EFC através da Meditação

Experiências Fora do Corpo

A meditação encontra-se no meio de dois pólos: a concentração e a contemplação. É comumente associada a religiões orientais. Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade, tendo desenvolvido-se em várias culturas diferentes e recebendo vários nomes, floresceu no Egito (o mais antigo relato), Índia, entre o povo Maia, etc. *

A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração), no chinês dhyana torna-se Ch’anna e sofre uma contração tornando-se Ch’an e Zen em japonês, em páli é Jhana.*

Não são raros os relatos de pessoas que passam por EFCs durante uma prática de meditação. De fato, Twemlow, Gabbard e Jones ** constataram que em 399 casos reportados de EFCs, cerca de  88 (27%) pessoas relataram que a experiência ocorreu durante a prática de meditação.

Noutro dia fui levar o original de meu livro, Experiências Fora do Corpo – Fundamentos, para ser registrado na Biblioteca Nacional. Muito amável, a atendente ficou interessada no título do livro e passou a questionar-me sobre o assunto.

Contou-me então que a muitos anos, durante uma prática de meditação, entrou num estado mais profundo o que levou-a a perceber que estava separando-se do corpo. Assim que isso se deu, ela foi inundada por uma sensação de contentamento e grande satisfação. Sabia exatamente o que estava se passando, que estava dissociada do corpo físico. Em dado momento, sentiu que o corpo estava chamando-a de volta. Essa sensação desequilibrou-a, ficou tensa, pois não queira voltar para o corpo! Contudo, essa tensão acabou por tracioná-la ainda com mais vigor até que voltou a recoincidência com o corpo físico. Desde então, nunca mais teve EFCs, até porque, tal como a maioria das pessoas, ela não tem por objetivo sair fora do corpo.

Sabemos que relatos relacionados ao nirvana, samadi, satori e êxtase são associados a experiências fora do corpo. Em outros palavras, esses estados ocorrem durante certas EFCs. Com base no relato acima, percebemos que não é preciso uma EFC de corpo mental para que a pessoa passe por um desses estados de expansão da consciência. Algumas projeções de psicossoma parecem poder levar a esses estados também.

Notas

* Fonte: Wikipedia

** “The Out-of-Body Experience: A Phenomenological Typology Based on Questionnaire Responses,” by S. W. Twemlow, G. O. Gabbard, and F. C.  Jones. The American Journal of Psychiatry, Vol. 139.4, pp. 450-55, 1982.

Livros:

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

Colocando a Técnica de LaBerge em Prática

No último dia 27 publiquei um post  sobre a eficiência da técnica projetiva conhecida como Técnica de LaBerge.

Conforme expliquei, já tive várias EFCs empregando essa técnica. Como todas as demais, seu emprego não garante o sucesso mas sua efetividade é considerável, conforme relatado nesse post.

Para não me deixar mentir, segue o relato de minha penúltima EFC.

15 de setembro, sábado. Despertei no horário de costume, pouco depois das 6 horas da manhã. Levantei-me e, após realizar um trabalho de mobilização de bioenergias, retornei para cama às 7 horas. Por esses dias o clima em Brasília está quente e seco, de tal forma que liguei o ar condicionado e o mantive o humidificador do ar ligado. Adormeci rapidamente e tive inúmeros sonhos. Em meio a esse processo de sonhos, em dado momento estava em meu apartamento. O ambiente não estava, até onde percebi, exatamente igual ao intrafísico, mas, isso pode ter sido causado por deficiência da minha paravisão. Em dado, momento, olhei para o chão onde havia alguns pequenos objetivos indefinidos. Nesse momento conscientizei-me que estava projetado, fora do corpo físico. Eu estava flutuando a poucos centímetros do chão. Esquecendo-me dos tais objetos, divisei uma janela próxima. Era a janela de minha sala que fica, durante a noite, coberta por uma cortina de tom bege. Usei então a vontade para dirigir-me até essa janela Minha intensão era sair do apartamento. Estendendo as mãos, deslizei lentamente através da sala até o ponto onde estava a janela. Minha paravisão estava como que afunilada de tal forma que do meu psicossoma, eu percebia apenas as mãos a minha frente por ter estendido os braços num movimento natural de reforço a intensão de me deslocar. Chegado a janela, ao tentar atravessa-la para chegar ao exterior, algo estranho ocorreu: fiquei com o psicossoma envolto na cortina sem conseguir me desembraçar dela. Se ela fosse puramente intrafísica, eu deveria ter simplesmente atravessado-a. Então ela devia ser uma contraparte extrafísica da cortina física. Essa situação inesperada levou-me a despertar. Rememorei os detalhes da experiência e voltei a dormir. Não tive mais projeções nessa manhã.

Observações

Atualmente, a maioria de minhas EFCs são de breve duração pois rapidamente retorno a coincidência. Nesse sentido, elas se encaixam bem no modelo do sonho lúcido.

A situação de embaraço pode ter sido causada por mim mesmo. Ao atravessar a cortina um pequeno pensamento que tive pode ter feito a matéria extrafísica aglutinar-se naquele ponto e criar a “paracortina”. Dá-se a isso o nome de formas-pensamento.

A sucessão dos eventos demonstra que, embora estivesse consciente, o nível de lucidez não era lá grande coisa, pois, se assim fosse, sairia dessa situação facilmente. Classifico o nível de lucidez dessa EFC como L40 (40% de lucidez extrafísica).

Abduções Alienígenas e Sonhos Lúcidos

Experiências Fora do Corpo

Centenas de milhares ou, talvez, milhões de norte-americanos acreditam terem sido abduzidos por alienígenas.

Em um caso típico, um abduzido relata que, estando deitado na cama durante a noite, sente uma sensação estranha que toma conta dele, seguida da aparição de seres alienígenas que seurgem do nada. Os extraterrestres podem transportá-lo para uma nave espacial e submetê-lo a uma bateria de testes físicos e psicológicos. Depois do que parece ser horas, ele se volta para o seu quarto ileso, e ao recobrar o comando de seu corpo, descobre que todo o seu calvário durou não mais do que alguns minutos.

Os abduzidos acreditam que suas experiências são reais (intrafísicas). Contundo, nos últimos anos, a maioria dos psicólogos creem que abduções são sonhos lúcidos ou alucinações desencadeadas pela consciência do “abduzido” de que outras pessoas passaram por experiências semelhantes.

Em apoio a essa hipótese, em experimentos recentes realizados pelo Out-Of-Body Experience Research Center em Los Angeles com 20 voluntáriosos participantes foram treinados em técnicas de sonhos lúcidos de tal forma que metade deles foi capaz de sonhar lucidamente e criar situações vividas de encontros com alienígenas.

Mas se cada rapto percebido é apenas o mais recente em uma série de alucinações, o que foi que provocou que primeiro sonho ou ilusão? Como foi a história de abdução alienígena nasceu?

A crença em abduções de pessoas por extraterrestres remonta década de 1940 e 50. Com o advento da Era Espacial, a literatura e filmografia do gênero sci-fi aumentando rapidamente em popularidade, temas relacionados a confrontos de humanos e alienígenas tornaram-se comuns e recorrentes.

Já em julho de 1946, a revista “Planeta Comics” publicava uma tira de quadrinhos em que os alienígenas usaram um raio trator luminoso para sequestrar uma mulher  terrestre que denominaram  “Specimen 9”. O sequestro fazia parte do um “Survival Project”, e tinha por objetivo final orientar a nave espacial alienígena de volta ao seu mundo de origem. Ao dirigir-se a mulher sequestrada, o líder dos alienígenas afirmava que “…Nossos métodos podem parecer cruéis, Specimen 9, mas isso é porque nossas necessidades são desesperadoras.”

Não lhes parece incrivelmente familiar essa história de quase 60 anos passados?

Em 1954, uma história em quadrinhos que apareceu no tablóide britânico The Daily Express descrevia a abdução alienígena de um piloto da Força Aérea Real. Desde então, inúmeras  histórias de abdução passaram a frequentar as páginas de romances de ficção científica,  histórias em quadrinhos e filmes do cinema.

A partir da década de 50, coincidentemente, relatos esporádicos de confrontos reais e  violentos com os alienígenas começaram a surgir em diversas partes do mundo.

Em 1957, o jornalista brasileiro João Martins iniciou uma série de matérias entitulada “Missão Discos Voadores” para a revista O Cruzeiro onde descreveu os casos de pessoas em locais isolados atacadas por pequenos seres alienígenas. Martins também pediu a seus leitores que lhe escrevessem relatando suas próprias experiências.  Dentre as centenas de respostas que recebeu, estavam a de um jovem agricultor de Minas Gerais , Antonio Villas Boas, que tornou-se o caso mais conhecido de abdução n Brasil.

Separar a ficção da realizada, desde então, passou a ser uma tarefa difícil, às vezes impossível. Seriam as abduções reais, com a literatura e o cinema nada mais fazendo do que evidenciar essa realidade, antes impublicável, ou estariam influenciando o imaginário popular e criando situações onde as pessoas estariam confundindo alucinações e sonhos lúcidos ou projeções astrais com abduções reais, intrafísicas? Numa terceira hipótese, seria possível que ambas coisas estivesse ocorrendo?

Me parece que essa última hipótese é a mais correta. Dentro da vasta casuística ufológica, existem alguns casos muito bem estudados que apontam para o fato que abduções parecem ser reais, ocorrendo no nível intrafísico. Contudo, a imensa maioria dos relatos carece de credibilidade. As abduções parecem ter virado um modismo de pessoas com desequilíbrios emocionais ou mentais.

O desconhecimento do fenômeno das EFCs – Experiências Fora do Corpo – que somente nas últimas três décadas ganhou popularidade, mas que ainda são completamente desconhecidos da maior parte das pessoas pode explicar, pelo menos em parte, essa “explosão” de abduções, a ponto de surgirem, em 1991, estimativas de 4 milhões de pessoas, só nos EUA, terem passado por abduções.

Durante uma EFC, principalmente aquelas com baixo nível de lucidez, onde ainda ocorrem a produção de imagens oníricas pela mente do projetor, uma experiência que também é conhecida por sonho lúcido, é possível que sejam plasmadas quaisquer tipos de situações ou cenários com alto grau “realidade” para a mente do projetor. Se a pessoa vive com a ideia de abduções na mente e nada conhece de EFCs, não será nada espantoso que ela vivencie situações vinculadas a esse tema. Depois, quando despertar, ela poderá ter dificuldade em entender o que de fato ocorreu e achar que passou por uma abdução de fato. As sensações de baixa lucidez e outras mais, comuns durante a EFC, poderão ser interpretadas, erroneamente, como um entorpecimento inerente ao processo da abdução.

É concebível, inclusive, que consciências extrafísicas assediadoras ou simplesmente brincalhonas, querendo se divertir, alterem seus psicossomas (corpos extrafísicos) de forma a parecerem, aos olhos do projetor, extraterrestres e assim poderem conduzir sua “abdução”. Isso explicaria porque certos biótipos alienígenas como os grays, os reptilianos e os nórdicos aparecem com tanta frequência nos relatos de abdução. Facilita nesse processo de indução, que os ETs sejam reconhecidos como tais.

Naturalmente, não podemos descartar os autênticos casos de abdução. Extrafisicamente eles acontecem de fato, mas, não são uma ocorrência corriqueira. Por exemplo, eu nunca fui abduzido ou mesmo entrei em uma nave extraterrestre extrafísica embora já as tenha visto em algumas de minhas EFCs. Pelo que sabemos, as comunidades extrafísicas do planeta empregam veículos que, eventualmente, podem se parecer com com os UFOS. Contudo, até para não causar essa confusão, elas preferem usar veículos com os formatos que estamos mais acostumados, como ônibus comuns.

Concluindo, quanto a abdução intrafísica, ela também existe, mas é mais rara ainda que a extrafísica. Lembro-me do relato de um contatado no Congresso Internacional de Ufologia, realizado em 1997 em Brasília. Quando servia como soldado em um quartel do exército em Minas Gerais, foi abduzido enquanto estava de sentinela. Perguntei-lhe na ocasião porque, dentre tantos militares naquele quartel, ela havia sido “sorteado” para ser abduzido. Prontamente, respondeu-me que achava que era devido a sua altura. De todos os soldados naquela unidade, ele era justamente o mais baixo e o teto do UFO para onde ele foi levado não era muito alto. Prosaico, não?

Livros:

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Sonho Lúcido ou EFC ?

Esse post foi motivado pelo último comentário que recebi, conforme segue:

 “… Recebi seu link no meu email enfatizando SL. Não entendi a “mistura”, SL com projeções (viagens astrais), principalmente a referencia sobre LaBerge, o qual “não acredita em saídas fora-do-corpo”. Estudei e fiz vários cursos no IIPC, porém hoje estou cada vez mais convicto dos SLs, do que Pcs…”

 As dúvidas do nosso amigo são pertinentes e devem ser as mesmas de muitas outras pessoas. Então vamos tentar esclarece-las.

 A EFC ou projeção pode ocorrer de forma inconsciente, semiconsciente ou consciente.

 O Sonho Lúcido – SL – Ocorre quando as mesmas áreas cerebrais normalmente ativas na vigília física são ativadas durante um sonho comum que surge quando a pessoa está dormindo. Essa ativação, inclusive, faz com que a pessoa rapidamente desperte, motivo pelo qual os SL são, via de regra, muito rápidos, durando apenas alguns segundos.

O sonho, aparentemente, pode ocorrer tanto com a consciência projetada quanto com ela estando coincidida com o corpo físico. No primeiro caso, o sonho lúcido ocorre durante uma EFC e no segundo caso não.

O sonho lúcido é uma porta para a EFC. Mesmo que a consciência não esteja projetada, ela estará dormindo e os laços que unem o corpo físico ao psicossoma estarão mais fracos, possibilitando-lhe sair fora do corpo facilmente. A maioria das EFCs são muito rápidas, tal qual os SLs.

Nesse caso, de uma EFC propriamente dita, as áreas ativadas do cérebro podem não ser as mesas da vigília física, que caracterizam o sonho lúcido e que o tornam muito rápido.

Mas, as EFCs conscientes podem também ter uma duração muito maior que o sonho lúcido assim como possibilitar a realização de uma série de ações que demonstram que ela é real. Por exemplo, o projetor pode perceber coisas que estão colocadas fora do campo de visão do seu corpo físico.

Outros levantamentos de imagens do interior do cérebro, efetivamente, apontam para outras áreas ativadas durante a produção de EFCs.

LaBerge acredita ou não em EFCs? Custa crer que alguém que tenha dedicado tanto tempo e energia em pesquisar sonhos lúcidos não tenha se deparado com situações que demonstraram que essas experiências, as vezes, são extracorporais.

É possível, especulo, que LaBerge faça como outros pesquisadores do ramo: intimamente acredita nas EFCs, mas, profissionalmente, declara até o contrário. Com isso ele consegue aceitação da comunidade científica e até financiamento para suas pesquisas. Dessa forma, ele consegue fazer com que o conhecimento científico/acadêmico sobre esse tema avance.

É mais ou menos como faz o Padre Quevedo que, com se sabe, divulga os fenômenos parapsíquicos  “desmascarando-os”.

Não existem cientistas pesquisadores de sonhos lúcidos que admitam serem eles EFCs. Não existe espaço ou financiamento para pessoas com esse tipo de ponto de vista.

Concluindo, como percebeu o autor do comentário acima, nem sempre um SL será uma EFC. Contudo, as EFCs existem e são reais. Eu já pude comprovar isso várias vezes, seja por meio de projeções conjuntas, seja captando informações não reveladas sobre outras pessoas ou ainda de outras maneiras.

Livros:

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Indução Mnemônica de Sonhos Lucidos (MILD)

O sonho lúcido é aquilo o que chamamos de projeção semiconsciente e pode ocorrer com a consciência fora da corpo ou não. O sonho lúcido pode conduzir o projetor, efetivamente, a uma projeção consciente.

A Indução Mnemônica de Sonhos Lucidos ou MILD (Mnemonic Induction of Lucid Dreams) é uma técnica para indução de sonhos lúcidos desenvolvida por Stephen LaBerge, famoso pesquisador nessa área, tendo sido descrita inicialmente em seu livro  Exploring the World of Lucid Dreaming publicado em 1991.

Esta técnica tem demonstrado ser bastante eficaz segundo o relato de muitas pessoas que tem obtido sucesso em produzir sonhos lúcidos.

A Técnica

1. Quando chegar a hora de dormir, deite-se e acomodo-se de uma forma confortável.

2. Procure relaxar e pacificar sua mente, eliminando toda ansiedade.

3. Antes de adormecer, mentalmente, repita para si mesmo o seguinte comando:

“Vou acordar depois de cada período de sonho e me lembrarei de tudo o que aconteceu durante meu sonho”

4. Durante a noite, a cada vez que você acordar, procure rememorar tudo o que você sonhou. Anote qualquer lembrança que tenha, por mínima que seja, assim como como você se sentiu quando acordou.

5. Após fazer suas anotações, acomode-se novamente para voltar a dormir. Antes, contudo, imagine que você vai retornar o sonho que você acabou de ter e que, dessa vez,  no entanto, imagine que vou viu no sonho um sinal, um indicador de que aquilo era um sonho e que você reconheceu sua condição de estar sonhando ao ver esse sinal. Deixe o sono se instalar pensando no sonho que você acabou de ter e no sinal que você vai buscar para ativar sua lucidez.

6. Repita os passos 4 e 5 de cada vez que você acordar durante a noite.

Segundo LaBerge “O conjunto mental envolvido nesta prática é muito parecido com um que nós adotamos quando decidimos que queremos acordar em uma hora certa. A capacidade para atribuir um despertador interno para acordar de nossos sonhos pode ser muito facilmente utilizada para acordar durante nossos sonhos”.

Observações

* Deixe papel e lápis/caneta ao lado de sua cama e tenha uma fonte de luz de fácil acesso, de forma que você possa registrar seus sonhos sem ter que levantar-se da cama. Opcionalmente, use um gravador.

** Ao invés de escrever o sonho que teve, você pode apenas rememorá-lo para registrá-lo adequadamente n cérebro físico. Não é tão eficiente quanto o registro escrito, mas tem a vantagem de não criar maiores inconvenientes para seu retorno ao sono.

*** Para facilitar a ocorrência do sonho lúcido você pode tentar dormir na posição de decúbito dorsal (de barriga para cima).

**** O registro dos sentimentos e emoções após o despertar ajuda a identificar possíveis ocorrências de EFCs não rememoradas.

***** Repita a técnicas por pelo menos 10 dias seguidos para aumentar as probabilidades de sucesso.

***** * Essa técnica comporta algumas variações nos procedimentos. Recomendo que você tente fazê-la como descrito, mas, sinta-se a vontade para fazer as modificações que achar convenientes.

Para saber mais – Livros:

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Eficiência da Técnica de LaBerge

 

Stephen LaBerge é um respeitado psicofisiologista que dedicou-se ao estudo científico sobre sonho lúcido. Formado como bacharel em matemática em 1967, começou pesquisar sobre sonhos lúcidos em seu Ph.D. em psicofisiologia na Universidade Stanford, concluído  em 1980.

Técnica. LaBerge desenvolveu técnicas para permitir que ele mesmo e outros pesquisadores entrassem num estado de sonho lúcido à vontade. Uma dessas técnicas que passou a ser conhecida como “Técnica de Laberge”, consiste em o experimentador acordar antes do seu horário habitual de sono noturno, levantar-se, caminhar pela casa e fazer algumas outras atividades de menor importância por um período de 20 a 30 minutos. Depois o experimentador retorna para a cama e volta a dormir até a hora habitual de despertar. As ocorrências de sonhos lúcidos durante esse período final de sono demostraram ser maiores.

O estado de sonho lúcido é notoriamente difícil de alcançar. O pesquisador Daniel Erlacher, da Universidade de Berna, na Suíça, vem trabalhando em maneiras de induzi-los. Em suas últimas tentativas de produzir sonhos lúcidos em laboratório, ele aplicou uma variante da “Técnica de Laberge”, acordando os participantes de sua pesquisa nas primeiras horas da manhã e pedindo-lhes para pensar sobre os sonhos que tiveram e os sonhos que eles gostariam de ter. Depois eles eram conduzidos de volta para a cama para continuar com o experimento.

Segundo Erlacher, embora apenas 10 por cento dos sonhos dos participantes sejam lúcidos antes que eles tentassem a técnica, esse índice subiu para taxas de sucesso de mais de 50 por cento com a aplicação dessa técnica.

Esses resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Sono na Alemanha  em 2011. Elarcher comenta: “Uma vez que você ter o controle de seus sonhos, por que parar aí? Sonhadores lúcidos que são capazes de sonhar que jogam uma moeda em um copo tem uma pontaria melhor no dia seguinte em comparação com aqueles que não treinam em seus sonhos”.

Para saber mais: Consulte a Olympic extremes: Thought control de Jessica Hamzelou, publicada no número 2874 da revista New Scientist em 18 de julho de 2012.

Para saber mais – Livros:

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Sonhos Lúcidos para Eliminar Pesadelos de Atletas

“O Pesadelo” – Obra de Johann Heinrich Füssli – 1781

O pesquisador Victor Spoormaker do Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, na Alemanha,  vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos formas diferentes para eliminar pesadelos recorrentes.

Uma das formas criadas é por meio do sonho lúcido, um estado onde, durante o sono, uma pessoa se torna consciente, lúcida de que está sonhando.

A ideia é passar para um estado de sonho lúcido durante o estado pesadelar, alterando esse último da maneira que que se desejar. O método foi desenvolvido por Spoormaker, que, aplicando-o a si mesmo superou os seus próprios pesadelos. Trata-se, portanto, de uma autopesquisa que acabou mostrando-se útil para outras pessoas.

Bons sonhos podem fornecer os atletas impulso extra necessário para ter sucesso. Em um estudo realizado na década de 1970, as ginastas americanos esperando para fazer a equipe olímpica foram convidados participar de uma pesquisa para avaliara frequência com que sonharam com ginástica e sobre a natureza desses sonhos. Das 12 candidatas para a pesquisa, seis disseram ter tido de antemão mais sonhos sobre o sucesso de teriam durante as competições.

O pesadelo, por outro lado, prejudica o sono e pode provocar mau humor durante o dia. Para os atletas que confiam tanto em seu lado mental como na força física, isso pode significar um desastre. No entanto, a técnica de Spoormaker vem em socorro aos atletas, garantindo-lhe bons sonhos de forma a produzir um impulso extra necessário para terem sucesso durante as competições.

Em um estudo recente, a equipe de Daniel Erlacher, da Universidade de Berna, na Suíça questionou 800 atletas alemães sobre seus hábitos de sonhar. Vinte por cento deles disseram que tinham sonhos lúcidos com frequência, e aqueles que praticaram seu uso teriam aumentado o seu desempenho.

Embora a prova de que a técnica melhora o desempenho atlético possa parecer uma anedota, Elarcher conta que muitas pessoas já estão usando-a nos esportes, que já tem certo número de atletas profissionais batendo em sua porta para obter conselhos.

Qualquer pessoa com problema de pesadelos recorrentes, e não somente atletas, pode beneficiar-se do emprego do sonho lúcido para eliminar esse estado indesejado.

Para saber mais: Consulte a matéria Olympic extremes: Thought control de Jessica Hamzelou, publicada no número 2874 da revista New Scientist em 18 de julho de 2012.

Para saber mais – Livros:

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O Sonho Lúcido e a Base Neural da Consciência

Crédito da imagem: Max Planck Institute of Psychiatry

Sonhadores lúcidos são pessoas que estão cientes do estado em que se encontram e que podem, deliberadamente, realizar ações, direcionar os eventos e controlar seus sonhos.

Em março desse ano publiquei um post sobre a pesquisa de Martin Dresler e Michael Czisch, ambos do Instituto Max Planck de Psiquiatria sobre sonhos lúcidos.

O trabalho dos pesquisadores foi publicado em um artigo em outubro de 2011 na revista Current Biology e foi citado em um número de março da Readers Digest.

A pesquisa de Dresler, agora publicada pelo Journal Sleep, descreve como os recentes dados obtidos por meio de suas pesquisas possibilitaram associar a ativação em sonhadores lúcidos de áreas que são normalmente desativados durante o sono REM proporcionando aos autores uma visão melhor sobre a base neural da consciência humana.

Este padrão de atividade pode explicar a recuperação, durante o sonho comum, da reflexão e das capacidades cognitivas que são a marca registrada do sonho lúcido.

Segundo o artigo, os pesquisadores estavam interessados ​​em comparar os cérebros de sonhadores lúcidos e sonhadores normais com o objetivo de determinar os correlatos neurais que permitem que a sensibilização lúcida ocorra. A abordagem combinada de escaneamento EEG/fMRI foi usada para investigar o fenômeno.

“Nos sonhos normais temos um nível de consciência muito basal, experimentando percepções e emoções, mas não estamos conscientes de que estamos apenas sonhando”, explicou Martin Dresler, principal autor do novo artigo. Prosseguindo ele afirma que “É apenas em um sonho lúcido que o sonhador adquire um meta-conhecimento sobre o seu estado.”

Os dados de neuroimagem do estudo mostraram uma rede das regiões frontais do cérebro que são responsáveis ​​pela maior parte do controle cognitivo do processamento das emoções e da lucidez foi acentuadamente ativada em poucos segundos na medida que os experimentadores atingiram o sonho lúcido. No post anterior, descrevo o procedimento usado pelos pesquisadores para constatar quando os experimentadores estavam passando por um sonho lúcido.

Como os investigadores estudaram apenas quatro sujeitos, sendo que apenas um deles tinha um sono REM lúcido com duração suficiente para ser analisado por ressonância magnética, mais pesquisas terão que ser realizadas para verificar os padrões observados repetem-se com outras pessoas.

O córtex dorsolateral pré-frontal direito (veja figura acima) foi uma das principais áreas do cérebro onde se verificou ativações relacionadas ao sonho lúcido. Esta região, acredita-se, tem um papel relevante em uma série de capacidades cognitivas superiores, incluindo a memória, a tomada de decisão e a auto-conscientização. Os pesquisadores explicaram que a atividade nesta área, combinada com estimulação dos lobos parietais, é provavelmente o que dá acesso aos sonhadores lúcidos a sua memória de trabalho. O precuneus uma parte do lóbulo parietal superior ligada à auto-percepção também foi especialmente ativada durante o sonho lúcido.

Os pesquisadores sugerem que, com maior investigação, o sonho lúcido poderia ser utilizado como um tratamento para as pessoas com uma variedade de desordens, tais como pesadelos recorrentes e alucinações hipnagógicas.

Para saber mais: The seat of meta-consciousness in the brain – Max Plack Institute of Psychiatry

Livros:

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Projeção Astral para Crianças

Atualmente são poucos os livros sobre Projeção Astral a venda no Brasil.

É muito bem vindo, portanto, o livro que Lesly Monrat, de Curitiba, acaba de publicar.

Histórias de uma Projetorinha Consciente é um livro para crianças sobre o tema projeção astral. Apesar de não ser a primeira obra do gênero para crianças – eu conheço pelo menos uma outra obra publicada nos anos 90 – até onde sei não existem outras semelhantes a venda em nosso país.

O livro que fala diretamente de projeção astral com as crianças através das aventuras da pequena Gabriela e seu professor-mentor-protetor o mestre espiritualista Omraam Mikhaël Aïvanhov.

Mais informações sobre o livro, inclusive como adquiri-lo estão disponíveis no site: http://leslymonrat.yolasite.com/about-us.php

A musicista Elisabet Just  compôs 8 canções para o projeto desse livro. As letras de duas delas, Os Sete Chacras e Valsa da Trasnformação estão disponíveis no site: http://clubecaiubi.ning.com/profile/ElisabetJust

Para saber mais – Livros:

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Antitécnica Projetiva

 

Antitécnica é uma ação ou procedimento equivocado, errôneo, desnecessário, que não produz os resultados esperados, podendo inclusive dificultar mais ainda sua obtenção.

Presentes nas mais diversas áreas da vida humana, antitécnicas são comuns no campo do parapsiquismo devido ao baixo nível de discernimento e criticidade, assim como a deficiência nas pesquisas e autopesquisas.

Com relação à Experiência Fora do Corpo, elencamos 10 antitécnicas que, exceto pelo ponto de vista meramente psicológico, não ajudam em nada quanto a realização dos experimentos projetivos. São, portanto, dispensáveis.

1-Água fuidificada;

2-Amuletos;

3-Apanhador de Sonhos;

4-Cristais;

5-Colchão ou travesseio com magnetos;

6-Dia do mês ou do ano;

7-Fase da lua;

8-Incenso;

9-Pirâmides;

10-Posição do corpo físico quanto ao eixo magnético ou geográfico da Terra.

Você leitor desse post, o que acha? Pode ajudar a enriquecer essa lista? Ou você teve uma experiência que o leva a discordar de algum desses itens como uma antitécnica?

Para saber mais – Livros:

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