Colônias Espirituais x Comunidades Extrafísicas

Imagem do Filme Nosso Lar - Divulgação

Imagem do Filme Nosso Lar – Divulgação

Em 1944, foi publicado pela Federação Espírita Brasileira o livro Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier. Naquela ocasião, o livro causou comoção no meio espírita brasileiro, até então praticamente restrito a leitura das obras de Allan Kardec de descrevem as dimensões extrafísicas de forma extremamente superficial. As pessoas acreditavam que após a morte do corpo físico os espíritos ficavam vagando pela dimensão extrafísica até reencarnarem novamente.

Nosso Lar mostrava os espíritos organizados em torno de comunidades com um elevado grau de organização social e política, em certos aspectos semelhantes aos existentes na Terra e em outros indo um pouco mais alem. Posteriormente, muitos outros livros espíritas foram escritos onde outras colônicas espirituais também eram descritas.

Para os leitores de hoje, livros como Nosso Lar ainda causam muitas dúvidas e estranheza. Coisas como Bonus Hora, Ministérios, espíritos comendo carne e outras coisas do gênero dão “nós” na cabeças das pessoas.

Agora vamos abordar essa questão sob a ótica da projeção lúcida. Vamos classificar as comunidades extrafísicas em tipos genéricos:

Tipo 1: Comunidades extrafísicas baratrosféricas*, existentes em dimensões extrafísicas crostais, habitadas por consciências pouco evoluídas, puco lúcidas, completamente presas as emoções e sentimentos desequilibrados e doentios. O padrão médio de pensamentos, sentimentos e energias existentes nessas comunidades equivale ao que há de pior na dimensão intrafísica. A infraestrutura dessas comunidades tornam-nas semelhantes a primitivos vilarejos medievais.

Tipo 2: Comunidades extrafísicas habitadas por consciências mais equilibradas, mais lúcidas, mas, ainda ligadas a dimensão intrafísica sob vários aspectos. A infraestutura dessas comunidades são parecidas com as que conhecemos na Terra.  Algumas dessas comunidades assemelham-se as nossas grande cidades. O padrão médio de pensamentos, sentimentos e energias existentes nessas comunidades equivale aos melhores valores da dimensão intrafísica.

Tipo 3: Comunidades extrafísicas  habitadas por consciências muito mais evoluídas que aquelas encontradas na dimensão intrafísica. A infraestutura dessas comunidades guarda pouca semelhança com as da dimensão extrafísica. O padrão médio de pensamentos, sentimentos e energias existentes nessas comunidades transcende em muito os verificados nos seres humanos.

Certamente, outras classificações são possíveis. Assim como podemos medir a qualidade de vida em um cidade na dimensão intrafísica pelo IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – certamente, deve ser possível classificar as comunidades extrafísicas com um IDC – Índice de Desenvolvimento Consciencial e diferenciá-las entre si. Provavelmente, algum dia alguém fará isso.

Isso é o que os projetores lúcidos constatam em suas experiências projetivas. Na semana passada, por exemplo, tive uma EFC lúcida onde me foi mostrada uma dessas comunidades, tipo 2, muito parecida com uma cidade intrafísica  brasileira de médio porte. Perguntei a consciência extrafísica que estava comigo qual era o nome dessa comunidade ante o que ela me respondeu com uma palavra que nunca ouvira antes. Tive que consultar um dicionário especializado na Internet para descobrir o significado da palavra, inexistente no português. Foi, de certa forma, uma comprovação de que essa EFC lúcida foi real, senão, como poderia obter essa informação?

Voltando a questão de Nosso Lar, ela seria, dentro dessa classificação, uma comunidade do tipo 2, isso em 1944. Não sei o quanto ela pode ter evoluído nesse meio tempo.

Outra questão importante é que as obras mediúnicas, tais como Nosso Lar, são fontes limitadas de informação sobre essas comunidades. Normalmente, suas características são descritas “en passant” em meio a um romance espírita ou “obra de cunho doutrinário”. Mesmo que o autor extrafísico tenha a intenção de esclarecer mais sobre essa questão e o médium consiga captar e registrar isso, existe a censura das editoras que, não raro, retiram das obras psicografadas tudo aquilo que acham ser “viagem na maionese” do médium ou ainda que contrarie os interesses religiosos vigentes.

Por esse motivo, os relatos de projetores extrafísicos são a melhor fonte possível sobre as características e peculiaridades das comunidades extrafísicas.

Assim, no caso de Nosso Lar, caso o leitor dessa obra ache estranho algo que ler sobre as características essa comunidade, deve considerar três coisas:

1 – Que muitas coisas ali existentes deviam-se ao grau de maturidade deficiente de seus habitantes;

2 – Que as características daquela comunidade podem ser muito específicas e não serem as mesmas de outras comunidades, mesmo as de nível evolutivo semelhante e

3 – Que seria necessário conferir os originais psicografados (se é que ainda existem) para verificar o que foi alterado quando o livro foi publicado.

Notas:

* O termo Baratrosfera vem do Latim barathrum “abismo onde se lançavam os criminosos”, e este vem do Grego, bárathron, “buraco profundo; abismo; voragem.

Para Saber Mais

Experiências Fora do Corpo – Fundamentos

Experiências Fora do Corpo: O Guia do Iniciante

www.metaconsciencia.com

www.estadovibracional.com

Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

 

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Um comentário sobre “Colônias Espirituais x Comunidades Extrafísicas

  1. Realmente na época do Kardecismo Francês eles só conheciam o primeiro Nível Psi, que os Espiritualistas Modernos e Psiquistas como Bozzano chamava de “Ambiente Imediato” também conhecido por DN (Dimener) ou Plano Etérico-astral pelos Esotéricos clássicos.
    Por isso nessa época a galera só pensava em Reencarnação. Dessomar e viver só no “Plano físico” de fato seria meio irracional.
    Às vezes falavam do Extrafísico, Chamavam de “Mundos Intermediários”, mas geralmente eles achavam que estavam em planetas físicos como Júpiter etc, que acreditam habitados.

    Claro que qualquer jejuno com um mínino de experiência e/ou estudo fenomenológico e parafenomenológico e não só especulativo, fideísta, sabe que a mente pode reproduzir qualquer tipo de sensação física (psiquificar) na Realidade Não-Física (Psiônica).

    O problema da obra Luizista é que os mentores do ministério do “Esclarecimento” e acima, ainda tem fome, engravidam, suportam transito, plantam laranja etc, e isso só existe – com exceção de gravidez não psicossomática (Morfopensenossomática) – em treinos conscientes em holodecks pré-ressomático. Fora isso só em Psicosferas como o Dessomatório, barosfera de pré-ectoenergodessomatas e em certas baratrosferas propriamente dita.
    André é até legal se for bem filtrado senão é um desastre!

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