EFCs na Discover Magazine

A edição especial da Discover Magazine de junho – A ciência que você não vê – trás na matéria 5 Ways to Leave Your Body (5 maneiras de deixar o seu corpo) onde são abordadas, dentre outros assuntos, as experiências projetivas.

Conforme a revista, segundo indicam as pesquisas, nosso conceito de identidade não precisa estar vinculado aos nossos corpos físicos.

São descritos vários experimentos realizados ao longo dos últimos anos, principalmente por Olaf Banc, pesquisador que se especializou em simular EFCs por meio de dispositivos eletrônicos.

Dentre os experimentos citados estão:

1 – A terceira mão: A indução da sensação de que existe uma terceira mão e a ter percepções com ela;

2 – O emprego de realidade virtual para criar a ilusão de que se está fora do corpo: o experimentador se desloca por uma sala usado um visor de realidade virtual que cria a ilusão de  que seu corpo está em outra parte.

3 – A indução de que o corpo do experimentador foi transplantado para um manequim: por meio de um visor o experimentador observa o manequim ser tocado por um pesquisador no mesmo momento em que a mesma parte do seu corpo é tocada por outro pesquisador.

4 – Autoscopia: a indução, por meio de um visor, de que o experimentador está vendo o próprio corpo de uma perspectiva externa ao conectá-lo a uma câmera de vídeo posta na cabeça de um pesquisador que observa o corpo do primeiro.

Essas pesquisas demonstram como é possível iludir o cérebro, levando-o a ter percepções equivocadas da realidade e, dessa forma, tentar explicar as experiências fora do corpo, reduzindo-as a meras alucinações ou erros de percepção, desprezando uma série de outros aspectos do fenômeno que demonstram que ele é real e objetivo.

Infelizmente, essa talvez seja a única forma dos pesquisadores obterem recursos para suas pesquisas sobre EFCs uma vez que uma demonstração da objetividade do fenômeno jamais receberia financiamento.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

Hipnagogia

Hipnagogia é estado diferenciado de consciência que surge na transição entre a vigília física e o sono caracterizado pela semiconsciência e pelo surgimento de imagens e sons na tela mental.

O termo vem do grego “hypnos” (sono) + “agogôs” (induzido) e foi originalmente cunhado em forma adjetiva como “hipnagógicas” por Alfred Maury em 1848 na obra “Des Hallucinations Hypnagogiques”.

As primeiras referências a hypnagogia podem ser encontradas nos escritos de Aristóteles.

Pesquisas indicam que a incidência da hipnagogia varia muito de pessoa para pessoa, sendo mais comum em crianças, chegando a 80% entre os 3 e 7 anos de idade, reduzindo com o avanço da idade, apresentando incidência de 40% dos 7 aos 14 anos e cerca de 10% em adultos. Esses percentuais são genêricos, cabendo, portanto, incidências diferentes conforme varia o público alvo pesquisado.

Durante a hipnagogia, a atividade cerebral é reduzida, ocorrendo a produção de ondas alfa, com frequência de 7,5 a 13 Hz. Essa faixa de frequência também ocorre quando se pratica a meditação.

Muitas EFCs ocorrem a partir do surgimento da hipnagogia. Exitem inclusive técnicas para controlar o processo hipnagógico de tal forma que ele conduza a pessoa a uma EFC lúcida.

Existe também a possibilidade de captar-se informações oriundas de outros locais, da dimensão intrafísica ou extrafísica, durante a hipnagogia. Esse processo envolve projeções rápidas e parciais que podem ser de psicossoma ou de mentalsoma. A história registra casos de pessoas, algumas bem famosas, que usaram a hipnagogia dessa forma para obter inspirações.

Alguns Casos de Uso da Hipnagogia

Sylvan Mouldoon, um dos projetores mais famosos, quando descansava em sua cama, mantinha o antebraço erguido e equilibrado até que, sobrevindo a hipnagogia, ele ia percebendo a lucidez e, depois, quando o sono chegava, seu braço pendia e ele voltava a condição de vigília.

Albert Einstein, um dos maiores expoentes da ciência, para entrar em estado hipnagógico, sentava-se em uma cadeira com os braços suspensos segurando uma pequena pedra lisa em cada mão. Quando ele caia no sono, uma ou mais pedras caiam, fazendo com que desperta-se. Como resultado do estado de hipnagogia, Einstein colhia várias inspirações para suas proposições sobre as leis da física.

Salvador Dali, famoso artista espanhol, empregava um método similar ao de Einstein para ter, durante a hipnagogia, as estranhas visões que inspiraram muitas de suas pinturas.

Thomas Edison, criador de inúmera invenções, colocava um dólar de prata na cabeça e sentava-se em uma cadeira com um balde de metal em seu colo. Se ele caísse no nosso durante a hipnagogia, a moeda poderia cair no balde e, o som provocado nesse, restaurava o seu estado de alerta.

Para saber mais – Livros:

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Curso sobre EFCs em Brasília

No início dos anos 90, durante 4 anos, ministrei vários cursos em Brasília, DF, sobre Experiências Fora do Corpo em uma instituição da qual era colaborador.

Agora, em parceria com meu amigo, o terapeuta Marcus Evandro do Lin-chi, iníciamos a um curso livre sobre essa temática. O Curso Permanente sobre EFCs e Técnicas de Mobilização Energética está sendo ministrado toda segunda-feira, das 20 às 22 horas no espaço Lin-Chi.

Dentre os assuntos abordados, destacam-se:

-Perspectiva Histórica das EFCs

-O Ciclo Projetivo

-Relações transdimensionais do projetor lúcido

-Técnicas projetivas

-Técnicas de Mobilização Energética

Com entrada franca, o objetivo principal do curso é promover o esclarecimento das pessoas sobre esses assuntos. Como objetivo secundário, pretendemos coletar dados estatísticos sobre o desenvolvimento das habilidades projetivas e bioenergéticas dos participantes para respondermos de forma mais apropriada questões como: Quanto tempo é necessário para obter-se a primeira EFC lúcida? Quanto tempo é necessário para aprender a promover o EV – Estado Vibracional.

Para mais informações, publique um comentário ou envie e-mail para info@metaconsciencia.com

Para saber mais – Livros:

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Doutrinação e Lavagem Cerebral

Existem muitas formas de estudar as EFCs. Uma delas é no seio de algum grupo, instituição espiritualista ou, muito raramente, uma instituição acadêmico-científica.

Participar de um grupo de estudos ou pesquisas tem muitas vantagens. Podemos trocar experiências, relatos, fazer experimentos conjuntos. Enfim, se o trabalho for bem conduzido, pode ser muito enriquecedor. Afinal de contas, precisamos de outras pessoas para evoluir, pois a evolução é grupal. Ninguém evolui sozinho.

Infelizmente, é muito difícil encontrar-se um grupo assim onde as pessoas sejam mais isentas, mais universalistas. Existem muitos grupos que baseiam-se em princípios místicos e religiosos, gerando uma série de limitações sobre o que pode ser feito e como devem ser conduzidos seus trabalhos. Por exemplo, lembro-me de certa vez quando, participando de um evento em uma instituição, todos foram convidados a escolher um tema para produzirem artigos. O tema que escolhi foi rejeitado pela organização sob a justificativa de que somente o “guru” da instituição era evoluído o suficiente para escrever sobre aquele assunto.

Existe muita doutrinação e lavagem cerebral em grupos e instituições. As pessoas são levadas, via de regra, a crer em uma série de concepções errôneas.

Uma dessas concepções eu ouvi de um espiritualista ha poucos dias. Segundo ele afirmou, “Não é a nossa instituição que precisa das pessoas… são as pessoas que precisam da nossa instituição”. Embora isso possa ser, até certo ponto, filosoficamente correto, em termos práticos, não se pode fazer esse tipo de afirmação. Para ser sincero, nem creio que o autor da frase tenha ciência das implicações envolvidas nessa sentença.

Na realidade tem que existir um sinergismo entre grupo (ou instituição) e nossa vida pessoal. Um tem que complementar o outro para dessa relação surgir algo maior. Tem que haver uma relação de troca igualitária com a instituição de tal forma que a pessoa sinta-se bem. Existem grupos e instituições que proporcionam isso.

Mas então, qual é o problema de afirmar que uma pessoa precisa mais da instituição do que essa precisa da pessoa? Isso implica que a pessoa em questão, em algum momento, ou, conforme o caso, por muitas vezes ou, até mesmo, o tempo todo, terá que abrir mão de seus projetos pessoais, de seu tempo, de sua energia, de seu dinheiro, de seu emprego e até de sua família em prol da instituição. Claro que precisamos abrir mão de algo se desejamos fazer algum tipo de trabalho, mas, tudo dentro de um limite.

Assim, com base na cultuada relação de dependência da pessoa com a instituição, surgem as manipulações, de tal forma que, quando alguém reluta ou se nega a abrir mão de coisas que são importantes para si, é mal visto, mal falado, discriminado, tratado como assediado, imaturo, incapaz, fraco. Por outro lado, às vezes, por mais que ele faça, por mais que abra mão de si, acaba sendo tratado de uma forma pelos demais participantes que sente que está sempre devendo algo para a instituição.

Os exemplos clássicos são o emprego e a família. Desconfie de insinuações para abandonar seu emprego ou sua família para “buscar sua evolução”, “seguir sua missão” ou coisas do gênero, para “internar-se” em alguma instituição. Quase sempre isso termina mal.

Exemplificando mais uma vez, conheci duas pessoas que, independentemente, ingressaram em um certo trabalho espiritualista durante algum tempo acreditando que iriam aprender grandes coisas que ajudariam em seu processo evolutivo (projeções conscientes eram uma dessas coisas) aproveitando inclusive a companhia do guru do local, pessoa tida como muito evoluída e detentora de elevados conhecimentos espirituais. O fato é que elas tinham de fazer tantas coisas, tinham que trabalhar tanto para manter o tal lugar que, quando sobrava algum tempo para poderem ver uma palestra do tal guru, estavam tão cansadas que só tinham em mente dormir ou descansar um pouco. Dentro da hierarquia da instituição havia aqueles cuja função era monitorar o seu trabalho e garantir que tudo corresse de acordo com os objetivos traçados pelo guru. Qualquer coisa que fizessem que não fosse considerado adequado chegava, por meio desses colaboradores, aos ouvidos do guru que então fazia-lhes as cobranças. Felizmente, elas acabaram percebendo que algo estava errado e acabaram por “pular fora” e retomaram suas vidas.

Como de praxe, foram tratadas como assediadas, evolutivamente inferiores e, seus nomes, foram registrados, ainda que informalmente, no index de dissidentes/desertores. Toda instituição que pratica a doutrinação/lavagem cerebral tem esse index.

Concluindo, se você desejar participar se algum estudo ou trabalho em grupo, ou ainda tornar-se colaborador ou seguidor de uma instituição espiritualista, estabeleça limites para seu envolvimento; procure o “caminho do meio” entre vida pessoal/dedicação a instituição; faça seus investimentos em tempo, energia e até dinheiro na instituição, mas com muito discernimento.

Para saber mais – Livros:

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EFC de Consciência Contínua

EFC de consciência contínua é aquela em que a pessoa realiza todas as etapas da projeção, incluindo a saída e o retorno ao corpo físico sem que ocorra lapso na lucidez. Trata-se de uma experiência de incidência reduzida, mesmo entre projetores.

Em um artigo publicado na revista digital Conscientia em 2002, o psicólogo Ulisses Schlosser discorre sobre técnicas que podem ser empregadas para obter-se EFCs de consciência contínua.

Segundo o autor, fatores internos e externos a consciência levam a ocorrência de EFCs assim, sugerindo 4 hipóteses ou explicações para sua produção:

 1. A estrutura multicorporal – o holossoma* – da consciência propriamente dita.

2. A qualificação das energias conscienciais do projetor quanto a sua ressonância e nível vibratório.

3. A qualificação dos atributos conscienciais e a maturidade consciencial do projetor.

4. As influências energéticas externas, conscienciais, paratecnológicas ou não.

Dois aspectos devem ser considerados por serem de maior relevância para o controle técnico do projetor: a elevação dos níveis de energia consciencial e o uso vontade.

A fim de obter a EFC de consciência contínua, baseado em experiências pessoais e em pesquisa na literatura projetiva, o autor propõem duas técnicas que podem ser empregadas para realizar esse tipo de projeção. Ambas pressupõe que o experimento será a noite, antes do adormecer.

A primeira técnica é chamada de Flutuação Hipnagógica. Resumidamente funcionada da seguinte maneira. Deve-se deitar e relaxar, deixando que a hipnagogia** surja normalmente. Ao invés de cair no sono, ao sentir que a hipnagogia instalou-se, deve-se voltar ao estado de vigília usando a vontade. Feito isso, deve-se repetir o procedimento, deixando a hipnagogia instalar-se novamente e, mias uma vez, retornar a vigília. Ao longo desse processo, repetido várias vezes, o experimentador aprofunda-se cada vez mais na hipnagogia e,  num dado momento, ele sentirá que está descoincidindo do corpo físico e, a partir dai, estará projetado.

A segunda técnica consiste em deitar-se, relaxar e promover um EV – Estado Vibracional*** – antes que o sono se instale.

Ambas técnicas precisam ser praticadas várias vezes até que o projetor obtenha sucesso – promover uma EFC de consciência contínua. Naturalmente outros tipos de EFCs podem surgir ao realizar-se essas técnicas.

Já tive EFC de consciência contínua usando a técnica do EV. Quanto a flutuação hipnagógica, ainda preciso verificar.

Mais detalhes sobre essas técnicas estão disponíveis no artigo do autor.

* O Holossoma é o conjunto de todos os veículos de manifestação (corpos) da consciência – soma, energossoma, psicossoma e mentalssoma.

** Hipnagogia é uma estado diferenciado de consciência que surge entre a vigília física e o sono caracterizado pela semiconsciência e pelo surgimento de imagens e sons na tela mental.

*** EV – Estado Vibracional é uma técnica empregada para provocar a dinamização máxima das energias do energossoma (o corpo energético), através da impulsão da vontade.

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Estatísticas sobre a incidência de EFCs

 

Pesquisas de opinião com objetivo de avaliar estatisticamente quais são os percentuais da população quando a produção de projeções conscientes remontam aos anos 50.

As diversas pesquisas evidenciaram dois aspectos importantes sobre a projeção consciente.

1 – O percentual de pessoas que tiveram pelo menos uma EFC era baixo

2 – O percentual variava muito conforme o público alvo da pesquisa.

No livro Projeciologia – Panorama das Experiências Fora do Corpo, escrito por Waldo Vieira, publicado em 1986, são citados os seguintes percentuais:

Projeção Consciente: 1,2%

Projeção Semiconsciente: 9,8%

Sem projeção: 89%

Esses índices corresponderiam a “índices médios” obtidos pela compilação de todas as pesquisas realizadas até aquela época. Coloco essas aspas por não haver maiores detalhes sobre como foi feito esse cálculo. Em todo caso, são estatísticas muito antigas. Não teriam se modificado esses percentuais nos dias atuais?

É o que parece indicar as mais recentes pesquisas. Levantamentos recentes (2011) realizados pelo Pesquisador Carlos Alvarado sobre pesquisas de opinião realizadas a partir de 1997, dão conta que, de um modo geral, 16% da população teve pelo menos uma experiência de projeção lúcida.

Esse aumento do percentual de incidência de EFCs pode estar relacionado a um número maior de pesquisas realizadas desde então, ou, por outro lado, talvez o número de pessoas que admitem as EFCs tenha aumentado (o assunto tornou-se mais conhecido) e isso pode ser um fator que contribui para ao surgimento de mais casos.

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Tecnologia Projetiva

Lucia No.3. Credit: Light Attendance GMBH

No final do ano passado tomei conhecimento por meio de uma revista especializada em assuntos paranormais sobre a criação de um novo dispositivo que teria a capacidade de induzir experiências de sonhos lúcidos, dentre outros estados diferenciados de consciência, batizada justamente por esse motivo de LUCIA – Lucid Light Simulator.

A tecnologia empregada no aparelho não tem qualquer novidade. Trata-se de empregar um conjunto de luzes estroboscópicas no campo visual do experimentador para induzir estados diferenciados de consciência. Aparelhos como esse estão a venda há muitos anos, inclusive pela Internet.

O que tornaria esse equipamento diferente seria a forma como as luzes são aplicadas. A pessoa senta-se meio que reclinada numa poltrona e o dispositivo é posto na sua frente.  Com os olhos fechados, as luzes são acionadas e vão piscando num ritmo cadenciado, previamente selecionado dentre inúmeros “programas”. Sem contato físico com o aparelho e com os olhos fechados, a pessoa por relaxar mais. Os criadores do aparelho criaram um programa que possui dezenas de sequências distintas de ritmos para que o usuário escolha uma conforme o resultado desejado. Os depoimentos dão conta de que o aparelho pode produzir, por exemplo, pelo menos em algumas pessoas, um estado meditativo que um praticante de yoga levaria anos para atingir usando as técnicas tradicionais.

O aparelho em sua 3ª versão foi desenvolvido por apresentado ao público em uma exposição em Londres realizada no ano passado. Para assistir a um vídeo do aparelho em ação, clique aqui.

Fiquei entusiasmado com esse novo aparelho. Ao contrário de alguns “medalhões” da projeção astral que desprezam a moderna tecnologia, sou um profissional dessa área e não vejo mal em usar recursos tecnológicos, desde que bem empregados.

Não obstante, é preciso senso crítico ao lidar com certas tecnologias, principalmente as que podem afetar nosso delicado sistema nervoso.

Entrei em contato com os fornecedores do equipamento, baseados na Áustria. Muito amáveis, fizeram alguns esclarecimentos e apresentaram um custo extratosférico caso eu desejasse adquirir um. Algo na casa de 25 mil euros (sem impostos).

Se eu tivesse um equipamento desses em mãos e, supondo que ele apresenta-se de fato os resultados declarados, penso que ele poderia ser usado para mostrar as pessoas aonde elas poderiam chegar se praticassem, elas mesmas, as técnicas tradicionais. Fora isso, usar um aparelho qualquer e ficar dependente dele para obter esses resultados, além de caro, seria contraproducente. No dia em que o aparelho faltasse, adeus projeções, estados diferenciados e tudo o mais.

Outro complicador é que certas pessoas, epiléticas, podem ter uma ataque quando submetidas a mudanças súbitas da intensidade luminosa ou ao piscar de luzes a que é exatamente o que o equipamento faz. Pior ainda, a pessoa pode até ter o seu primeiro ataque epilético da vida na sua “clinica de estados diferenciados de consciência”.

Concluindo, temos que ter cuidado ao usar qualquer dispositivo que possa afetar as redes neuronais, seja pelo uso de luzes, sons ou ambos. A despeito dos resultados positivos que possam trazer, pense nisso: que outros resultados indesejáveis, temporários ou permanentes, podem surgir com seu uso?

PS: O aparelho será exibido no final desse mês (maio) e início do mês que vem (junho) em eventos que serão realizados em  Londres e na Holanda.

O aparelho em ação

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Como Acabar com o Medo da Projeção Astral


E se alguém cortar meu cordão de prata ?????????

Nos últimos dias, surgiram algumas pessoas questionando como controlar, evitar ou acabar com o medo que surge quando o projetor está prestes a sair do corpo ou quando já se vê projetado, fora do corpo.

Vejamos um caso ilustrativo, relatado a mim essa semana.

“- Estava deitada na cama, a noite, para dormir. Senti que seu corpo inflava e se expandia. Após alguns momentos, senti que estava saindo fora do corpo e que haviam várias consciências ali. Sabia que estavam ali para auxiliar-me a sair fora do corpo. Então fui desencaixando fazendo movimentos com meu corpo espiritual para deixar o corpo físico para trás. Quando estava a um palmo do corpo, comecei a sentir medo. O que aconteceria dali em diante? E essas consciências que estava ali, eu iria vê-las? Quem seriam? O que aconteceu em seguida foi que, imediatamente, voltei para o corpo físico e despertei. Não sei porque senti tanto medo. Qual será a causa? Quando eu era criança tinha projeções com certa frequência e não sentia medo algum. As projeções cessaram e somente agora voltaram.”

O medo é uma emoção básica de todos os seres vivos superiores e ele existe para garantir a sobrevivência da espécie. Está, portanto, implantando em nossos genes. Os animais superam o medo com a experiência ou, por extinto, quando acuados, como um último recurso de sobrevivência. O ser humano faz mais do que isso. Além da experiência ele pode empregar também o raciocínio.

A dimensão extrafísica, tudo o que existe lá, são desconhecidos para nós. Experiências fora do corpo não são ensinadas em casa (geralmente), muito menos nas escolas. Então é natural que surja muita insegurança e medo quando surgem as primeiras projeções conscientes. É nosso instinto de preservação que está atuando.

Quando somos crianças, a inocência, a ingenuidade da criança que ainda não foi moldada pelo meio social pode ser o motivo de não haver emoções como o medo. No caso da projetora acima, como houve uma interrupção nas suas experiências, agora que elas recomeçaram, ela já está condicionada para sentir medo de situações sobre as quais não tem domínio.

O que deve ser feito nesses casos são três coisas:

1 – Continuar estudando mais e mais sobre o assunto, lendo livros, artigos, etc. Quanto mais informações tivermos sobre tudo o que for relacionado a EFCs, menos dúvidas e, portanto, menores serão os receios e medos de todos os tipos.

2 – Estudar e praticar o controle das suas próprias energias (absorção, exteriorização e estado vibracional). O controle das bioenergias são nossas autodefesas. Um projetor, por ser encarnado, tem muito mais energia que um desencarnado, pois tem energossoma (duplo etérico). Se souber usar bem essas energias, dificilmente aparecerá um desencarnado que seja páreo para ele. Some-se a isso a atuação dos amparadores do projetor que vão ajudá-lo, na medida que suas ações intrafísicas e extrafísicas estejam alinhados com bons preceitos éticos e morais.

3 – Continuar a ter projeções pois, quanto mais experiências tiver, mais conhecimento terá e, portanto, menor será qualquer tipo de medo. No início é assim mesmo. Surge o medo, a insegurança, o descontrole emocional. Com o tempo, o projetor vai ganhando confiança e desenvoltura em suas jornadas fora do corpo.

Concluindo, é bom lembrar que no passado recente, devido a falta de informação, as pessoas tinham muito medo das EFCs, achando que poderiam até morrer se tivessem essa experiência. Não custa repetir, portanto, que riscos são inerentes a todas as atividades humanas. Posso, por exemplo, ir trabalhar amanhã, contrair um vírus de gripe mutante de um colega e morrer dias depois.  EFCs não são exceção, existem riscos sim, mas não tanto quanto alguns querem que sejam (morrer por exemplo).

Por exemplo, cortar o cordão de prata do projetor, fazendo seu corpo físico morrer, usando uma “paratesoura” está totalmente fora de cogitação. Isso não existe!  Eu diria que o maior risco da EFC não é para o projetor mas para aqueles que querem mantê-lo com as viseiras da ignorância. Sobre isso teceremos mais considerações noutro post.

Para saber mais – Livros:

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Livro descreve a vida do Projetor Robert Monroe

Em 1971, o executivo da área de radiodifusão Robert Monroe publicou seu primeiro livro, entitulado Journeys Out of the Body (Viagens Fora do Corpo) onde descrevia suas aventuras estranhas e maravilhosas em outros planos da realidade acessados por meio de projeções lúcidas.

O livro tornou-se um best seller, sendo traduzido para diversos idiomas, inclusive para o português, vendendo, até o presente, mais de um milhão de cópias em todo mundo.

Com essa obra e outras duas que seguiram-na, Far Journeys (Viagens Além do Universo) e Ultimate Journey ( A Última Jornada) – essa última minha preferida – Robert Monroe ajudou a consolidar o conceito de viagem astral na psique dos norte-americanos e popularizou o termo out-of-body experience (experiência fora-do-corpo) cunhando alguns anos antes pelo pesquisador Charles Tart.

Monroe dedicou-se nos anos seguintes a pesquisar e divulgar uma tecnologia que teria o potencial de induzir as EFCs, baseada em sons binaurais, denominada por ele Hemi-Sync. Também criou uma instituição (Monroe Institute) para divulgar suas pesquisas. Desde então,  milhares de pessoas fizeram uso dessa tecnologia.

Escrito por Ronald Russell, com 408 páginas, The Jorney of Robert Monroe foi publicado em 2007 e descreve em detalhes a vida do famoso projetor.

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Sonho Lúcido e Yoga dos Sonhos

Em 2006, quando fiz minha primeira viagem a Europa, já chegando no velho continente, tive uma curiosa projeção em pleno voo. Encontrei-me com uma pessoa conhecida que a muito não via e conversamos sobre vários assuntos dos quais, depois, lembrei-me apenas um, relacionado a uma de nossas vidas anteriores.

Ele referiu-se a uma existência no Tibet, citando especificamente o século VIII, quando muitos conhecimentos sobre projeções conscientes e assuntos correlatos teriam sido criados e registrados.

Tempos depois, soube, para minha surpresa, que esse colega estava residindo em Londres. De alguma forma, a minha viagem provocou aquele encontro.

Mas afinal, o que ocorreu no século VIII no Tibet? Foram introduzidas nessa época a práticas dos 6 yogas, das quais a yoga dos sonhos é o mais conhecido.

O yoga dos sonhos é uma prática avançada de meditação tântrica do budismo tibetano que tem por objetivo promover o autoconhecimento, o autocontrole, a purificação e o desenvolvimento mental, servindo também como uma forma de nos preparamos para as transições de estados existenciais (a morte do corpo físico). Com o yoga dos sonhos pretende-se gerar nas pessoas um estado de permanente autoconscientização.

O objetivo da yoga dos sonhos é buscar a lucidez durante o sonho, ou, em outras palavras, a consciência de que o sonho é apenas um sonho. Com isso, tal como outros yogas, persegue-se a eliminação do sofrimento e a eliminação dos apegos que provêm da crença da separação sujeito-objeto na qual a perda de um objeto ao qual se apega provoca o sofrimento.

Outras denominações para o yoga dos sonhos são dream yoga (inglês) e Vajrayana (em sânscrito, círculo de diamante)

Segundo a tradição, os seis Yogas foram trazidos para o Tibete por volta do século VIII pelo mestre indiano Padmasambhava, fundador da Nyingmapa (Escola Antiga do budismo tibetano).  Padmasambhava teria recebido os ensinamentos por ele codificados de um misterioso iogue chamado Lawapa. Nos séculos que se seguiram, o budismo cresceu e floresceu no Tibet. Naropa (1016-1100 d.C.), iniciou a compilação dos seis yogas, tarefa que foi concluída por seu discípulo Marpa. Para concluir essa compilação, Marpa, fez uma cansativa jornada a pé para a Índia a fim de estudar com mestres de yoga, retornando depois para o Tibet para concluir sua tarefa.

Os seis Yogas de Naropa são:

tummo – o yoga do  calor interno (ou do calor místico)

gyulü – o yoga do corpo ilusório

ösel  – o yoga da clara Luz (ou da luz radiante)

milam – o yoga dos sonhos

bardo – o yoga do estado intermediário .

phowa – o yoga da transferência da consciência para o estado búdico

Nesse sistema, os sonhos são classificados em três tipos: sonhos samsáricos, sonhos de claridade e sonhos de clara luz, sendo os primeiros não lúcidos e esse último lúcido. O yoga dos sonhos pode facultar a interpretação dos sonhos, o uso de sonhos para as previsões e de cura, e o desenvolvimento de poderes psíquicos e habilidades de cura pode surgir naturalmente da prática continua da yoga dos sonhos e dos outros cinco yogas relacionados.

A prática do yoga do sonhos, como nos demais yogas tibetanos, começa por exercícios de meditação Zhiné a fim de desenvolver a concentração e aquietar a mente. Na segunda parte do treinamento, são trabalhadas as ações e comportamentos ao longo do dia, quando estamos acordados. Busca-se nessa fase eliminar-se os traços cármicos, o apego, a aversão e cultivar-se a memória para possibilitar a rememoração dos sonhos de clara luz (sonhos lúcidos). A terceira e última etapa, executada na hora de dormir, consiste em práticas respiratórias, corporais (a posição em que deitamos para dormir) e energéticas.

Tal como num estado de meditação profunda, o yoga dos sonhos conduziria as ondas cerebrais do praticante a um nível muito baixo, permitindo o isolamento do mundo externo, das sensações corporais e um maior contato com as raízes inconscientes das estruturas mentais, muitas das quais geram as consequências negativas que vivenciamos no mundo cotidiano.

É importante lembrar que outros tipos de yoga podem levar o praticante a ter sonhos lúcidos, mas esses, quando surgem, são apenas um efeito secundário. Em contraste, o yoga dos sonhos mira diretamente nos sonhos lúcidos.

O yoga dos sonhos é seguido pelo yoga do sono, também conhecido por yoga da clara luz cujo objetivo é manter-se a consciência durante o sono profundo quando a mente conceitual grosseira e os sentidos deixam de funcionar.

Finalizando, o que podemo almejar com a prática do yoga dos sonhos? Citando Tenzin Wangyal Rinpoche, autor do livro Os Yogas Tibetanos do Sonho e do Sono (atualmente o único livro a venda sobre esse assunto em língua portuguesa):

“Se uma pessoa não estiver consciente na visão, é improvável que esteja consciente no comportamento, Se não estiver consciente no comportamento, é improvável que esteja consciente no sonho. E se não estiver consciente no sonho, é improvável que esteja consciente no Bardo (dimensão extrafísica), após a morte (do corpo físico)”.

Para saber mais – Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos