Livros Sobre Viagem Astral

Inicialmente, não poderia deixar de felicitar todos os leitores e leitoras desse blog. Estamos no Natal, uma época em que boa parte da humanidade muda um pouco sua rotina e passa a pensar e agir no sentido de realizar comemorações, confraternizar com parentes e amigos, dar presentes. São comuns as cantatas e celebrações, sejam no trabalho ou nas igrejas.

Toda essa movimentação melhora, por algum tempo, o “astral” do planeta, que passa a vibrar noutra frequência. Então, vamos aproveitar essa ocasião para celebrarmos com nossa família, amigos e colegas. Vamos dar presentes para quem amamos e para nós mesmos! Vamos ligar para aquela pessoa que muito tempo não vemos ou falamos e dar um “sinalzinho de vida”. Essa época é ótima para isso. E façamos nossa ceia de Natal, por mais simples ou informal que possa ser. O que importa é celebramos. Isso faz bem para o coração, para a alma.

Então, atendendo a uma solicitação, estou disponibilizando uma nova aba do Blog (veja acima) chamada Bibliografia. Nessa aba eu descrevo alguns livros que li e que frequentemente volto a consultar em meus estudos. Além de livros sobre Viagem Astral, recomendo também os livros psicografados por André Luiz/Chico Xavier que descrevem não somente viagens astrais como inúmeros fenômenos parapsíquicos. Em minha opinião, essa série de livros é a melhor que jamais foi produzida por via mediúnica e ajudará muito ao interessado em viagens astrais.

Também recomendo outros livros que me ajudaram muito. Então não se trata de uma simples coletânea de livros tomada ao acaso, mas, são as obras que mais me influenciaram. Espero, portanto, que possam ajudar a outras pessoas também.

Boas Festas e um Feliz Natal!

Cesar Machado

Projeção Astral e Desequilíbrios

Há alguns dias estava conversando com um amigo sobre projeções astrais quando ele contou-me ter assistido a uma palestra sobre esse assunto e pediu minha opinião sobre o que ouvira. Segundo o palestrante afirmara, a Terra seria envolvida por várias camadas de matéria astral sendo que a camada que cobre a superfície é formada por energias muito densas devido ao padrão de pensamentos de consciências intrafísicas e extrafísicas que habitam essa esfera.  Ainda segundo o palestrante, quando uma pessoa tem uma projeção astral, uma experiência fora do corpo, à tendência é dela permanecer projetada, fora do corpo, nessa região densa o que vai resultar em “desequilíbrios” (não especificados por ele) para o projetor durante e após a projeção.

Vejamos então as considerações que fiz.

Sobre a questão das esferas de matéria/energia astral, de fato as coisas são assim. Com relação aos “desequilíbrios”, parece que o  palestrante não tem  nenhum conhecimento prático sobre o assunto e, provavelmente, está guiando-se apenas por suposições baseadas em seus medos pessoais. Se possivelmente tivesse passado por experiências de projeção lúcida ou lido alguns livros sobre o assunto, que parece não ser o caso, constataria que esses medos não correspondem à realidade.

Já passei por centenas de experiências projetivas, metade delas, provavelmente, nessa região crostral e nunca percebi qualquer “desequilíbrio” em mim decorrente disso. Muito pelo contrário, cada experiência ajudou a enriquecer-me com novas vivências, mesmo aquelas em que fiz algumas bobagens, tal como essa que relato a seguir.

Certa vez, estando projetado e lúcido, tentei atravessar um local cheio de pessoas que, erroneamente, julguei serem encarnados que estavam na dimensão intrafísica. Ao passar “rasgando” pelo local, esbarrei num monte de gente, arremessando alguns a distância. Surpresos e indignados, eles protestaram aos berros: “Cuidado com esse maluco…!!!!” Isso colocou fim a minha projeção, fazendo com que eu retorna-se imediatamente ao corpo. Aquelas consciências, ou eram extrafísicas ou eram, como eu, encarnadas e estavam projetadas. Seja como for, a frequência vibratória de seus psicossomas (corpos espirituais) estavam na mesma frequência do meu psicossoma. Nesses casos, vale aquela Lei da física: “dois corpos não podem ocupar o mesmo local ao mesmo tempo”. Fora a sensação de ter feito um papel de idiota, não houve quaisquer outras consequências para mim. Ganhei sim, experiência com isso: nunca mais cometi uma gafe desse tipo na dimensão extrafísica.

Voltando a questão do “desequilíbrio”, embora uma projeção possa afetar psicologicamente uma pessoa, causando-lhe algum desconforto, preocupação ou perturbação, isso não é a regra, mas sim uma exceção, uma excepcionalidade, um evento raro. Se você leitor duvidar disso, existem muitos livros com relatos sobre EFCs disponíveis que podem ser consultados e, principalmente, tenha suas próprias experiências projetivas e tire suas conclusões sobre essa questão.

Vale a pena citar, também, que toda pessoa bem intencionada e que se paute por bons princípios éticos, conta com a assistência extrafísica de amparadores espirituais que atuam durante suas projeções no sentido de proteger e preservar a integridade física e psicológica do projetor.

Concluindo, talvez alguém ainda se pergunte: -“Mas essa possibilidade de um “desequilíbrio” já não seria o suficiente para evitar-se a projeção astral?” Bem, ai vai da cabeça de cada um. Você é daquele tipo de pessoa que só anda a pé por receio de que ao dirigir um carro ou pegar um ônibus possa sofrer um acidente de trânsito? Nesse caso, talvez você deva mesmo evitar as projeções astrais.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

Bibliografia da Projeção Astral

           Bibliografia da Projeção Astral

           Concluí no mês passado um levantamento sobre a publicação de livros e artigos sobre projeção astral empregando para isso a bibliografia do livro Projeciologia, publicado em 1985.

O gráfico acima mostra a relação de publicações ano a ano, iniciando em 1847 com um livro de autor anônimo publicado em Londres, Inglaterra, com o título The Unseen World: Communications With It, e vai até 1985, com um texto de Waldo Vieira, Técnica da Auto-hipnose Projetiva, publicado no Jornal Espírita em São Paulo.

Antes desse período, fora rápidas passagens em livros da antiguidade e relatos projetivos de santos da Igreja, as únicas publicações sobre o assunto foram os livros de Emanuel Swedemborg, na Suécia, no século XVIII.

Cerca de 75% das obras (1430 obras)  foram publicadas a partir de 1960. Percebe-se, então, que, antes desse período, o assunto projeção astral tinha uma veiculação muito restrita. Em 1960 foram publicadas, em todo mundo, apenas 10 obras relevantes sobre o assunto. Naquela ocasião, existiam apenas 477 obras relevantes, muitas das quais em revistas, periódicos e livros que somente estavam disponíveis em umas poucas bibliotecas nos Estados Unidos da América e países europeus. Portanto, uma pesquisa bibliográfica sistemática sobre o tema naqueles dias não era nada fácil ou, por outro lado, apresentava poucos resultados. Essa situação se agrava mais ainda se recuarmos a períodos anteriores as 1940: cerca de 83% das obras foram publicas após essa data.

Observando a distribuição de publicações ao longo do tempo, nota-se que, entre 1847, ano da primeira publicação, e 1893, houve anos em que não se teve nenhuma nova publicação relevante sobre projeção astral e que, a partir de 1894, não houve mais anos sem publicações e que, a partir desse ano, o número de publicações vem aumentando continuamente até 1984. Em 1920, houve um pico de 17 publicações que somente se repetiria em igual número em 1963.

A figura abaixo, por sua vez, mostra uma linha do tempo traçada por meio da ferramenta Google Timeline, que indica que, somente por volta de 1850, começaram a surgir referências às projeções astrais na literatura e que, antes disso, inexistiam informações sobre o assunto. Então, esse resultado corrobora aquilo o que o levantamento realizado na bibliografia do Projeciologia já indicara:

Bibliografia da Viagem Astral

-A literatura acerca das EFCs era, até poucas décadas, muito escassa e

-O número de publicações vem aumentando sistematicamente na medida em que os meios de comunicação vão facilitando o acesso as informações a toda a população.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

Bibliografia das EFCs

Há algum tempo eu queria fazer uma análise da produção bibliográfica sobre as EFCs – Experiências Fora do Corpo – ao longo da história. Para iniciar esse trabalho, no começo desse ano recorri a mais completa fonte de informações sobre esse assunto disponível – a bibliografia de 1907 obras do livro Projeciologia.

Somente agora consegui tempo para terminar esse trabalho que acabo de publicar no Boletim Metaconsciência Número 7. Ao longo de suas oito páginas, procuro responder questões como:

-Como evoluiu a publicação sobre EFCs ao longo do tempo?

-Quais foram os idiomas e países onde mais se publicou sobre o assunto?

-Quem foram os autores que mais produziram a esse respeito?

-Quais são os autores mais citados no Projeciologia e, portanto, quais são os mais importantes?

Esse levantamento não termina com esse boletim. Na realidade é a primeira parte de um trabalho de três etapas, pois o Projeciologia cobre o período de 1847 a 1984. Ficam faltando, portanto, o período referente aos últimos 26 anos que espero concluir brevemente consultando outras fontes.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

Projeções Pré-Cognitivas

As projeções pré-cognitivas são aquelas onde o projetor, de alguma forma, adquire conhecimentos sobre eventos que ocorrerão no futuro próximo ou distante.

Por que de alguma forma? Existem várias maneiras de adquirir-se esses conhecimentos. Por exemplo, o projetor pode, ele mesmo, perceber eventos que ocorrerão no futuro ou outra consciência (um espírito) pode facultar de várias maneiras os meios para que ele receba essa informação.

Qualquer projetor que passe por um certo número de experiências projetivas acaba tendo projeções pré-cognitivas. Isso já se passou comigo inúmeras vezes. Em outubro, quando estava de férias na Europa, tive duas experiências assim.

A primeira delas foi no dia 21 de outubro e referia-se a vida de uma única pessoa, um colega de trabalho. Preocupado com o que percebera, enviei-lhe no dia seguinte um e-mail alertando-o sobre alguns cuidados que deveria tomar com relação a sua segurança física. Felizmente já haviamos conversado várias vezes sobre esse tipo de assuntos (EFCs) de tal forma que eu tinha como alertá-lo sem que ele achasse que eu estava maluco.

A segunda experiência foi no dia 26 de outubro e referia-se a uma coletividade, mais especificamente a um pais europeu que acabara de visitar. Em algum momento do futuro, esse país estava dividindo-se em três novos países, sendo que um deles, por algum motivo que não apreendi, estava convidando-me para morar e trabalhar em seu território. Supreendido com o convite, começei de imediato a fazer planos sobre quanto tempo passaria lá assim outros detalhes sobre minha mudança do Brasil para esse novo país…

Vamos então tecer algumas considerações sobre essas duas experiências. O que fazer com essas informações? Podemos mudar algo que está para acontecer? As vezes sim. Quando a informação que recebemos refere-se a uma ou a umas poucas pessoas, nossas chances de interferir nos acontecimentos são reais. As vezes a projeção pré-cognitiva pode ter exatamente esse objetivo. Então, se for possível, devemos usar a informação para ajudar, prevenir os envolvidos, caso venhamos a conhecê-los. Quando a informação refere-se a uma coletividade, geralmente nossas possibilidades de intervenção são nulas ou praticamente nulas. Quanto maior for o número de pessoas atingidas, menor é a possibilidade de fazer algo para mudar os acontecimentos que virão.

No momento não posso entrar em detalhes sobre os desdobramentos da primeira experiência. Com relação a segunda, posso fazer alguns questionamentos. Será correta essa informação? Quem pode garantir isso? Ninguém pode. Pode ter havido, da minha parte, um erro na captação da informação ou pode ter havido um erro na origem da informação. A dimensão extrafísica é como um grande Internet: obtem-se ali todo o tipo de informação – boas e más, corretas e incorretas. Existem muitas consciências que propagam informações distorcidas ou simplesmente inventadas com os mais diversos propósitivos, algumas vezes maquiavélicos.

Por exemplo, um conhecido contou-me no início do ano que uma consciência extrafísica advertiu-o que inúmeros terremotos e tsunamis ocorreriam ao longo dos próximos anos ceifando a vida de muitas pessoas. Ora, terremotos acontecem todos os anos com vítimas em inúmeros países e quanto a tsunamis, ocorreram pelo menos dois muito grandes nos últimos anos com consequências dramáticas. Então qual é a novidade nisso? Que “revelação” é essa? Lembra aqueles místicos que o programa Fantástico antigamente mostrava na passagem do ano. As “previsões” eram sempre as mesmas: “O Brasíl será campeão no futebol”, “A situação econômica terá momentos difíceis mas haverá melhoria em alguns setores”; “Um famoso artista brasileiro vai falecer”; “Haverá um acidente em que morrerão muitas pessoas”. Havia até uma “supervidente” que sumiu do mapa quando garantiu que Guilherme Afif Domingos seria eleito presidente da república. Era tanta baboseira que a emissora acabou cortanto esse tipo de quadro de final de ano.

Concluindo, o projetor lúcido deve, portanto, tomar todo o cuidado com as informações que obtém no extrafísico, particularmente com relação a possíveis eventos futuros.

Para saber mais – Livros:

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Utilidades do Sonho Lúcido

Sonhos para estimular a criatividade são assunto de capa da Sciam Mind

Até bem pouco tempo, sonhos lúcidos era um assunto rigorosamente ignorado pela maior parte das publicações de divulgação científica. Quando muito o assunto era tratado apenas como uma mera curiosidade. Ao longo dos últimos anos, contudo, percebemos que a imprensa especializada vem tratando os sonhos lúcidos de forma mais séria e aberta. É o caso da edição de novembro/dezembro da revista Scientific American Mind que traz duas matérias abordando sonhos e sonhos lúcidos respectivamente (veja a chamada na capa da revista acima).

Na matéria sobre sonhos lúcidos são apresentadas como vantagens ou utilidades dos sonhos lúcidos:

-O alivio da ansiedade

-O estímulo a criatividade

-Podem ser úteis para tratamento de pesadêlos crônicos

Apesar do meio científico não aceitar o sonho lúcido como uma experiência extracorporal (experimentos que podem demonstrar isso são ignorados), já é um enorme avanço que pesquisadores sérios dediquem sua atenção ao assunto, realizando experimentos em laboratórios dotados de sofisticada instrumentação para aferir com precisão a produção de ondas cerebrais e de tomografia computadorizada para mapear as regiões do cérebro ativadas durante o sonho lúcido (veja o post de 24 de setembro). É possível que surjam, a partir dessas pesquisas, formas de induzir a ocorrência dos sonhos lúcidos com muito mais eficiência do que as técnicas que atuamente conhecemos.

A matéria da Sciam também brinda seus leitores com quatro técnicas simples que aumentam a probabilidade de produzir-se um sonho lúcido.

Para saber mais – Livros:

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O Ciclo Projetivo

O Ciclo Projetivo

A análise de milhares de casos de EFCs permitiu identificar que o fenômeno da Experiência Fora da Corpo possui cinco fases possíveis que sucedem-se em ordem cronológica:

(1) Fase Anterior a EFC: As horas ou minutos que antecedem a EFC,

(2) Fase da Saída do Corpo: A decolagem ou exteriorização do corpo físico,

(3) Fase Extrafísica: O projetor manifestando-se fora do corpo,

(4) Fase do Retorno ao Corpo: A reinteriorização no corpo físico e

(5) Fase Posterior a EFC: Os efeitos da EFC.

A grande maioria dos projetores tem EFCs onde vivenciam apenas algumas das cinco fases. Estima-se que apenas 10% dos projetores tiveram a chamada projeção de consciência contínua, uma ou mais vezes. Na projeção de consciência contínua, o projetor percebe com lucidez a saída, a fase extrafísica e o retorno ao corpo físico. Não ocorre, portanto, lapso na lucidez.  Em geral, os projetores percebem apenas a saída e a fase extrafísica, ou a fase extrafísica e o retorno e, mais comumente, apenas a fase extrafísica. As fases, anterior e posterior a projeção são, naturalmente, vivenciadas por todos, ainda que não se preste muita a atenção a elas.

Essas diferentes situações podem ser explicadas pela diversidade das formas como projetores saem e retornam aos seus corpos. Por exemplo, o retorno ao corpo físico pode ser tão rápido que não é possível perceber nada da reinteriorização.

O fato de um projetor ter EFCs de consciência contínua não significa que todas as suas experiências serão assim. No meu caso, por exemplo, a maioria das projeções vivenciadas não é de consciência contínua. O desenvolvimento da projetabilidade, até chegar-se a um ponto em que todas as projeções sejam de consciência contínua ocorre num crescendo que extrapola o período de uma existência intrafísica.

Para saber mais – Livros:

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Viajando no Físico e no Extrafísico

É possivel projetar-se estando em um veículo em movimento, tal como um avião.

Acabo de retornar de uma viagem de férias pela Europa onde passei as últimas três semanas. Tenho o hábito de solicitar amparo extrafísico extra durante viagens desse tipo, ao exterior, pois, por mais que a gente se prepare e se informe, sempre estamos sujeitos a um sem número de acidentes de percurso (entenda-se: problemas causados por assédio extrafísico).

Além de solicitar o amparo especial para a viagem, invisto em EVs (Estados Vibracionais) constantes para evitar acoplamentos energéticos indesejados. Ao final de cada dia, agradeço ao amparo recebido e renovo meu pedido.

Já estive na Europa várias vezes. Sabendo que minhas últimas vidas foram nesse continente e que não foram nada tranqüilas, nas viagens anteriores não fiz o menor esforço em ter experiências projetivas enquanto estava por lá, deixando que as coisas acontecessem por si só.

Dessa vez, contudo, fiz diferente. “Fiquei ligado” por assim dizer no que aconteceria no extrafísico. Ainda assim não “forcei a barra”, não usei técnicas projetivas de forma ostensiva, até porque estava de férias e o objetivo principal era relaxar.

Voltando a questão do amparo durante a viagem, vou citar algo que ocorreu que pode parecer ser de pouca importância mais que ilustra bem essa questão do amparo solicitado/amparo concedido.

Foi no dia 15 de outubro quando estava em um hotel em Lido de Veneza. Fui dormir por volta de uma hora da manhã. Antes disso, programei o relógio digital para despertar às 7 horas da manhã para que tivéssemos tempo, eu e minha esposa, de nos arrumarmos, tomarmos o café da manhã e iniciarmos, ainda cedo, nossa programação para aquele dia. Não tive tempo de fazer uma técnica projetiva uma vez que estava muito cansado, adormecendo rapidamente. Não obstante a falta de preparo, a noite foi repleta de projeções, todas semi-conscientes (rememoradas após o despertar).  Ao final dessas experiências, eu aparentemente retornei as proximidades do corpo físico e ali permaneci.

Aconteceu então o seguinte: Eu me via deitado na cama, no quarto do hotel ao lado de minha esposa. De repente, três pessoas adentraram no quarto sem a menor cerimônia. Eram duas moças e um rapaz. Na mesma hora veio a minha mente a seguinte ideia: “Eles tinham uma chave que abria a porta daquele quarto pois esse estava sob a jurisdição de alguém da sua equipe…”. Levei um susto com aquela chegada súbita. Acreditando já estar desperto (não estava, portanto, totalmente consciente) eu, assim como minha esposa, ficamos constrangidos com aquela situação. Então, uma das moças do grupo dirigiu-se a mim e disse: “- Como vocês não acordaram, viemos aqui para despertá-los!”. Olhei para o relógio sobre o criado ao lado da cama e retruquei : “- Não despertamos?  Como é possível? Programei-o antes de dormir…” A outra moça aproximou-se de mim e tocou-me levemente com a mão provocando, com esse gesto, meu despertar, dessa vez real. Recobrei a lucidez e, sem me mover, comecei a rememorar tudo o que acontecera naquela noite. Momentos depois, olhei para o relógio sobre o criado para conferir as horas e constatei, para minha surpresa, que eram 8 horas da manhã! O despertador não funcionara! Logo, se não tivesse sido despertado daquela forma poderia ter perdido toda a manhã!

Deixo as possíveis considerações sobre esse pequeno episódio para os amigos leitores.

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Projeção Astral e Sonho Lúcido

Imagens surreais são comuns durante os sonhos – Arte de Dawid Michalczyk.

Recebi um e-mail em meu site Metaconsciencia onde fizeram-me o seguinte questionamento:

1 – Projeção astral não seria apenas um sonho lúcido?

Ou, em outras palavras, projeção astral e sonho lúcido são a mesma coisa?

2 – Sonhos não seriam apenas coisas produzidas por nossas mentes, por nossa imaginação?

Aproveito então para reproduzir minhas respostas.

Até certo ponto sim, o sonho lúcido é qualquer experiência onde existe alguma lucidez sobre o que está se passando (exemplo: “… Sei que estou sonhando nesse momento …”). Embora algumas pessoas tenham tentado, não existe uma classificação séria dos sonhos lúcidos. A projeção astral, essa sim, tem uma classificação em três níveis:

-Projeção Inconsciente: A pessoa não tem lucidez

-Projeção Semi-Consciente: A pessoa tem lucidez parcial, mistura sonho com lucidez. Essa é a experiência do sonho lúcido.

-Projeção Consciente: A pessoa está fora do corpo e totalmente lúcida, não existe sonho.

Então, o sonho lúcido pode ser facilmente enquadrado como um caso de projeção astral. O contrário a rigor não é possível, pois, na projeção consciente não existe o sonho.

Ainda com relação aos sonhos, sim, eles são coisas produzidas por nossas mentes, MAS, eles são influenciados pelo que percebemos à nossa volta, quando estamos fora do corpo. Por exemplo: Estando o projetor fora do corpo, um amparador surge e lhe transmite uma informação importante sobre seu comportamento que ele deve observar. Para a mente do projetor, esse evento se traduz como um sonho onde um desconhecido aparece para lhe dar um aviso sendo essa a lembrança que ele guardará dessa experiência.

Finalizando, nem todo sonho refere-se a uma projeção semi-consciente. A maioria deles, provavelmente, é integralmente produto da mente guiada pelo subconsciente durante o sono. É bem fácil distinguir o sonho comum do sonho lúcido.

Sonho lúcido: Os eventos sucedem-se como uma história com início, meio e fim. Os eventos têm certa lógica. Às vezes, trazemos até alguma informação útil do sonho lúcido. Por exemplo, a notícia de que alguém da família vai engravidar e que a criança concebida será uma menina.

Sonho comum: Ocorre uma confusão de espaço e tempo; as percepções são confusas e situações absurdas se sucedem. Precisamos consultar um dicionário de símbolos ou um especialista em sonhos para tentar obter alguma informação útil sobre os eventos que recordamos.

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Aprendendo no Astral

Projetor saindo da Terra

Projetor saindo da Terra


Ao longo de nossa vida, em todos os momentos, precisamos tomar decisões. Muitas decisões são rotineiras e fáceis ao passo que outras são mais ocasionais e podem ser difíceis. Apelando para o raciocínio lógico, podemos analisar os diversos ângulos de um problema até chegarmos a uma possível solução e tomarmos uma decisão quanto a ele. Existem inclusive várias técnicas que podemos usar para auxiliar na tomada de decisões. Contudo, nem sempre uma decisão baseada tão somente em raciocínio lógico será a mais acertada. Não raro, essa abordagem pode levar a impasses. É nessa hora que podemos apelar para o uso do sentimento para chegarmos à melhor resposta.

Sempre fui uma pessoa muito sistemática. A tomada de decisão, inclusive, é um assunto que muito me interessa. Pesquiso esse assunto já ha algum tempo. Mas, volta e meia, vejo-me diante de situações como a descrita acima. Nem sempre aquilo o que o raciocínio lógico indica é o melhor. Isso ocorre quando a quantidade ou tipo de informações que temos são insuficientes para percebermos com mais clareza a realidade.

No dia 5 de setembro tive uma noite diferente. Do início ao fim do período de sono, passei por inúmeras situações, cada qual desenvolvida em meio aos cenários mais variados, todos montados para promover o esclarecimento de inúmeros projetores que, como eu, foram levados àquele local. Na medida em que os eventos iam se desenrolando eu, ora tinha que tomar uma decisão, ora presenciava decisões tomadas por outras pessoas.

Já amanhecera quando despertei. Os detalhes sobre os eventos que vivenciei esvaneceram-se, mas eu trouxe na mente, de forma bem clara, uma ideia síntese de tudo o que vivenciara ao longo da noite: “O uso dos sentimentos pode ser a melhor opção para tomar-se certas decisões”.

Concluindo, essa é uma das utilidades da projeção astral. Podemos participar de situações como essas cujo objetivo é contribuir para nosso aprimoramento.

Para saber mais – Livros:

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