

* O termo Baratrosfera vem do Latim barathrum “abismo onde se lançavam os criminosos”, e este vem do Grego, bárathron, “buraco profundo; abismo; voragem.

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Rememoração das Experiências Projetivas

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Memória: A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações internamente, existentes no cérebro.

Degeneração: A capacidade de rememoração tende a degenerar-se com a idade, principalmente se a pessoa não exercitá-la regularmente. Isso ocorre devido à morte natural dos neurônios e ao desfazimento das conexões que formavam. O exercício de usar a memória transfere as informações armazenadas nos neurônios que morrem para outros, ainda vivos. Autópsias revelaram que certos portadores de Alzheimer eram assintomáticos.

Complexidade: A memória é tão complexa que sequer existe um consenso sobre quais seriam os diferentes tipos de memórias e como classifica-las corretamente. Incontáveis fatores, tais como a forma como se ordenam as redes neuronais e quais substâncias estão presentes ou não, em maior ou menor quantidade no cérebro determinam como a memória vai funcionar.

Automatismo: Processos automáticos no cérebro determinam quais memórias serão ou não preservadas e quais. Substâncias como a ß-endorfina modulam o processo de esquecimento ao passo que a serotonina modula o processo da consolidação da memória de longo prazo. Hoje, sabe-se que o esquecimento é fundamental para o equilíbrio da consciência no corpo físico.

Fato: As Experiências Fora do Corpo – EFCs – são facilmente esquecidas e, muitas vezes, sequer rememoradas. É comum o projetor, durante uma EFC, lembra-se de outras experiências projetivas que teve e que não estavam registradas na memória física.

Holomemória: A holomemória é a memória integral de todas as nossas vidas. Ela fica registrada no paracerebro do psicossoma e, em última instância, na própria consciência.

Retrovidas: As lembranças de vidas passadas não estão registradas no cérebro físico, pois esse surgiu com o soma atual. Essas lembranças quando surgem, emergem do paracérebro.

Paracérebro: O paracérebro é o receptáculo da consciência no psicossoma. Mais complexo que o cérebro físico, ainda aguarda pelas pesquisas iniciais que vão descortinar um horizonte muito maior para exploração das potencialidades humanas. No paracérebro ficam registradas as memórias de retrovidas e das EFCs da existência intrafísica atual.

Transposição: A rememoração da EFC necessita que a lembrança dos eventos seja transposta dos paraneurônios para os neurônios. Isso pode acontecer parcialmente e, mais raramente, de forma integral. O mais comum é que não ocorra transposição alguma, motivo pelo qual, a maioria das EFCs não é rememorada.

Fatores: Conforme Waldo Vieira em seu livro Projeções da Consciência, os fatores mais poderosos para impedir a rememoração dos eventos extrafísicos ocorridos durante uma projeção consciente são:

  • As observações dispares do projetor na dimensão extrafísica
  • Os percursos diversos cobertos pela projeção consciente
  • A manutenção do equilíbrio do psicossoma livre e em trânsito
  • A recuperação da debilidade do corpo biológico ocorrida durante a projeção consciência
  • O impacto da volta do cérebro encerrado no crânio sobre o banco de memória.

Vieira conclui alertando que além desses fatores deve haver uma boa circulação cortical.

Tipos: A rememoração dos eventos extrafísicos ocorridos durante uma projeção consciente pode ocorrer:

  • De súbito
  • Em bloco
  • Em fragmentos

Técnicas: A melhor técnica para possibilitar a transposição das lembranças dos eventos vivenciados durante uma EFC para o cérebro físico é ficar totalmente imóvel ao despertar. Nessa condição, procura-se então repassar na mente quais foram os eventos vivenciados. Ao mover o corpo, ocorre a total recoincidência do paracérebro e as lembranças desvanecem.

Outra técnica que pode ser empregada para auxiliar a rememoração é mobilizar as energias conscienciais na região da cabeça, por exemplo, circulando-as do fronto-chacra para o coronochacra e/ou vice-versa.

Registro Posterior: O registro da EFC por escrito é fundamental para, mais tarde, poder ter acesso aos detalhes da experiência de modo a analisar e realizar os eventos sucedidos buscando suas causas e implicações. Mesmo rememorando a EFC, a tendência, com o tempo, é que muitas coisas vivenciadas nessa condição sejam esquecidas.

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A Técnica Projetiva Mais Simples

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A EFC ou Experiência Fora do Corpo pode acontecer espontaneamente ou pode ser induzida.

A indução da EFC pode ser realizada pela própria pessoa (autoindução) ou por um assistente intra ou extrafísico (heteroinduzida).

Técnica Projetiva é um procedimento empregado para autoindução da EFC. Existem centenas de técnicas projetivas, sendo muitas meras derivações ou modificações das técnicas básicas mais empregadas.

Técnicas básicas são as mais utilizadas, focando o controle ou manipulação de variáveis físicas, psicológicas ou energéticas para indução da EFC.

Dentre todas as técnicas básicas, a mais simples e mais fácil de ser executada é a “técnica da postura projetiva”.

Procedimento: Ao deitar-se para repousar, o que pode ocorrer à noite ou em qualquer outro horário, posicione o corpo físico em decúbito dorsal. Essa posição também é chamada de supino e popularmente ”dormir de barriga para cima). Veja a figura acima.

Detalhes: Braços e pernas devem ficar distendidos (esticados). Opcionalmente, os braços podem ficar cruzados com as mãos espalmadas sobre o peito na altura do plexo solar. O emprego de um travesseiro para a cabeça é opcional. O importante é que a cabeça deve ficar confortavelmente acomodada. Pode-se ainda colocar um travesseiro, na altura dos joelhos, fazendo com que as pernas fiquem assim levemente flexionadas.

Mioclonias: Essa postura é a que mais favorece a projeção consciente. Pouco antes da EFC podem ocorrer mioclonias que são contrações repentinas, incontroláveis e involuntárias de um músculo ou grupo de músculos. A causa da mioclonia são minidesconicidências do psicossoma. Por esse motivo, muitas pessoas não gostam de dormir nessa posição.

Favorecimento: A técnica da postura projetiva tanto favorece a projeção lúcida como também facilita a rememoração das experiências extrafísicas e a produção e experiências projetivas de consciência contínua, aquelas onde não ocorrem lapsos na lucidez do projetor, comuns durante a decolagem e na reinteriorização do psicossoma.

Integração: Essa técnica pode ser empregada de forma integrada com outras, como por exemplo, a técnica da projeção pelo estado vibracional, o que favorece mais ainda a produção da EFC.

Sem garantias: Como qualquer outra, essa técnica projetiva não garante que a pessoa vai conseguir produzir uma projeção lúcida. É preciso repeti-la inúmeras vezes para obter-se sucesso. Algumas pessoas poderão lograr êxito ao usar essa técnica e outras não. Faz-se necessário, portanto, um investimento em autopesquisa.

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O que é a Experiência Fora do Corpo?

Astral Experience

Definição: EFC ou Experiência Fora do Corpo é o ato de sair de seu corpo físico e se movendo em um corpo astral ou energia.

Sinonímia: No Brasil os principais termos empregados para definir o fenômeno da EFC são projeção da consciência, projeção astral, viagem astral, viagem espiritual, desdobramento e arrebatamento.

Natureza: O que se projeta, o que sai do corpo físico é aquilo o que denominamos consciência. Outras denominações para consciência são espirito, alma, self. Quando a consciência sai do corpo físico, ela usa outro corpo, constituído de matéria extrafísica. Esse outro corpo pode ser denominado psicossoma, corpo astral, corpo das emoções ou períspirito. Na realidade, a consciência possui vários corpos extrafísicos. O conjunto de todos esses corpos, mais o corpo físico, chama-se holossoma.

Causas: Muitos fatores podem provocar a EFC: o relaxamento do corpo físico, a meditação, o transe hipnótico, o transe mediúnico, o estado vibracional, a intensa privação de água ou comida, a Experiência da Quase Morte – EQM, anestesia, a atuação de amparadores extrafísicos, etc. Seja como for, a causa primária ou raiz da EFC é a diferença significativa de vibração do psicossoma (corpo extrafísico) para o soma (corpo físico).

Tipos: A EFC pode ser espontânea ou provocada, autoinduzida ou heteroinduzida, diurna ou noturna, rápida ou demorada, rememorada ou não rememorada, mais ou menos lúcida. Enfim, as variações são muitas, praticamente ad-infinitum.

Estado Diferenciado: Nosso estado normal de manifestação é a vigília física, quando estamos despertos, acordados, lúcidos. Qualquer condição diferente dessa é chamada de estado diferenciado de consciência. O sono, o sonho, a EFC são estados diferenciados de consciência.

Lucidez: A EFC pode ser consciência, semiconsciente ou inconsciente. Em outras palavras, podemos ter uma EFC se retornarmos ao corpo físico sem sabermos disso. É o que acontece com a maioria das pessoas todas vez que vão dormir.

Quem tem EFCs: Todas as pessoas tem projeções inconscientes. Aparentemente, trata-se de um fenômeno parafisiológio. A pessoa vai dormir, o corpo relaxa, os laços que unem o soma ao psicossoma se distendem e ela sai do corpo, retornando ao despertar. Contudo, apenas 14% da população de um modo geral tem EFCs lúcidas, considerando inclusive aquelas pessoas que tiveram uma única experiência desse tipo ao longo da vida.

Rememoração: A EFC pode ser lúcida, mas, ainda assim, pode não ser rememorada. A maioria das EFCs parece ser assim. Então se uma pessoa afirma que teve, por exemplo, 10 EFCs lúcidas por se lembrar delas, provavelmente ela teve centenas de outras EFCs das quais não guardou rememoração.

Técnicas: Existem centenas de técnicas projetivas que podem ser empregadas para autoindução de uma EFC. Nenhuma dessas técnicas pode ser considerada universal pois cada pessoa adapta-se mais a uma ou outra.

Proveito: As EFCs mudam a forma como encaramos a vida, ampliam nosso entendimento sobre uma série de questões, eliminam o medo da morte, abrem as portas para expansões conscienciais e para a reformulação da vida humana para melhor.

Registro: O registro por escrito das EFCs lúcidas é fundamental para quem deseja aprofundar o entendimento desse fenômeno e, em ultima instância, de si mesmo. Com o tempo, à maioria dos detalhes das EFCs tendem a ser esquecidos. Somente o registro escrito garante a completa recuperação dos eventos extrafísicos que foram fracamente registrados no cérebro.

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Procura-se Projetores!

O Dr Braithwaite demonstra a "ilusão da mão de borracha"

O Dr Braithwaite demonstra a “ilusão da mão de borracha”

Cientistas da Universidade de Birmingham anunciaram no final de março de 2013 que estão procurando voluntários que tiveram Experiências Fora do Corpo para se participarem de um novo estudo que visa identificar as causas científicas por trás destes fenômenos.

Pesquisas anteriores, realizadas pela própria Universidade de  Birmingham, basearam-se em respostas indiretas por meio de questionários para examinar quais fatores baseados no cérebro sustentam a ocorrência dessas experiências.

O novo estudo está sendo promovido pelo Selective Attention & Awareness Laboratory (SAAL) da Escola de Psicologia da University of Birmingham, na Inglaterra.

O teor do anúncio, feito no site da universidade, de antemão, já deixa claro qual é a orientação da nova pesquisa: o fenômeno é encarado pelos pesquisadores como “bizarro”, “um tipo de alucinação”, uma “disfunção” do sistema neuro-cognitivo.

Segundo afirmou o Dr. Jason Braithwaite da Escola de Psicologia, “Nós estamos começando a compreender como é que o cérebro produz a experiência ´in-the-body´ no cotidiano observando os casos em que esses processos dão errado” (ou seja as EFCs são os “processos errados”).  “Estamos explorando a neurociência que pode predispor algumas pessoas a ter estas experiências marcantes e torná-las mais vulneráveis ​​a essas ocorrências “, conclui o Dr. Jason.

A equipe do Dr. Braithwaite está pedindo às pessoas que “sofreram estes tipos de alucinações”, ou seja, que tiveram EFCs, para participar de alguns simples experimentos em laboratório.

Um dos objetivos da pesquisa é verificar se as experiências fora do corpo apresentam respostas a padrões neurológicos semelhantes às  alucinações visuais de pessoas que sofrem de enxaqueca e epilepsia.

Além disso, outro objetivo é investigar a “ilusão da mão de borracha” onde os pesquisadores enganam o cérebro de um voluntário tornando-o absolutamente convencido de que uma mão de borracha falsa é realmente sua e que pertence ao seu corpo. Os investigadores querem saber se esta ilusão é mais fácil ou mais difícil de ser induzida em pessoas que têm experiências fora-do-corpo.

Os pesquisadores estão particularmente interessados ​​em fazer experimento com pessoas que experimentaram sensações fora do corpo em algum momento de sua vida. Se você experimentou uma experiência fora do corpo e gostaria de fazer parte desta nova e “excitante” pesquisa entre em contato com o Dr. Jason Braithwaite diretamente pelo e-mail jjbraithwaite@bham.ac.uk para mais informações.

O site adverte que as experiências não são adequadas para pessoas com epilepsia ou epilepsia fotossensível.

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Origem da Terminologia Projetiva

FA204

Hoje empregamos termos como EFC, OBE, Viagem Astral, Projeção Astral e outros mais com muita frequência. No Brasil é muito fácil encontrar pessoas que já tenham ouvido falar em algum desses termos e do conceito a eles associado.

A origem da terminologia projetiva, contudo, é obscura. Fazendo-se buscas na Internet, constata-se uma série de equívocos sobre quando certos termos surgiram e quem os criou. Frequentemente, nos EUA, pessoas são citadas como tendo sido os criadores do “sentido moderno” de astral travel ou astral projection e, as vezes, como criadores de fato dos termos. Um caso que chamou-me mais a atenção foi uma dessas atribuições feitas a Dion Fortune:

“The actual term “astral projection” was coined in the 1940s by British psychic Dion Fortune in her book Psychic Self Defense”

Consultando esse livro, constei que o termo astral projection simplesmente não é usado nessa obra! Aparentemente alguém fez essa citação descuidada e todo mundo que todo mundo saiu copiando.

Curioso, fui em campo e fiz uma pesquisa (não se enganem: custou-me várias horas de trabalho) e agora apresento para você meu levantamento, restrito aos termos mais usados em inglês e francês, idiomas em que surgiram. Nos demais idiomas, como o português, esse termos foram simplesmente traduzidos.

1857 Emancipation de L´Ame: Em portuguêsEmancipação da Alma”. Termo da língua francesa criado pelo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, vulgo Alan Kardec (1804-1869) e divulgado pela primeira vez em 1857 no Le Livre des Esprits (O Livro dos Espíritos).

Comentários: O termo nunca foi muito usado, mesmo pelos espíritas, uma vez que o foco da doutrina é a mediunidade. Ao longo do tempo os espiritas passaram a usar outros empregados por metapsiquistas, exotéricos e, mais recentemente, por cientistas.

1884 – Astral Projetion: Em português “Projeção Astral”. O termo da língua inglesa pode ser rastreado até 1884 quando foi usado pela primeira por Edith Maughan no Volume 4 do Journal of the Society for Psychical Research.

Comentários: Nas décadas seguintes o termo tornou-se popular nos Estados Unidos da América. Alguns autores como Sylvan Moudon chegaram a publicar livros com esse título.

1900 – Dédoublement: Em portuguêsDesdobramento”. O uso da palavra fancesa Dédoublement teve início na França por volta de 1894. Anos depois, passou a ser empregada pelos metapsiquistas para descrever o fenômeno da EFC e da bilocação, às vezes associado a uma segunda palavra como dédoublement personne (desdobramento da pessoa) e dédoublement spirituel (desdobramento espiritual).

Comentários: O termo popularizou-se com os livros pelo francês Charles Lancelin (1852-1941) e pelo italiano Ernest Bozzano (1862-1943) escritos no início do Século XX. No Brasil, vários livros de Bozzano foram traduzidos para o português, popularizando o termo “desdobramento” no meio espírita onde estavam seus leitores. Apesar de popular no meio espírita desde então, o termo (assim como todos os demais) é execrado por alguns espíritas por não existir nas obras de Kardec.

1907 – Astral Travel: Em português “Viagem Astral”. A mais antiga referência a esse termo da língua inglesa pode ser encontrada no livro “A Series of Lessons in Gnani Yoga (the Yoga of Wisdom.)” de Yogi Ramacharaka, pseudônimo de William Walker Atkinson Publicado pela The Yogi Publication Society.

Comentários: Tal como o termo Astral Projection, Astral Travel tornou-se muito popular nos Estados Unidos da América, tornando-se com o tempo o termo mais empregado no mundo para descrever o fenômeno das EFCs.

1913 – Lucid Dream: Em português “Sonho Lúcido”. O termo da língua inglesa foi cunhado pelo psiquiatra e escritor holandês Frederik van Eeden (1860-1932) e divulgado pela primeira vez em 1913 em um estudo feito para a Sociedade de Pesquisas Psíquicas (SPR) em Londres denominado A Study of Dreams (Um Estudo dos Sonhos).

Comentários: O termo caiu no esquecimento, tendo sido resgatado por pesquisadores como Stephen Laberge (1947-/) a partir da década de 1980.

1960 – Out-of-Body Experience (OBE): Em português “Experiência Fora do Corpo”. O termo da língua inglesa foi criado pelo psicólogo e parapsicólogo americano Charles T. Tart  (1937-/) para designar o fenômeno em lugar de Astral Projection e Astral Travel, considerados místicos.

Comentários: O termo OBE, também descrito como OOBE, foi adotado pelos parapsicólogos e é o único citado em publicações científicas. O projetor e escritor Robert Alan Monroe foi um dos responsáveis pela popularização do termo, usado em seus livros escritos a partir da década de 1970. O termo, seja por ser maior do que o de seus antecessores (4 palavras), seja por ser um hábito moderno, já surgiu com um acrônimo (sigla).

Para Saber Mais

Experiências Fora do Corpo – Fundamentos

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Livros:

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Parmenides e as EFCs

Busto de Parmenides - Wikimedia Commons

Busto de Parmenides – Wikimedia Commons

Nascido por volta do ano de 515 a.C., na cidade de Éleia, ao sul da Magna Grécia (Itália), Parmênides é um dos mais significativos filósofos pré-socráticos.

Seu único trabalho conhecido como “Sobre a Natureza” é um poema didático escrito em um dialeto grego na forma de hexâmetros, que só sobreviveu em forma fragmentária. Apenas 160 linhas do poema chegaram aos dais atuais.

Alguns pesquisadores das EFCs – Experiências Fora do Corpo – que leram o poema intuíram que ele ter sido inspirado em uma projeção consciente por meio da qual Parmenides obteve pelo menos parte dos conteúdos de sua obra. Não seria de se espantar pois várias personalidades históricas parecem ter produzido suas obras a partir de experiências transpessoais como as EFCs. Não satisfeito com as citações encontradas na Internet sobre as relação de Parmenides com as EFCs, todas superficiais, resolvi conferir fazendo uma rápida (algumas horas) pesquisa.

Acredita-se que o texto original de “Sobre a Natureza” tinha 3.000 linhas. Sabe-se, contudo, que o trabalho originalmente era dividido em três partes:

  • O Proêmio (prefácio) que introduziu todo o trabalho,
  • A seção conhecida como “O Caminho da Verdade” (a objetividade, Aletheia) e
  • A seção conhecida como “O Caminho da Aparência / Opinião” (a subjetividade, Doxa)

Proêmio é uma sequência narrativa em que o narrador viaja “para além dos caminhos batidos dos homens mortais” para receber uma revelação de uma deusa sem nome sobre a natureza da realidade.

Ao longo do tempo, interpretações diversas foram dadas a obra de Parmenides. A Igreja, por exemplo, usou trechos de seus textos para justificar sua doutrina. Pelo menos até o século VI, existem referências à obra completa, então, ouso especular, que trechos inconvenientes tenham sido propositadamente destruídos, ou simplesmente deixados de lado em traduções e citações, por serem inconvenientes para a religião. Afinal, não faz muito sentido que um filósofo possa ter influenciado significativamente o pensamento ocidental ao longo de 2500 anos e apenas 5% de sua obra tenha chegado aos dias atuais. Os poucos fragmentos que restaram foram reunidos ao longo do tempo e consolidados em 1903 por Hermann Diels.

O poema emprega uma linguagem metafórica que pode ser interpretada de várias maneiras e de fato, estudiosos atribuíram significados diferentes para ele ao longo do tempo. Uma interpretação filosófica detalhada pode ser encontrada no site da Universidade e Stanford. Some-se a isso o fato de que as palavras usadas em traduções para o latim, inglês e português podem mudar o significado original escrito em um dialeto grego. Clique aqui para ver o original em grego e a tradução para o inglês.

A partir da tradução para o português do Poema, disponível na UFRJ, selecionei os seguintes trechos e os possíveis significados que, hipoteticamente, podem referir-se a uma EFC. Naturalmente, os filósofos materialistas discordarão dessa interpretação.

“Mui hábeis éguas me levavam puxando o carro, mas eram moças que dirigiam o caminho” [1]

“Porquanto as filhas do sol fustigassem (os animais) a prosseguir e abandonar os domínios da Noite” [2]

“Lá ficam as portas dos caminhos da Noite e do Dia, pórtico e umbral de pedra as mantém de ambos os lados, mas, em grandiosos batentes” [3]

“As moças, então, pela via aberta através das portas, mantém o carro e os cavalos em frente” [4]

“E a deusa, com boa vontade, acolheu-me, e em sua mão minha mão direita tomou” [5]

“Salve! Porque nenhuma Partida ruim te enviou a trilhar este caminho, à medida que é um caminho apartado dos homens, mas sim Norma e Justiça. [6]

Possíveis Significados

[1] Amparadoras

[2] As dimensões crostais, a baratrosfera

[3] Uma passagem para outra dimensão

[4] Passagem para outra dimensão extrafísica mais evoluída

[5] Uma consciência extrafísica evoluída recebe Parménides

[6] A Deusa refere-se o fato de homens comuns não terem sintonia para poder acessar aquela dimensão.

De modo simplificado, a doutrina de Parmenides sustenta o seguinte:

  • Unidade e a imobilidade do Ser;
  • O mundo sensível é uma ilusão;
  • O Ser é Uno, Eterno, Não-Gerado e Imutável e
  • Não se deve confiar naquilo o que vê.

Minha análise do Poema em busca de possíveis indícios de experiências projetivas a fim de escrever esse Post limitou-se ao Proêmio (Prefácio). Pretendo prosseguir com a análise do texto futuramente de forma a aprofundar essa pesquisa exploratória.

Para Saber Mais

Experiências Fora do Corpo – Fundamentos

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Diferentes Abordagens das EFCs

FA200

Olá Pessoal

Esse é um post especial, o centésimo desde que o blog foi criado em maio de 2011.

Com isso, desde então, temos uma média de aproximadamente 1 post por semana.

Obrigado a todos pela audiência!

Cesar de Souza Machado

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Diferentes Abordagens das EFCs

A Abordagem do Espiritismo

Alan Kardec, criador do espiritismo, dedicou um capítulo inteiro do Livro dos Espíritos às EFCs que ele denominou “Estado de Emancipação da Alma”.

No Brasil, os espíritas empregam o termo desdobramento para descrever as EFCs. O emprego desse termo, considerado inapropriado, assim como o assunto EFCs é muito discutido no meio espírita.

De um modo geral, os espíritas dão pouco valor as EFCs pois trata-se de uma experiência pessoal e o foco do espiritismo está na experiência mediúnica que possa ser monitorada dentro de uma instituição espírita.

As EFCs são, portanto, desencorajadas. A falta de estudo das próprias obras espíritas faz com que muitos espíritas acreditem serem as EFCs causadoras de  todo tipo de desequilíbrios e malefícios.

Uma exceção ocorre com a Apometria, uma linha heterodoxa de espiritismo que emprega as EFCs em conjunto com a mediunidade como forma de realizar tratamentos terapêuticos espirituais.

A Abordagem da Projeciologia

A Projeciologia é uma abordagem com proposta científica, criada com o objetivo de pesquisar as EFCs. Para as demais ciências convencionais, contudo, conforme reconhece seu propositor, os procedimentos da Projeciologia caracterizam-na como uma pseudo-ciência(1). Isso ocorre devido a Projeciologia seguir um paradigma diferente das ciências tradicionais. Por exemplo, a autopesquisa, inadmissível para as ciências convencionais, é um princípio básico da Projeciologia.

Isso decorre do fato da Projeciologia adotar um arcabouço de proposições estruturadas a partir de um Paradigma Consciencial, cujos pressupostos são distintos do paradigma cartesiano empregado pela Ciência.

As principais características da abordagem projeciológica são a objetividade na descrição dos fenômenos, o emprego de uma vasta terminologia própria criada para descrever todos os processos relacionados às EFCs e o foco na autopesquisa.

Se por um lado o foco da autopesquisa traz um resultado prático para o pesquisador, a ausência da pesquisa formal, por exemplo, consolidando os resultados das diversas autopesquisas, dificulta o avanço da Projeciologia como uma Ciência.

A divulgação da Projeciologia é feita fundamentalmente por meio de cursos e palestras realizadas em diversas cidades do Brasil e também do exterior pelo IIPC e outras Instituições Conscienciológicas.

A Abordagem da Parapsicologia

Para a Parapsicologia, uma ciência criada com o propósito de pesquisar os fenômenos psíquicos ou paranormais, as EFCs são pesquisadas no âmbito dos fenômenos sugestivos da sobrevivência da consciência após a morte do corpo físico.

Na Parapsicologia denomina-se agente psi qualquer pessoa que produza um fenômeno paranormal tal como a EFC.

Tendo gozado por um curto período de tempo do status de ciência oficial nos EUA (1953 a 1969), a Parapsicologia é questionada por não ter conseguido demonstrar de forma científica seus pressupostos, tais como os relacionados às EFCs, conforme as exigências do paradigma cartesiano.

A Abordagem da Ciência

A Ciência não tem como explicar as EFCs, pois essas não cabem no paradigma vigente, materialista e cartesiano, logo, a postura comum é simplesmente ignorar o assunto.

Quando muito, as EFCs são encaradas como desvios comportamentais, distúrbios neurológicos, hipóxia (falta de oxigênio no cérebro que pode ocorrer durante EQMs) ou esquizofrenia.

Pesquisas laboratoriais são realizadas de tempos em tempos, sempre com o objetivo de demonstrar que o fenômeno não passa de algum tipo de alucinação.

EFCs conjuntas (dois ou mais projetores que se encontram fora do corpo e relatam as mesmas vivências) são fenômenos rigorosamente ignorados pela Ciência, pois não podem ser enquadrados nos casos acima e põe em xeque o paradigma vigente.

O mais próximo que a Ciência chega das EFCs é por meio do estudo dos sonhos lúcidos, tratado apenas como mais um estado diferenciado de consciência.

Provavelmente, será por meio do estudo das EQMs, um fenômeno projetivo universal cada vez mais difícil de ser ignorado, que a Ciência acabará admitindo a existência da consciência, os fenômenos projetivos e todo um novo universo de fenômenos parapsíquicos.

(1) Tertúlia Conscienciológica, Aula 2173, Crescendo Eletronótica-Conscienciologia, 10.01.2012. Trecho específico disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=VQi1INKKbn0

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