Sonho Lúcido e Yoga dos Sonhos

Em 2006, quando fiz minha primeira viagem a Europa, já chegando no velho continente, tive uma curiosa projeção em pleno voo. Encontrei-me com uma pessoa conhecida que a muito não via e conversamos sobre vários assuntos dos quais, depois, lembrei-me apenas um, relacionado a uma de nossas vidas anteriores.

Ele referiu-se a uma existência no Tibet, citando especificamente o século VIII, quando muitos conhecimentos sobre projeções conscientes e assuntos correlatos teriam sido criados e registrados.

Tempos depois, soube, para minha surpresa, que esse colega estava residindo em Londres. De alguma forma, a minha viagem provocou aquele encontro.

Mas afinal, o que ocorreu no século VIII no Tibet? Foram introduzidas nessa época a práticas dos 6 yogas, das quais a yoga dos sonhos é o mais conhecido.

O yoga dos sonhos é uma prática avançada de meditação tântrica do budismo tibetano que tem por objetivo promover o autoconhecimento, o autocontrole, a purificação e o desenvolvimento mental, servindo também como uma forma de nos preparamos para as transições de estados existenciais (a morte do corpo físico). Com o yoga dos sonhos pretende-se gerar nas pessoas um estado de permanente autoconscientização.

O objetivo da yoga dos sonhos é buscar a lucidez durante o sonho, ou, em outras palavras, a consciência de que o sonho é apenas um sonho. Com isso, tal como outros yogas, persegue-se a eliminação do sofrimento e a eliminação dos apegos que provêm da crença da separação sujeito-objeto na qual a perda de um objeto ao qual se apega provoca o sofrimento.

Outras denominações para o yoga dos sonhos são dream yoga (inglês) e Vajrayana (em sânscrito, círculo de diamante)

Segundo a tradição, os seis Yogas foram trazidos para o Tibete por volta do século VIII pelo mestre indiano Padmasambhava, fundador da Nyingmapa (Escola Antiga do budismo tibetano).  Padmasambhava teria recebido os ensinamentos por ele codificados de um misterioso iogue chamado Lawapa. Nos séculos que se seguiram, o budismo cresceu e floresceu no Tibet. Naropa (1016-1100 d.C.), iniciou a compilação dos seis yogas, tarefa que foi concluída por seu discípulo Marpa. Para concluir essa compilação, Marpa, fez uma cansativa jornada a pé para a Índia a fim de estudar com mestres de yoga, retornando depois para o Tibet para concluir sua tarefa.

Os seis Yogas de Naropa são:

tummo – o yoga do  calor interno (ou do calor místico)

gyulü – o yoga do corpo ilusório

ösel  – o yoga da clara Luz (ou da luz radiante)

milam – o yoga dos sonhos

bardo – o yoga do estado intermediário .

phowa – o yoga da transferência da consciência para o estado búdico

Nesse sistema, os sonhos são classificados em três tipos: sonhos samsáricos, sonhos de claridade e sonhos de clara luz, sendo os primeiros não lúcidos e esse último lúcido. O yoga dos sonhos pode facultar a interpretação dos sonhos, o uso de sonhos para as previsões e de cura, e o desenvolvimento de poderes psíquicos e habilidades de cura pode surgir naturalmente da prática continua da yoga dos sonhos e dos outros cinco yogas relacionados.

A prática do yoga do sonhos, como nos demais yogas tibetanos, começa por exercícios de meditação Zhiné a fim de desenvolver a concentração e aquietar a mente. Na segunda parte do treinamento, são trabalhadas as ações e comportamentos ao longo do dia, quando estamos acordados. Busca-se nessa fase eliminar-se os traços cármicos, o apego, a aversão e cultivar-se a memória para possibilitar a rememoração dos sonhos de clara luz (sonhos lúcidos). A terceira e última etapa, executada na hora de dormir, consiste em práticas respiratórias, corporais (a posição em que deitamos para dormir) e energéticas.

Tal como num estado de meditação profunda, o yoga dos sonhos conduziria as ondas cerebrais do praticante a um nível muito baixo, permitindo o isolamento do mundo externo, das sensações corporais e um maior contato com as raízes inconscientes das estruturas mentais, muitas das quais geram as consequências negativas que vivenciamos no mundo cotidiano.

É importante lembrar que outros tipos de yoga podem levar o praticante a ter sonhos lúcidos, mas esses, quando surgem, são apenas um efeito secundário. Em contraste, o yoga dos sonhos mira diretamente nos sonhos lúcidos.

O yoga dos sonhos é seguido pelo yoga do sono, também conhecido por yoga da clara luz cujo objetivo é manter-se a consciência durante o sono profundo quando a mente conceitual grosseira e os sentidos deixam de funcionar.

Finalizando, o que podemo almejar com a prática do yoga dos sonhos? Citando Tenzin Wangyal Rinpoche, autor do livro Os Yogas Tibetanos do Sonho e do Sono (atualmente o único livro a venda sobre esse assunto em língua portuguesa):

“Se uma pessoa não estiver consciente na visão, é improvável que esteja consciente no comportamento, Se não estiver consciente no comportamento, é improvável que esteja consciente no sonho. E se não estiver consciente no sonho, é improvável que esteja consciente no Bardo (dimensão extrafísica), após a morte (do corpo físico)”.

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Sonhos Lúcidos para Inferir a Ativação do Córtex Cerebral

Polisonografia do sono REM com o EEG destacado na caixa vermelha e os movimentos rápidos dos solhos sobre a linha vermelha (fonte: Wikimedia Commons).

No post anterior mencionei o trabalho de dos neurocientistas Martin Dresler e Michael Czisch, ambos do Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, Alemanha, citado no último número da Readers Digest.

Agora vou entrar em mais detalhes sobre sua pesquisa, publicada em um artigo em outubro de 2011 na revista Current Biology.

Dresler e Czisch queriam encontrar uma maneira de usar técnicas de varredura de imagens cerebrais para observar o que as pessoas estavam fazendo em seus sonhos. Em outras palavras, quais áreas do córtex cerebral seriam ativadas durante o sonho.

Para interpretar essas neuroimagens durante os sonhos, no entanto, era preciso saber primeiro como o cérebro aparece na varredura quando ele está executando uma determinada tarefa durante um sonho. Esse era um desafio difícil porque a maioria dos sonhadores não pode controlar o que estão fazendo.

Entrou em cena, então, o sonho lúcido, um estado diferenciado de consciência em que uma pessoa que dorme fica, ainda que momentaneamente, consciente de que ela está sonhando e durante o qual ela tem algum controle sobre as ações que desenrolam-se no sonho.

Segundo Dresler “Cerca de metade das pessoas já teve um sonho lúcido, mas muito poucos têm eles em uma base regular.” Contudo, algumas pessoas podem aprender a sonhar lucidamente com mais frequência.

O treinamento para obter-se sonhos lúcidos, segundo o neurocientista Daniel Erlacher da Universidade de Berna (que não estava envolvido na pesquisa de Dresler) envolve técnicas como, por exemplo, registrar por escrito os próprios sonhos.

Dresler e Czisch recrutaram seis pessoas que haviam sido treinadas para ter sonhos lúcidos, instruindo-as para sonhar que estavam cerrando os punhos de ambas as mãos, colocando-as para dormir conectadas aos scanners cerebrais.

Quando os voluntários estavam dormindo, eles próprios informavam que estavam vivenciando um sonho lúcido, pois haviam sido treinados para mover os olhos da esquerda para a direita duas vezes sempre que percebessem que estavam vivenciando essa experiência. Os movimentos realizados no sonho lúcido reproduziam-se no corpo físico onde podiam ser monitorados. Os pesquisadores checavam nesses momentos os padrões de atividade cerebral para se certificar de que eles realmente estavam na fase do sono conhecida como “movimento rápido dos olhos” (sono REM).

A equipe, então, gravava a atividade do cérebro usando ressonância magnética funcional (fMRI), que mostra imagens de alta resolução da atividade cerebral em todo o cérebro, e com espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS), que mostra a atividade na superfície do cérebro.

Apenas dois dos participantes foram capazes de ter sonhos lúcidos em duas tentativas, conectados aos scanners, que, por sinal, são equipamentos muito ruidosos. Mas, em cada uma delas, sendo um em fMRI e outro em NIRS, os pesquisadores viram a área do córtex motor, que controla a mão esquerda da mesma maneira como em alguém que está acordado.

Dessa forma, conforme avançam as pesquisas, novas aplicações vão surgindo para os sonhos lúcidos. Quem sabe o que poderá surgir daqui para frente?

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Sonho Lúcido é Matéria de Capa na Readers Digest

O último número da Readers Digest (publicada no Brasil como “Seleções”) traz na capa uma matéria sobre sonhos, assinada pelo escritor Paige Magarrey, abordando inclusive os sonhos lúcidos descritos por ele como “a fronteira final”.

Segundo o autor, em anos recentes alguns pesquisadores sérios começaram a realizar experimentos envolvendo sonhos lúcidos, tal como Martin Dresler e Michael Czisch, ambos do Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, Alemanha.

Magarrey ressalta que o sonho lúcido ainda não é amplamente entendido, de modo que a sua exploração ainda está em sua infância.

É possível, prossegue Magarrey, que na medida em que exploremos nossos próprios processos internos, tais como os sonhos lúcidos, possamos aprender algo sobre o mundo externo também.

A Readers Digest é uma revista de interesse geral da família, publicada dez vezes por ano. Fundada em New York em 1922, atualmente tem uma circulação global de 17 milhões de exemplares em 21 línguas e mais de 70 países, o que a torna a maior revista de circulação paga do mundo.

A escolha dos temas sonhos e sonhos lúcidos para a capa dessa revista de enorme penetração mostra que esses assuntos estão ganhando importância, inclusive para o público em geral.

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Feriado Celebra uma Projeção Astral

Lailat al Miraj é um feriado muçulmano que comemora a viagem noturna do profeta Maomé de Meca para a “mais distante” mesquita onde ele subiu ao céu, foi purificado e onde foi dada a instrução para que os muçulmanos rezam cinco vezes ao dia.

No calendário islâmico, o Lailat al Miraj (também conhecido como Isra, Mi’raj, Isra’wal Al Miraj ou al Laylat Miraj) é geralmente observado no dia 27 do mês de Rajab. Em 2011, o Lailat al Miraj 2011 caiu em 29 de junho, embora a observância tenha começado ao pôr do sol do dia 28 de junho.

A história de Lailat al Miraj consiste de duas partes principais. A primeira parte começa com o profeta Maomé na Kabaa em Meca. Ele é visitado por dois arcanjos que oferecem-lhe um cavalo mítico alado chamada Buraq, um animal branco, metade burro, metade mula, com asas. Algumas tradições artísticas representam-no como uma criatura que é parte cavalo, parte pavão, com uma cara de mulher (veja na imagem acima).

O Profeta monta em Buraq que o carrega para “a mais distante mesquita”, considerada por muçulmanos (nos dias atuais) como a Al Aqsa, em Jerusalém , onde Maomé se junta a profetas do passado em oração.

A segunda parte da viagem é comumente referida como o Miraj, uma palavra árabe que significa “escada”. Após as orações, o Profeta sobe aos sete céus. Em cada céu, Maomé encontra-se com o anjo responsável por aquele céu. Por fim, o próprio Deus lhe diz que os muçulmanos têm o dever de rezar cinco vezes por dia (Salat).

Um detalhe interessante é que esta viagem de Maomé foi feita para além do tempo e do espaço e foi concluída, no nosso tempo, em apenas um momento. Conta-se que quando Buraq saia da tenda do Profeta para iniciar a viagem, esbarrou em um jarro contendo água e, quando ele trouxe o Profeta de volta para sua tenda, esse percebeu que o jarro que Buraq esbarrara ainda estava caindo e, portanto, a água ainda não havia sido derramada.

Os acontecimentos do Lailat al Miraj são brevemente descritos no capítulo 17 do Alcorão, que é chamado de “Sura Al-Isra”, depois da ascensão do Profeta aos céus. Muitos dos detalhes da história foram preenchidos por Hadith (ou Hadiz), um corpo de leis, lendas e histórias sobre a vida de Maomé.

Hoje, o Lailat al Miraj é observado pelos muçulmanos como um dos eventos mais importantes na história do Islã. Os muçulmanos podem participar dos cultos especiais de oração em uma mesquita, ou eles podem comemorar o feriado em particular em casa contando a história para as crianças ou recitando orações especiais noturnas.

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Sonhos Lúcidos Melhoram a Capacidade de Aprendizagem

Cena do filme Inception – Divulgação

Estar no comando dos sonhos abre oportunidades para manipulá-los de forma a aumentar nossa capacidade de aprendizagem quando estamos acordados. É nisso o que aposta Peter Morgan, pesquisador da Universidade de Yale (EUA) e seus colegas que mostraram que sonhadores lúcidos se saem melhor ao desempenhar tarefas num jogo especialmente projetado para testar o funcionamento do córtex ventromeclial que fica localizado na parte pré-frontal do cérebro.

Com o treinamento desta região do cérebro por meio de sonhos lúcidos, Morgan espera ser capaz de melhorar o controle social de uma pessoa e sua capacidade de tomar decisões baseado no fato de que a arquitetura interna do cérebro pode mudar de forma que ele aprenda novas coisas.

Pesquisas anteriores já mostravam que pessoas que praticam tarefas em seus sonhos lúcidos tem um desempenho melhor ao realizá-las no dia seguinte. Em um desses estudos, Daniel Erlacher, pesquisador da Universidade de Berna na Suíça (citado no post anterior) pediu às pessoas que podem ter sonhos lúcidos que jogassem uma moeda em um copo. Erlacher avaliou sua habilidade e precisão antes e depois de um período de sono em que os voluntários foram convidados a praticar o jogo em seus sonhos lúcidos. As sete pessoas que conseguiram ter um sonho lúcido relacionado a esse evento demostraram, depois, uma melhora significativa em seu desempenho, enquanto os outros não mostraram nenhuma mudança em sua capacidade.

Os experimentos de Erlacher se encaixam com as alegações de muitos atletas de que eles são capazes de aprimorar suas habilidades através da prática de um sonho. Este tipo de prática também pode ter um potencial terapêutico. Algumas pessoas que sofrem um acidente vascular cerebral perdem sua mobilidade de forma parcial ou total. Nesses casos, a terapia de reabilitação, por vezes, inclui o que é conhecido como “prática mental”, onde os indivíduos são encorajados a imaginar o movimento que ele, no momento, não é fisicamente capaz de alcançar.

As pesquisas sugerem que as redes neurais envolvidas no movimento imaginado e real são muito semelhantes, de tal forma que o treinamento destas áreas do cérebro através da prática mental poderia tornar mais fácil o movimento real.

Erlacher reconhece o benefício a partir des sonhos lúcidos poderia ser ainda maior do que na prática mental. Segundo ele, “Os sonhos são muito mais realistas do que a imaginação, proporcionando um ambiente mais realista para essa prática”.

Peter Morgan, por sua vez, acha que o aprendizado pode ser impulsionado pela natureza emocional dos sonhos lúcidos. Segundo Morgan “Nos sonhos lúcidos, há mais reforço positivo, o que resulta em um sinal de recompensa para o cérebro e, consequentemente, na melhoria da aprendizagem”

Mais informações encontram-se em um artigo publicado por Morgan e colegas no periódico científico Consciousness and Cognition.

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Classificação das Projeções Baseada no seu Alcance

Boletim Metaconsciência Número 10

À medida que a base de conhecimentos acerca das EFCs – Experiências Fora do Corpo – vai aumentando, é de se esperar que as informações sobre o fenômeno sejam enumeradas, organizadas e sistematizadas de diversas maneiras. Essas atividades ajudam a aumentar o entendimento sobre a rica fenomenologia associada e também a divulgar aquilo o que foi constatado sobre ela.

Nesse sentido, os esforços para caracterizar a fenomenologia projetiva ainda são poucos e limitados. Ainda há muito por ser feito.

Com objetivo de caminhar nessa direção, publiquei mais um Boletim Metaconsciência onde apresento uma classificação das EFCs baseada no seu alcance, em outras palavras, a distância que o projetor atinge do seu corpo durante uma EFC. A seguir transcrevo os principais pontos do artigo.

A classificação baseia-se nos relatos disponíveis na bibliografia das EFCs e propõe cinco níveis, identificados pelos alfanuméricos “D1” a “D5”, sendo “D1” referente às EFCs mais próximas ao corpo físico e “D5” as mais distantes. O emprego dessa identificação torna dispensável a utilização de termos como “nível”, “classe” ou “tipo“ que seriam obrigatórios caso fossem empregados apenas os algarismos 1 a 5. A letra “D” refere-se à palavra “distância” (português) ou “distance” (em inglês).

Classificação

D1 – EFCs com alcance limitado à esfera extrafísica de energias do projetor.

A “esfera extrafísica de energias” é um campo energético que circunvolve o projetor e que se estende a uma distância de 4 metros em todas as direções a partir do seu corpo físico. De um modo geral, pode-se dizer que esse espaço refere-se ao recinto físico onde se situa o corpo físico do projeto mas, conforme as circunstâncias, pode estender-se além desse local.

D2 – EFCs com alcance limitado a um raio de 400 metros da base física.

Muitas projeções limitam-se as dependências da casa, apartamento ou local físico onde se encontra o corpo do projetor, ou se estendem as suas proximidades imediatas. Assim, a distância de 400 metros foi arbitrada por ser 10 0vezes o raio da esfera extrafísica de energias.

D3 – EFCs onde a consciência atinge qualquer parte do planeta, seja na dimensão intrafísica, seja em qualquer dimensão situada na superfície terrestre ou em suas cercanias.

A maior parte das experiências descritas na bibliografia das EFCs ocorrem nesse nível, quando o projetor manifesta-se em locais mais ou menos distantes de sua base física que podem situar-se em qualquer lugar na dimensão intrafísica: outro bairro, cidade, estado, país ou continente. Esse nível também abrange EFCs onde o projetor manifesta-se sob as águas do oceano, voando pela atmosfera ou no subterrâneo. Também abrange as EFCs onde o projetor manifesta-se em dimensões extrafísicas crostais, localizadas nas proximidades da dimensão intrafísica, tratando-se, portanto, de distritos extrafísicos pouco evoluídos.

D4 – EFCs onde a consciência atinge dimensões extrafísicas mais evoluídas, situadas em faixas acima da dimensão extrafísica crostal terrestre.

Essas experiências caracterizam-se pelo acesso do projetor a distritos extrafísicos mais evoluídos do que a média dos padrões aceitos hoje pela humanidade.  São dimensões povoadas por consciências equilibradas e que apresentam padrões energéticos mais sutis e claramente superiores aos encontrados nas dimensões crostais.

D5 – EFCs onde a consciência atinge outros planetas (exoprojeção) ou onde ela manifesta-se, por meio do mentalsoma, em dimensão completamente desvinculada do cenário terrestre.

Nesse nível ocorrem às projeções a outros planetas, sejam de nosso sistema solar sejam  em exoplanetas. Nessas experiências, raras, o projetor emprega o psicossoma muito sutilizado, quase sempre guiado por amparadores extrafísicos ou emprega apenas o mentalsoma. Esse nível também se aplica as EFCs de mentalsoma quando a consciência se manifesta em dimensões cuja localização talvez não possa ser determinada, mas que tem como característica a dissociação com qualquer cenário ou padrão de energias da superfície terrestre.

Aplicando a Classificação

Para demonstrar a aplicação dessa classificação, selecionamos os relatos do livro Projeções da Consciência, escrito por Waldo Vieira e publicado em 1981. Esse livro trás os relatos bem detalhados de 60 experimentos projetivos realizados por esse autor no ano de 1979. O gráfico apresentado a seguir mostra o resultado da classificação do alcance para os relatos desse livro.

Análise das Experiências do Livro Projeções da Consciência

Conclusão

A aplicação da classificação das EFCs com base no seu alcance foi criada para facilitar a pesquisa e a comunicação de eventos projetivos. O emprego dessa classificação em outras obras ou nas  EFCs dos próprios leitores (autopesquisa) evidenciará ou não sua utilidade.

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O Tempo durante uma Projeção é o Mesmo Tempo Real?

Sensação da passagem do tempo

A sensação da passagem de tempo durante uma EFC – Experiência fora do Corpo, em um sonho Lúcido ou mesmo em um sonho comum pode não ser a mesma do tempo real, transcorrido na dimensão intrafísica.

Isso pode ser facilmente constatado por meio da consulta da bibliografia relativa a esses estados diferenciados de consciência. Durante uma projeção consciente, percebemos que a sensação de tempo transcorrido pode ser igual ou muito maior do que o tempo real. O leitor nem precisa ir muito longe. Em um post recente que fiz no último Natal, relato uma experiência assim.

Para ilustrar esse efeito, podemos recorrer ao filme Inception, onde os personagens podem alcançar horas ou até mesmo dias de atividades durante um sonho lúcido no período de poucos minutos te tempo real.

Mas, então surge o seguinte questionamento: pode a sensação de tempo, durante esses estados diferenciados de consciência seguir no sentido contrário também, fazendo com que durante uma experiência percebida como normal tenha transcorrido durante um tempo real bem maior?

Pesquisas realizadas em 2004 por Daniel Erlacher na Universidade de Berna (Suiça) indicam exatamente isso.

Erlacher realizou experimentos onde um grupo de 15 pessoas recebeu a tarefa de, inicialmente, fazer pequenas caminhadas dando 10, 20 e 30 passos. Depois, os participantes tinha que, durante um sonho lúcido, reproduzirem a caminhada. Por meio de movimentos oculares previamente combinados, os sonhadores informavam aos pesquisadores que monitoravam seus sonhos sobre o progresso que faziam ao dar cada passo. Foram utilizados diversos instrumentos para coleta de dados: EEG (C3-A2, C4-A1), EOG (eletro-oculograma), EMG submental e ECG.

Os resultados do experimento mostraram que embora a sensação de tempo transcorrido para os sonhadores tenha sido normal, comparando o tempo que eles empregaram para caminhar com o realizado durante os sonhos lúcidos, constatou-se que nessa última condição levaram 30% mais tempo para contar e 50% mais tempo para caminhar do que quando estavam acordados. Então, segundo Erlacher, pode ocorrer no mundo dos sonhos o oposto ao mostrado no filme Inception, ou seja, um retardamento da capacidade cognitiva.

Mais detalhes sobre os experimentos estão disponíveis nesse link.

Essa pesquisa e seus resutados levam-me a supor o seguinte. A causa do retardamento da capacidade cognitiva poderia ser causada pela proximidade dos experimentadores com o corpo físico, situação em que a atuação energética desse, assim como do energossoma, sobre o psicossoma (o corpo astral) é muito grande.

Em EFCs lastreadas pelo energossoa, o projetor sai do corpo carregando muita energia densa proveniente desse corpo. Seus movimentos são lentos e custosos, como se o corpo extrafísico estivesse muito pesado (e de fato está), a capacidade cognitiva e as percepções ficam limitadas. Sei disso tanto pela teoria quanto pela prática pois já tive experiências assim.

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Revelações Extrafísicas II – Desacreditando Paranormais

Crédito: Image:

Crédito da imagem: Dawid Michalczyk – art.eonworks.com

Dando sequência ao post anterior, discorro agora sobre como um paranormal, projetor ou não, pode ser completamente desacreditado por intermédio de consciências extrafísicas.

O trabalho dos paranormais, projetores e médiuns, normalmente incomoda muitas consciências extrafísicas que preferem que certos assunto jamais sejam tocados ou divulgados. O esclarecimento da humanidade encarnada dificulta sua influencia nessa dimensão. Projetores e médiuns que atuam nesse sentido ganham, portanto, muitos inimigos extrafísicos.

Se pudessem, tais consciências que podemos chamar de assediadoras, destruiriam esses projetores e médiuns incapacitando-os de forma física, energética ou mental. Mas, geralmente, não conseguem fazer isso, seja por conta da vigilância de seus alvos, seja pela proteção de eles obtém de consciências amparadoras mais evoluídas.

Apelam então para formas mais sutis de assédio, por exemplo, explorando a vaidade da pessoa. Alguns paranormais tornam-se muito conhecidos, publicando livros, ministrando cursos e palestras para muita gente e aparecendo com frequência na mídia. São os alvos ideais para esse tipo de ataques que podem levar até anos para se consumar.

Geralmente, os assediadores vão tentar ganhar a confiança do paranormal. Para isso, monitoram seu alvo e vão aparecendo para ele, alimentando-o com informações que sabem, ele aprecia ou deseja. Podem ser coisas mais simples ou mais bombásticas. Podem até fornecer algumas informações corretas sobre certos assuntos e antecipar coisas que realmente acontecem depois de algum tempo.

Quando “ganham” o paranormal , por assim dizer, tem início a execução do plano de sua destruição que consiste em passar-lhe uma “grande revelação”, algo que sabem que ele vai divulgar em público, em suas palestras, em seus livros, na TV e na Internet, normalmente algo bombástico, uma “revelação contundente”, um evento grandioso com data marcada para acontecer.

Foi assim que aconteceu, por exemplo, com famosa clarividente que previu em rede nacional de televisão que certo candidato a presidência da república seria eleito. Ou ainda como aconteceu com um famoso médium que previu o dia, mês e ano para Jesus retornar a Terra, conduzido por uma esquadra de naves extraterrestres. Ambos sumiram depois que suas previsões, naturalmente, não se realizaram. Sumiram por vergonha, assim como a mídia arrependida sumiu com eles.

Como esses casos mais conhecidos, muitos outros, em menor escala, vão acontecendo por ai. Como projetor consciente, de vez em quando, chegam a mim certas informações, por exemplo, sobre coisas que podem ou que vão acontecer. Não as divulgo, salvo, quando, conforme relatei no post anterior, envolvem o bem estar de uma pessoa conhecida e, ainda assim, que tomo cuidado em como passar a mensagem para ela.

Exemplificando: Soube no extrafísico que um colega de trabalho estava com um problema de saúde que iria agravar-se. Sabendo que ele estava com uma tosse contínua a várias semanas, procurei-o e disse que “havia tido um sonho estranho” onde via ele ficando muito doente. Sugeri então que ele fosse a um médico especialista para ver qual era a causa daquela tosse que não cessava. Muitas vezes, mesmo a pessoa não crendo em aspectos transcendentes da vida, ela vai ficar com uma “pulga atrás da orelha” e, com maior probabilidade, vai procurar se cuidar melhor, diagnosticar com mais precisão o seu problema e assim atinge-se o objetivo que é ajudar a pessoa.  Agora, se eu tiver uma intimidade maior com a pessoa, abro o jogo logo e digo que tive uma projeção e que ela precisa se cuidar senão as coisas vão se complicar para ela. Já passei por todas essas situações.

Concluindo, prudência, juízo, sendo crítico não faz mal a ninguém.

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